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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

14/08/2012 09:47

Em frente a escolas, motoristas dão lições ao contrário sobre trânsito

Elverson Cardozo
Trecho em frente à escola Despertar é sinalizado, mas motoristas parecem ignorar as placas. (Foto: Pedro Peralta)Trecho em frente à escola Despertar é sinalizado, mas motoristas parecem ignorar as placas. (Foto: Pedro Peralta)

“Isso aqui é uma loucura, já vi coisas absurdas”, resume Eliane Ferreira da Silva, de 23 anos, ao comentar sobre o trânsito na rua Maranhão, em frente à unidade II da escola infantil Despertar, localizada na Vila Gomes, em Campo Grande. Desrespeito às leis de trânsito acontecem todos os dias, em qualquer canto da cidade, mas os “absurdos” cometidos em frente às escolas são uma rotina que chama a atenção.

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Eliane é auxiliar de sala e trabalha no colégio Despertar há 6 meses. Acompanha os alunos durante a entrada e saída e diz que já viu muitas irregularidades cometidas por motoristas, especialmente no período da tarde.

“Não sei se é porque o pessoal está saindo do serviço e quer voltar logo para casa, mas é bem complicado”, comenta. A área em frente à escola tem sinalização, mas o problema é que muitos condutores continuam a ignorar as regras básicas de trânsito, como dar a preferência, por exemplo.

Para alguns motoristas a rotatória nem parece existir. Outros insistem em confundir a via com pista de corrida. A Situação preocupa os pais. Viviane Martini, de 36 anos, comenta que já presenciou vários acidentes. A advogada prefere levar a filha, Júlia, de 5 anos, à pé, do que enfrentar o trânsito na região. “Tumultua”, conta, acrescentando que os motoristas ficam disputando a preferência para atravessar a rotatória.

Para Viviane, o termo conscientização já virou “balela”. Já que os motoristas não respeitam, afirmou, o que precisa é de ações efetivas para evitar novas tragédias. Uma forma de fazer com que o desrespeito às leis de trânsito pese no bolso. “Poderiam instalar uma lombada eletrônica”, sugeriu.

Para a advogada Viviane Martin, o ideal seria instalar uma lombada eletrônica. (Foto: Pedro Peralta)Para a advogada Viviane Martin, o ideal seria instalar uma lombada eletrônica. (Foto: Pedro Peralta)

Mesma sugestão tem o bancário Gustavo Oliveira do Amaral, de 29 anos, que costuma levar o filho Pedro, de 8 anos, à escola. “No horário de pico é complicado. Os carros vêm de lá e trava tudo aqui”, diz. O bancário sugere, ainda, a abertura de novas vias para desafogar o tráfego na localidade.

Acidente – Na última quarta-feira (8), um estudante de 7 anos foi atropelado em frente à Escola Estadual Teotonio Vilela, no bairro Universitária, em Campo Grande.

O acidente acontece na rua Souza Lima, por volta das 12h30, no momento em que o garoto atravessa a via para entrar no colégio, onde cursa o segundo ano.

Segundo a diretora Nicolassa Mariana Maldonado, 40 anos, a moto passou por cima das costas, das pernas e dos braços de Cássio, que foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros com escoriações.

Moradores e comerciantes do bairro pedem mais reforço na sinalização. A rua é linha de ônibus e o tráfego é intenso. Vendedora de uma loja localizada em frente ao colégio, Franciane Borges De La Vechia, de 29 anos, disse que já presenciou acidentes. O último foi há 3 meses, quando um motociclista foi atingido por um ônibus.

O quebra-molas que existe em frente à escola está apagado e a placa encoberta por galhos de árvore. Na mesma rua, a aposentada Maria de Lourdes Rodrigues, de 70 anos, guarda uma placa de trânsito na varanda de casa. “O pessoal ficava escorado nela e acabou caindo. Guardei aqui, mas não vieram arrumar até agora”, contou.

Maria de Lourdes Rodrigues, de 70 anos, guarda uma placa de trânsito na varanda de casa. (Foto: Minamar Junior)Maria de Lourdes Rodrigues, de 70 anos, guarda uma placa de trânsito na varanda de casa. (Foto: Minamar Junior)
No bairro Oliveira III, na esquina da Escola Municipal Professor José de Souza, a placa de Pare está no bueiro. (Foto: Pedro Peralta)No bairro Oliveira III, na esquina da Escola Municipal Professor José de Souza, a placa de "Pare" está no bueiro. (Foto: Pedro Peralta)

Descaso - No bairro Oliveira III, na esquina da Escola Municipal Professor José de Souza, mais conhecida como “Zezão”, a placa de “Pare” está dentro de um bueiro. Foi o jeito que os moradores encontraram para preservar a sinalização, que foi arrancada.

“Fiquei sabendo que quem quebrou foi um rapaz com problemas mentais”, disse a costureira Raquel Regina da Silva, de 53 anos. Segundo a moradora, na rua onde mora, a Mogi Mirim, um placa está “cai não cai”. “Minha via é cuidar daquilo”, exagera.




Neste país onde a impunidade graça por todos os lados,infração de trânsito é fichinha, tem que fazer valer a lei e educar esses maus motoristas que só contribui para aumentar a violência no trânsito.
 
JAIR FÉLIX MARTINS em 14/08/2012 10:43:16
Era bom que o CGNews fosse ao Colégio DomBosco, Colégio São Franciso, Auxiliadora e Mace pra ver os absurdos que acontecem no entorno dessas escolas, tudo obra e ação dos 'pais muito responsáveis' que acham que a Lei de Trânsito tira folga na hora de levar e buscar seus filhos na/da escola.
 
Daniel Francelino da Silva em 14/08/2012 10:24:07
Se não bastasse a placa no bueiro, olha so a qualidade da pintura na rua. A manutenção da sinalização previne acidentes, e por isso que ela existe.
 
Juarez Goncalves em 14/08/2012 10:13:13
complicado né! os filhos deles farâo o que no futuro? farâo igual !
 
Emerson de Oliveira em 14/08/2012 10:11:38
Realmente é um absurdo...não só no horário ,como nos outros tbem!!Deveriam liberar a rua Sao Paulo ,para mão dupla novamente;pois fizeram mão unica ...sem utilidade;ai folgaria a rua Maranhão;ainda mais na frente da escola.
 
Shell Nunes em 14/08/2012 10:05:57
Isso é um absurdo por afeta até aqueles que estão aprendendo a cuidar o trânsito.
O pior são os pais serem protagonistas desses atos de desrespeito com os outros e como fica para ser cobrado respeito dos filhos com os outros.
Tenho certeza que essa é uma coisa para pensar!!!
 
Tadeu Júnior em 14/08/2012 10:03:06
Falta de respeito porque não existe fiscalização adequada!
Na Rua Eduardo Santos Pereira, entre Ruas Brasil e Bahia, em frente a uma escola infantil, diariamente são vistas cenas do tipo. Carros parados em fila dupla e/ou sobre a calçada estão lá para quem quiser ver, principalmente no final da tarde.
Enquanto isso, agentes de trânsito estão fazendo o quê?
 
EDSON TROMBINE LEITE em 14/08/2012 09:55:15
Com a falta de fiscalização a alta classe da cidade se sente impune as leis de transito. o Cruzamento das ruas Pernambuco e Rio Grande do Sul são exemplos claros de desrespeito e impunidade.
 
Tiago Nunes em 14/08/2012 01:16:28
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