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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

01/04/2013 17:10

Desde janeiro, 25 motoristas foram autuados por manobras perigosas

Nadyenka Castro
Destruído, Polo é retirado do local do acidente, na avenida Duque de Caxias. (Foto: Nyelder Rodrigues)Destruído, Polo é retirado do local do acidente, na avenida Duque de Caxias. (Foto: Nyelder Rodrigues)
Após colisão, carros foram parar no canteiro central da Afonso Pena. Banco de concreto ficou destruído. (Foto: Simão Nogueira)Após colisão, carros foram parar no canteiro central da Afonso Pena. Banco de concreto ficou destruído. (Foto: Simão Nogueira)

Somente nos três primeiros meses deste ano, 25 motoristas foram autuados por manobras perigosas em Campo Grande. Em todo o ano passado foram 115. A informação é do comandante da Ciptran (Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito), tenente-coronel Alírio Villassanti.

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Alguns faziam rachas. Outros, o conhecido ‘cavalinho de pau’ e alguns empinavam motos. Situações que causam perigo a vida dos condutores, de quem está com eles nos veículos, de quem assiste e ainda a de pessoas que nada tem a ver com a situação.

De acordo com o comandante da Ciptran, em alguns casos a punição é apenas multa administrativa e, em outros, é configurado crime de trânsito e os envolvidos podem ser presos. “Quando resulta em acidente, coloca em risco a vida das pessoas, está alcoolizado, é conduzido”, explica Alírio Villassanti, referindo-se à prisão.

Uma das situações de prisão aconteceu na noite desse domingo, na avenida Duque de Caxias, bairro Santo Antonio. Ryaan Douglas Werner Vieira, 20 anos, disputava racha com Marcos Vinícius Henrique de Abreu, de 22 anos. O primeiro conduzia um Citröen C3 e Marcos, um Polo.

Em um determinado momento houve colisão dos dois veículos e o Polo derrubou um poste de energia elétrica. Marcos e a namorada, Letícia Souza dos Santos, foram levados em estado grave para a Santa Casa. Ele morreu e ela está internada. Ryan foi autuado em flagrante por homicídio doloso, lesão corporal e por disputar racha.

Outro caso semelhante aconteceu na madrugada do dia 14 de junho de 2010, no cruzamento da rua José Antonio com a avenida Afonso Pena. Anderson de Souza Moreno e Willian Jhony tinham disputado racha. Anderson continuou em alta velocidade na condução de um Vectra e bateu no Celta que tinha como motorista Mayana de Almeida Duarte.

O rapaz está preso por homicídio doloso, racha e dirigir embriagado. William foi condenado pelo crime de dirigir embriagado. A condenação dos dois rapazes saiu no início do ano passado.

Punição – De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, participar de racha tem como punição multas, suspensão ou proibição de dirigir e até a condenação à prisão por seis meses a dois anos. A multa é por infração administrativa, considerada gravíssima e no valor de R$ 574,61.

Quando o racha resulta em acidente com vítimas, é configurado também crime de lesão corporal e se há morte, pode ser homicídio doloso (com intenção de matar). Neste último caso, o réu vai a júri popular, como aconteceu com Anderson de Souza Moreno.

Prevenção – Conforme o comandante da Ciptran, nos últimos dois anos o trabalho de combate à disputa entre veículos foi intensificado e isso fez com que os ‘racheiros’ mudassem o local de corrida.

Antes era nos altos da avenida Afonso Pena e, agora, os flagrantes mostram que os condutores têm preferido a Duque de Caxias. De acordo com Alírio Villassanti, muitos motoristas envolvidos em rachas estão sob efeito de álcool. “A ingestão de álcool leva a comportamentos como o excesso de velocidade, não utilização do cinto de segurança, do capacete no caso dos motociclistas. Pesquisas internacionais mostram isso”.

A jovem foi hospitalizada em estado grave e morreu 10 dias depois. Anderson não foi preso no primeiro momento, mas, acabou indo para a cadeia meses depois.

 




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