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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

02/04/2012 13:58

Defesa de Anderson, condenado por morte de Mayana, tenta anular júri

Nadyenka Castro

Para advogados do rapaz, não houve dolo eventual e sim “culpa consciente”

Anderson, de camisa branca, foi condenado a 18,9 anos de prisão. Willian se livrou da cadeia. (Foto: Marlon Ganassin)Anderson, de camisa branca, foi condenado a 18,9 anos de prisão. Willian se livrou da cadeia. (Foto: Marlon Ganassin)

A defesa de Anderson de Souza Moreno, condenado a 18 anos e nove meses de prisão pela morte de Mayana de Almeida Duarte após uma colisão de trânsito, quer anular o júri popular realizado no dia 29 de fevereiro deste ano.

Os advogados do rapaz, Antonino Moura Borges e Daniel Zanforlim Borges alegam que não há provas para condenação por homicídio por dolo eventual (quando a pessoa assume o risco de produzir o resultado).

Para eles, o que aconteceu foi “culpa consciente”. “O excesso de velocidade é imprudência, não é vontade de matar”, diz Antonino explicando que se Anderson quisesse causar o acidente, seria suicida. “Então você fala que ele é suicida também”.

No recurso de apelação, os advogados questionam ainda a formulação dos quesitos aos jurados, as qualificadoras e o depoimento de testemunhas que afirmam que o sinal estava vermelho para Anderson.

A defesa de Anderson pede a nulidade do júri. Se a Justiça acatar, um novo julgamento será realizado. Além de declarar nulo o júri, a Justiça pode reduzir a pena de Anderson ou não aceitar o recurso, o que mantém o caso como está.

O caso- Na madrugada do dia 14 de junho de 2010, Anderson dirigia um Vectra pela avenida Afonso Pena e colidiu com o Celta conduzido por Mayana no cruzamento com a rua José Antonio.

Perícia constatou que o rapaz trafegava em alta velocidade. Testemunhas e provas produzidas pela acusação apontam que ele passou o cruzamento no sinal vermelho.

Antes da colisão, Anderson disputava racha com Willian Jhony, que dirigia um Fiat Uno. Willian também foi a júri, confessou o crime de racha e se livrou da prisão e da acusação por homicídio doloso. Mayana foi encaminhada ao hospital em estado grave e morreu 10 dias depois.

Anderson foi condenado por homicídio doloso e também pelos crimes de racha e embriaguez. Willian Jhony foi condenado pelos crimes de trânsito. Para se livrar da prisão, ele terá que fazer serviço voluntário no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), está proibido de frequentar de bares, entre outras coisas.




Não sei mais o que vão fazer para livrar as pessoas de seus crimes, tem tanta saída. A lei está favorecendo muito as pessoas erradas. Se o cara mata e não for pego em flagante é solto e se dirige em alta velocidade e mata alguém tem outros caminhos para recorrer. Os criminosos estão rindo á toa, pois são presos e logo são soltos.
 
Cida Barros em 03/04/2012 10:11:48
Está aí provas de como estamos em um país atrasado. Nas Faculdades de Direito se ensina o jeitinho brasileiro de aliviar culpas absurdas, enquanto o país regride, de tanta preocupação com a falta de senso de justiça, progride a velocidade da impunidade.
Que direitos temos?!
 
Alex goncalves em 02/04/2012 08:46:04
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