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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

02/06/2011 14:19

Com mais de um acidente por hora, trânsito na Capital tem cenário caótico

Paula Vitorino

Em maio, 1.108 foram acidentes, superando média deste ano. Motorista mal educado é a causada da maioria das colisões

Engavetamento na Zahran, no dia 26. Engavetamento na Zahran, no dia 26.

Quem trafega diariamente pelo trânsito de Campo Grande já sente o caos que toma conta das vias, principalmente, as de maior fluxo, como da região central. É difícil encontrar alguém que nunca tenha se envolvido em um acidente no trânsito, mesmo com pequenos danos materiais. E os números comprovam esse cenário, como também a necessidade de uma mudança radical na postura dos motoristas.

Dados da Ciptran (Companhia Independente de Policiamento de Trânsito) revelam que em uma hora mais de um acidente é registrado em algum ponto da Capital. A média, segundo o comandante da Ciptran, tenente-coronel Alírio Vilassanti, não é novidade e vem sendo registrada há vários meses no município.

Só no mês maio, quando o tema segurança no trânsito ganhou destaque nas discussões públicas com a implantação até de projetos internacionais, foram ao menos 1.108 acidentes, superando em números os meses anteriores de 2011. Os dados incluem os atendimentos feitos no local da colisão pela Ciptran, Juizado de Trânsito e os registros pelo boletim online.

Dentre as colisões, seis tiveram mortes no local, 580 alguma vítima e 522 só com danos materiais. Mas considerando as mortes nos hospitais após até 30 dias do acidente, o GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito) revela 17 vidas perdidas no trânsito, em maio.

De acordo com Vilassanti, é visível que os números tiveram uma disparada nas últimas semanas, mas ele ressalta que os dados são o reflexo da ampla divulgação dos órgãos de segurança e do crescimento de motoristas nas vias. “Nunca escondemos nada e agora esses dados estão ainda mais claros, alertando sobre a necessidade de mudanças”, diz.

Diariamente, mais de 400 mil veículos rodam por Campo Grande, segundo o coronel. Destes, pouco mais da metade são motocicletas.

Atendimento - Com tantos acidentes, sendo muitos ao mesmo tempo, o trabalho da Polícia de Trânsito é diariamente tumultuado. A Ciptran conta com cinco viaturas, por turno, para atender toda a cidade. O Juizado de Trânsito, que atende colisões sem vítimas e faz a conciliação no local, presta apoio com dois carros.

De acordo com o comandante, o policiamento no fim de semana ainda conta com o reforço de mais duas viaturas. Mas para atender a grande demanda também existe o boletim online, onde as partes envolvidas em acidentes apenas com danos materiais podem fazer o registro de sua própria residência.

Quando acontecer um acidente, a recomendação da Ciptran é que o envolvido primeiramente ligue para o 190, onde será orientado sobre todos os procedimentos e uma viatura de trãnsito será acionada.

Os veículos também devem ser retirados da via, desde que estejam prejudicando o fluxo no local. “Tem que tirar, a prioridade é a vida das pessoas e a segurança no trânsito. Senão, outros acidentes podem acontecer no mesmo local”, explica.

Capotamento na região central, no dia 25.Capotamento na região central, no dia 25.

Inimigos do trânsito - A pressa, como diz o ditado, é inimiga da perfeição e no trânsito é uma das principais causadoras do tipo popularmente conhecido como “motorista mal educado”.

Vilassanti ressalta que a maioria dos acidentes acontecem na região central, nos horários de pico, quando as pessoas estão chegando ou saindo de seus trabalhos, escolas e demais compromissos. Já as colisões vítimas graves ou fatais acontecem em maior número no fim de semana, devido ao acesso de velocidade e a ingestão de bebida alcoólica.

“A pessoa sai atrasada pro seu compromisso e acaba dirigindo em uma velocidade acima da permitida na via. Aqui em Campo Grande temos velocidade para todas as ruas e o máximo permitido em algumas avenidas é 60 km/h”, diz.

Ele também destaca outros costumes do condutor na Capital que representam perigo para toda a sociedade, como furar o sinal vermelho ou acelerar para passar o amarelo, abusar da velocidade e cortar os veículos em zig-zag.

“Também temos um número muito grande de pessoas não habilitadas dirigindo na Capital, principalmente, nos bairros e em motocicletas”, diz.

O coronel é enfático ao afirmar que é preciso haver mudança cultural e de conceitos por parte dos motoristas.

“Trânsito é um espaço de cidadania. Enquanto não mudarmos nossa postura, esses números vão continuar sendo uma realidade e só irão aumentar”, frisa.

No entanto, o comandante da Ciptran reforça que os órgãos de segurança estão trabalhando nos três pilares que lhe são dever: engenharia – sinalização das vias, educação – ações preventivas e fiscalização – realização de blitzes.

O órgão, como também a Agetran, intensificou as fiscalizações em toda a Capital na última semana, como medida extrema para diminuir as infrações no trânsito.




Certamente o cidadao campograndense,no seu mais profundo egoismo esta pensando…que mudem os outros, eu dirijo bem…tipica atitude de caipira que ate anteontem andava de onibus,lamentavel!
 
Francisco Neres em 03/06/2011 12:18:09
tem que penalizar quem comete inpludencia no transito com mais vigor! tem que criar multa pesada para quem tiver errado,para quem cometeu o erro!!!!!!!
so assim as pessoas vai andar com zelo nas ruas da cidade!
 
gilberto silva em 03/06/2011 09:18:39
O trânsito na Capital é responsabilidade de todos, a começar pela Prefeitura que aplica as regras de trânsito e também é obrigada a cumprir as leis. Pra começar os semáforos não são sincronizados, não tem onda verde, na maioria das ruas a gente tem que andar e parar, anda e pára, anda e pára, isso desgasta os motoristas e provoca acidentes, depois não tem guard-rail nas beiras de córregos conforme manda a Lei Magaly Picarreli, os buracos nas vias que obrigam os motoristas as desviarem e causam acidentes, as ruas não têm pintura dividindo as vias, e quando são pintadas a tinta logo some de tão ruim, o que causa também acidentes, porque ninguém sabe onde começa e termina a sua pista, as caçambas de lixo não têm sinalização noturna e nem regulamentação, ocupam vagas de estacionamento e matam motociclistas à noite, as placas de pare depredadas não são repostas, só distribuir panfletos não resolve é preciso investir o valor arrecadado na engenharia do trânsito, ou será que o DETRAN e as auto-escolas são tão ruins que liberam motoristas despreparados todos os dias, VAMOS ABRIR O OLHO a Prefeitura não investe em nada, só multa e põe a culpa nos coitados dos motoristas que pagam seguro obrigatório, IPVA, licenciamento, multas, oficina, hospital, farmácia ..... O trânsito mata e a negligência das autoridades também.
 
denise t. silva em 03/06/2011 08:47:16
O trânsito tá violento com muitas mortes!!!!
espero q as autoridades nao fiquem assistindo de camarote!!

 
Hazzen Willians em 03/06/2011 08:23:53
isso é evidente, até um leigo sabe que as ruas estão mau planejadas! um dos exemplos é
em frente a nova rodoviaria!!!!!!!!!!!!!! inacreditavel!!!!!!!!!!!!! inacreditavel!!!!!!!!!!!!! e tantos outros lugares; inacreditavel incompetencia...
 
joao alce da fonseca em 03/06/2011 07:50:17
Cadê as campanhas de trânsito?
 
Beatriz Neves em 03/06/2011 02:15:56
Imaginem daqui a uns 10 anos.
 
JOSÉ PEREIRA FILHO em 02/06/2011 11:33:05
Com certeza 80% da população que "tem carteira de habilitação" teríam que refazer.
1º aki todo mundo acha que pisca-pisca é uma luz decorativa da árvore de natal.........porque NINGUEM USA.........
2º Motoqueirosssssssssssss acham que temos que dar preferência pra eles......se o sinal abre........tem que deixar passar pq se não.................Já viu. Dirijo desde 17 anos nunca bati um carro pra compensar só esse ano já bateram no meu carro 3 x eeeee dessas 3....2 vezes ele estava estacionado. É Coronel a mudança CULTURAL tem que ser radical........
 
Dany Oliveira em 02/06/2011 10:34:52
Provavelmente uma parcela dos causadores de acidentes são motoristas sem habilitação. Por que o DETRAN não integra o cadastro do veículo/ RENAVAN com a habilitação, ou seja para compra de carro ou moto novo ou usado seria obrigatório possuir CNH - Habilitação.
 
Josué Kazuo Nishimura em 02/06/2011 09:12:44
BLITZ + BLITZ------------> SÓ ASSIM TEREMOS RESULTADOS POSITIVOS, DIGO SEM ACIDENTES......
LI A REPORTAGEN ANTERIOR SOBRE....E FALAM QUE BLITZ SÓ EM ÚLTIMO CASO......NÃO DA LUCRO, É ISSO?????
LUCRO PARA OS GORVERNANTES É $$$$$$$ OU VIDAS....??????
OS LOCAIS ONDE VCS FAZEM JA ESTA MANJADO.......QUEREM VER.....HORTO-----EM FRENTE UNIDERP------PERTO DO NOVO SHOPING-----SANTO AMARO------PERTO DO VELHO SHOPING----E POR AI VAI......TEM QUE FAZER EM NOVOS LOCAIS......SURPRESA!!!!!!!
PESSOAS AVISAM QUANDO HÁ BLITZ POR CELULARES, DIGO AVISAM ONDEESTÁ SENDO FEITA A BLITZ.............PRESTEM ATENÇÃO!!!!
 
GILMAR CANDIDO em 02/06/2011 07:56:12
O que falta para nossa cidade é uma campanha educativa feita através dos órgãos televisivos juntos com Prefeitura e Governo do Estado ,campanha como é feita em outros estados brasileiros ,uma campanha que não pode ter fim até que aja conscientização honesta da população!!Do que adianta ter rotatórias sinalização semáforos radares etc se o condutor do veiculo não tem a mínima noção do é TRÂNSITO???? .Está na hora dos governantes gastarem DINHEIRO público com algo que realmente vai fazer diferença no transito da nossa capital ,estão gastando muito DINHEIRO mas em coisas que não beneficiam em nada a não ser os bolsos de "Alguns" !
 
rosemary ramos dos santos em 02/06/2011 07:43:59
sera que agora a fiscalizaçao vai rsolver,os irresponsaveis sem habilitaçao matam como o sr palmiro matou minha mae bebado sem cnh e esta livre!!!!
 
valeria gutoski em 02/06/2011 07:13:43
Lógico, o povo de Campo Grande é ignorante e barbeiro. Está sempre com pressa, furando sinais vermelhos, ultrapassando pela direita, costurando o trânsito etc. Sem falar nos mauricinhos e agroboys, que com suas caminhonetes gigantescas (presente de papai, claro) fazem o que bem entendem no trânsito, isso quando não disputam racha e/ou dirigem alcoolizados por aí. Precisamos de mais fiscalização, mas , principalmente, educação e conscientização.
 
João Issiar Dia em 02/06/2011 06:33:28
O problema de Campo Grande, SEMPRE foi o campo grandense o que tá acontecendo no trânsito é o reflexo da personalidade dos campo-grandenses que se acham superior a tudo e a todos.
 
Acyr Neto em 02/06/2011 05:31:18
A fiscalização não é apenas a realização de blitzes, mas a colocação de agentes em vários locais da cidade, multando os infratores sem a necessidade de uma blitz. Mais radares e sensores nos semáforos também são necessários - Campo Grande é uma das cidades onde esse tipo de equipamento é menos comum, e não por acaso é uma das recordistas em acidentes. Onde estão as câmeras nos semáforos que reduziram significativamente os acidentes nos anos 90?
 
Luiz Pereira em 02/06/2011 05:15:11
SOS Av. Mato Grosso Santa Fé!
São oito quadras sem qualquer sinalização, redutor de velocidade e semáforo no trecho entre a Rua Eduardo Metelo e Av. Ceará, um verdadeiro caos! Acidentes diários!Engarrafamento contínuo (fluxo excessivo)! Cruzamentos interditados! Pedestres impedidos de ir e vir?
Até quando? Uma vergonha!
 
josé roberto amin em 02/06/2011 05:10:42
Realmente as pessoas precisam ter paciencia no transito e a pressa é a causa maior dos acidentes. Estou tirando minha habilitação, mas confesso que estou morrendo de medo de pagar um carro ou moto, pois os condutores não tem mais amor a própria vida que dirá dos outros.
 
katiuscia rivarola da silva de oliveira em 02/06/2011 04:46:15
"Mudança cultural", esse é o termo correto. Mas como mudar se a cultura do brasileiro é descumprir regras? No trânsito não poderia ser diferente, e o resultado estamos vendo nas ruas de Campo Grande.
 
Jorge Souza em 02/06/2011 04:40:19
Entendo que os usuários precisam ter mais cautela no tráfego, mas Campo Grande necessita URGENTE de uma pessoa com conhecimento para adminstrar nosso transito.
 
jose henrique em 02/06/2011 04:28:29
Não acredito que os acidentes em Campo Grande ocorram somente pela incompetência dos motoristas, há também a falta de sinalização, pavimentação e fiscalização.... a cidade é de todos, inclusive da administração pública que poderia fazer muito mais, pois uma cidade bem tratada incentiva as boas maneiras. Já ouviram falar naquele ditado que diz: "coisas boas trazem coisas boas", pois bem, em nossa cidade, as coisas ruins estão trazendo coisas muito ruins. E é bom lembrar que cemiterio temos muitos, mas hospitais não!
 
agricio araujo em 02/06/2011 04:27:30
Quando o Comandante da PM fala em cultura, está absolutamente certo, mas, enquanto isso não chega, só um aperto rígido no bolso dos infratores poderá surtir algum efeito.
 
Luiz Melo em 02/06/2011 04:24:48
Vilassanti esqueceu de destacar outros costumes que os condutores de Campo Grande possuem, como exemplos: dirigir a 10km/h na faixa da esquerda, de praticamente parar o carro para fazer uma curva, demorar 5 minutos para estacionar, fazer a curva sem acionar a seta, estacionar em fila dupla, acelerar quando outro condutor que ultrapassar, dirigir a 10km/h na faixa da esquerda, forçando os condutores que dirigem na velocidade permitida a fazer o zigue-zague!!! Acredito que além dos condutores que dirigem acima da velocidade permitida, as campanhas podiam ser direcionadas também para alguns condutores que atrapalham o trânsito e são muitos, muitos condutores despreparados e a culpa recai sobre os condutores que possuem maior habilidade, dirigem com segurança e infelizmente precisa fazer o zigue-zague para ajuda no fluxo do transito.
 
Ana Maria Albuquerque em 02/06/2011 03:40:12
Pela primeira vez eu concordo com uma autoridade a respeito do trânsito. Coronel falou tudo.

E como resolver o problema da educação? Eu sinceramente, não sei, principalmente no "resolver pra ontem".

“Também temos um número muito grande de pessoas não habilitadas dirigindo na Capital, principalmente, nos bairros e em motocicletas”, diz.

Concordo plenamente! Sujeito vai, compra a moto no nome da mãe/pai/tio, e sai fazendo besteira por aí. Cansei de ver casos assim no Anache/Estrela Dalva/ Santo Amaro/Aeroporto, bairros onde eu ando diariamente. Mas vale ressaltar que habilitação não é tudo, principalmente da forma como ela é COMPRADA hoje em dia. Ninguém aprende a andar de moto no DETRAN, aprende a se equilibrar e a andar num mundo perfeito, sem trânsito, sem fechadas, sem buracos... A pessoa aprende a andar de moto realmente no dia-a-dia. Aí que mora o perigo, até a pessoa ganhar experiência, pode ser tarde. Sem falar no perigo dos 3 meses: Falo como motociclistas que já passou dessa fase. Quando você compra uma moto, no começo você tem medo, passo 2 meses e você ganha confiança, começa a se achar "piloto bom pra caramba"....começa a imprudência, andar mais rápido, da uma podadinha pela direita, quando você vê, acontece um acidente. Já vi acontecer várias vezes. Muitas vezes, esse acidente nem é culpa total do cara, tava andando correndo e alguém invade a pista, ou vira sem dar seta, por exemplo. Essa confiança é o que mais vejo como causa de acidente, é o "velocidade + fechada". Se não tivesse tomado fechada não teria acidente, mas se estivesse mais devagar ou mais atento também não teria acidente!

finalizando, eu gostaria muito de ver uma pesquisa do tipo "causa dos acidentes envolvendo motos" e "tempo de habilitação efetiva" ( sem contar o tempo que passou tirou a carta, mas sim o tempo que ele tem moto ). Isso talvez daria uma boa pista de como resolver o problema. Mas como já foi dito várias vezes, da impressão que a AGETRAN não quer resolver o problemas, só lucrar com ele.
 
Jean Carlos dos Santos em 02/06/2011 02:58:49
Me desculpem aqueles que pensam de forma contraria, mas ao observar que a maioria dos motoristas campograndenses: trafegam o tempo todo pela faixa da esquerda... ligam a seta de conversão no momento emque vão fazer a manobra, quer seja convergir ou estacionar.... Alguns nem sabem o que é "esquerda" e/ou "direita". Querem convergir à esquerda dão ligam a seta para "as direita" (talvez pelo fato de elevar ao plural algo que existe no singular: minha direita e/ou minha esquerda) e vice-versa.... Ao verem que o carro a sua frente situado na faixa correta, ou seja da direita, ao sinalizar a entrada na pista lateral, obvio da esquerda, aceleram o carro para não dar espaço.... Trafegam em vias de velocidade controlada, média ou baixa, como se estivesse em rodovias que permitem alta velocidade. Creio que deveriam tentar, os novos motoristas, aprender dirigir de verdade. O transito só é caótico, porque nós motoristas o fazemos ser assim.
 
amauri da silva em 02/06/2011 02:19:55
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