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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

14/06/2011 21:08

Após acidente, moradores pedem iluminação pública e mão única

Ana Paula Carvalho
Bombeiros socorreram mulher que foi atropelada em rua de muito movimento. (Foto: Marcelo Victor)Bombeiros socorreram mulher que foi atropelada em rua de muito movimento. (Foto: Marcelo Victor)
A pequena Yasmin tem medo de brincar na calçada de casa e acaber sendo atropelada.(Foto: marcelo Victor)A pequena Yasmin tem medo de brincar na calçada de casa e acaber sendo atropelada.(Foto: marcelo Victor)

Fátima Esquivel, 24 anos, foi atropelada na tarde desta terça-feira (14), por um carro Gol quando tentava atravessar a rua Ovídio Serra, próximo a Ernesto Geisel, na Vila Oracilia. Ela sofreu escoriações no cotovelo e foi encaminhada a Unidade de Saúde do Coronel Antonino pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo testemunhas que viram o acidente, Fátima foi atropelada no momento em que desceu do meio fio. Ela foi atingida pelo retrovisor do carro. “Ainda bem que o carro estava devagar”, relata a aposentada Dilva Campos, 68 anos, que mora em frente ao local do atropelamento.

Ainda de acordo com ela, a rua é muito perigosa, principalmente no horário de pico, quando os estudantes passam pela região para ir a Universidade Católica Dom Bosco. “Em horário de pico meu marido nem pode sair com o carro”, afirma.

Para Alexandre Campos, 40 anos, morador da rua Ovídio há sete anos, para diminuir os acidentes e os riscos, é necessário mudar a via de mão dupla para mão única. “Logo quando asfaltaram aqui, era mão única, mas depois mudou. Por isso é muito perigoso”, relata.

A pequena Yasmin da Silva de 8 anos, diferente de crianças que moram em outras regiões da Capital, não pode brincar na calçada. Ela tem medo de ser atropelada enquanto brinca. “Essa rua é muito perigosa, por isso não gosto de brincar aqui fora. Só brinco lá dentro”, diz.

Além dos carros passarem pela rua em alta velocidade a falta de iluminação dificulta a visibilidade. “Além de ser perigoso é escuro. Não tem nenhuma iluminação pública. Lá para baixo é mais escuro ainda”, afirma a operadora de indústria Tayara Aparecida Ceza Bispo, 23 anos.

Tayara tem um filho de sete anos que precisa passar todos os dias pela rua Ovídio Serra para ir a aula. Sempre que dá ela o leva a escola de bicicleta, mas teme quando o filho é liberado mais cedo e precisa voltar para casa a pé. “Quando ele é liberado mais cedo e vai para casa a pé, eu fico morrendo de medo, porque aqui é muito movimentado”, afirma.

Hoje, ela aguardava pelo ônibus no ponto que fica bem rente ao meio fio, mas até ali é perigoso ficar. Em um dos acidentes que aconteceram nessa rua, o carro chegou a invadir a calçada, a umas três casas de onde fica o ponto. “Tenho medo de ficar aqui, mas o que eu vou fazer”, questiona.

Outro acidente- A rua, considerada muito perigosa pelos moradores da região, já foi palco de um acidente fatal em no dia 16 de abril deste ano.

Sidney de Lima, 28 anos, morreu após a moto em que ele era passageiro colidir com um carro Celta com placas de São Gabriel, dirigido pela assistente social Lizandra dos Santos, 32 anos, no cruzamento da avenida Ernesto Geisel com a rua Ovídio Serra. O condutor da moto, Adailton Rodrigues de Souza, 41 anos, teve apenas ferimentos leves.

Moradoras aguardam ônibus em ponto próximo ao meio. Elas temem pelos carros em alta velocidade e reclamam da falta de iluminação. (Foto: Marcelo Victor)Moradoras aguardam ônibus em ponto próximo ao meio. Elas temem pelos carros em alta velocidade e reclamam da falta de iluminação. (Foto: Marcelo Victor)
Sidney de Lima, morreu após um acidente entre o Celta e moto em que era passageiro colidirem na rua Ovídio Serra, em abril. (Foto: Paula Maciulevicius)Sidney de Lima, morreu após um acidente entre o Celta e moto em que era passageiro colidirem na rua Ovídio Serra, em abril. (Foto: Paula Maciulevicius)



O problema no trânsito em Campo Grande não é novidade para ninguém, o que vem ocorrendo é o crescimento de lombadas eletrônicas e nada de melhoria nas vias asfaltadas, basta andar nas principais ruas que iremos comprovar as péssimas condições do asfalto, falta de pintura de faixas, falta de sinalização, falta de identificação do nome das ruas, os nossos semáforos são antigos, no início da manhã e entardecer em certos pontos não se consegue definir a sinalização, bem como alguns que complicam o trânsito, cito o próximo ao Extra Hipemercados no bairro Tiradentes.
 
WALDEMIR DA SILVA FERNANDES em 15/06/2011 09:25:01
com certeza o gol tava tirando racha e o celta também tava quando atropelou a moto!
 
Michel Caires Silvestrino em 14/06/2011 11:12:51
Na rua em questão, não há sequer pintura das faixas nem calçadas em muitos trechos. Transformar a rua em mão única tende a piorar ainda mais a situação se não houver melhorias na sinalização, fiscalização dos limites de velocidade, melhoria das calçadas (que são péssimas na região) e implantação de faixas de pedestre.
 
Luiz Pereira em 14/06/2011 10:21:58
E nosso gestor do trânsito.
Talvez em vez de planejar melhor o fluxo na região, eles virão com a magnífica idéia de colocarem um pardalzinho em cima da calçada (ôps. PASSEIO PÚBLICO).
Tô escrevinhando............... Ah!!!! Agetran..agetran
 
Orlando Lero em 14/06/2011 09:43:10
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