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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

26/09/2011 14:00

Ciptran diz que Capital ainda não enfrenta engarrafamento, apenas pontos de entravamento

Paula Vitorino

Motoristas já sentem as consequências do aumento da frota de veículos na Capital, que hoje passa de 400 mil, e afirmam que engarrafamento se tornou frequente

Fila de veículos na Joaquim Murtinho ultrapassa rotatórias da Ceará e Zahran. (Fotos: João Garrigó)Fila de veículos na Joaquim Murtinho ultrapassa rotatórias da Ceará e Zahran. (Fotos: João Garrigó)

Podem até mudar o seu nome – congestionamento, entravamento -, mas não tem jeito, o engarrafamento já está presente no fluxo do trânsito de Campo Grande. É só arriscar passar de veículo pelas principais vias nos horários de pico e pronto, é ter paciência e contar com a sorte para não perder o horário do compromisso.

A desculpa do “cheguei atrasado por conta do trânsito” se tornou uma constante verdadeira. “É difícil para conseguir dirigir no horário de entrada e saída do trabalho. O engarrafamento nas principais vias atrasa o percurso”, diz o motorista Durval de Almeida.

Mas para o comandante da Ciptran (Companhia Independente de Polícia de Trânsito), tenente-coronel Alírio Vilassanti, engarrafamento não existe na Capital. Ele substitui a palavra pela explicação de que na verdade o que acontece são pequenos pontos de entravamento, que prejudicam a fluidez do trânsito.

“São pequenos entravamentos, congestionamentos momentâneos. Em poucos minutos o motorista já consegue seguir pela via de novo”, afirma.

Entre os pontos críticos, estão a Mato Grosso com a Via Park, 14 de Julho com Afonso Pena, Joaquim Murtinho com Eduardo Elias Zahran e Ernesto Geisel na região central.

Pelas vias da Capital hoje circulam pouco mais de 400 mil veículos, o que equivale a um veículo para cada duas pessoas do total de 800 mil habitantes. Apesar de contar com vias largas e ter ocupado em 2008 a 14ª posição na proporção entre veículos e habitantes no país, o trânsito da Capital parece não estar dando conta do crescente número da frota, que em conjunto com outros fatores está “entupindo” as vias.

“Está muito complicado o trânsito. A cidade está crescendo, o número de veículos também, mas a engenharia de trânsito não acompanha. O sistema de tráfego é mal feito”, avalia o motorista Arleon Stelini, de 54 anos.

O professor Carlos Alberto Filho, de 41 anos, lembra que há pouco tempo, cerca de 5 anos, o cenário do trânsito da Capital era outro. “Aumentou muito o número de veículos, principalmente motocicletas. Há pouco você não via engarrafamento, hoje é só passar pelas vias de maior fluxo para ficar preso em um congestionamento”, afirma.

Motorista lembra boom no tráfego de veículos e chama a atenção para a falta de educação. Motorista lembra boom no tráfego de veículos e chama a atenção para a falta de educação.

Ele avalia que as facilidades para a compra de um veículo são um dos motivos para o boom na frota. Mas também ressalta que o número de veículos não é justificativa para os problemas no trânsito, já que em outras cidades com o dobro de frota a situação é diferente.

“As pessoas são mal educadas, dirigem mal em Campo Grande. Se tivesse mais educação no trânsito a fluidez consequentemente seria melhor. Já morei em cidades de São Paulo e mesmo com muitos veículos os motoristas mantinham a educação”, frisa.

Rapidez nem de moto - Até para os motociclistas, que são conhecidos por conseguir driblar os congestionamentos, a lentidão do trânsito já é sentida.

“É todo dia, sempre que estou indo e vindo de casa fico em algum congestionamento”, diz Paulo Dantas, de 43 anos.

Ele diz que mesmo de moto só consegue fazer o percurso mais rápido se “costurar” os veículos. “Mas não pode, é perigoso. Se parar atrás do carro, sem passar pelo meio, o tempo de trajeto dá o mesmo”, garante.

Alternativas - O comandante Vilassanti acredita que o trânsito da Capital ainda não tenha chegado ao estado alarmante, mas aponta algumas medidas que precisam ser tomadas para prevenir mais problemas.

Para ele, as alternativas são a conscientização e educação dos motoristas, investimentos no transporte público, ciclovias e as obras de mobilidade no transporte.

“Acredito que os projetos municipais de mobilidade vão melhorar a fluidez. O corredor de ônibus e as novas avenidas ligando os bairros ajudam na fluidez, com rotas alternativas. A onda verde também vem melhorando a fluidez”, diz.

No entanto, ele afirma que a Capital está crescendo e que o motorista tem de ter consciência de que não irá mais fazer o trajeto no mesmo tempo em que fazia há alguns anos.

O projeto do PAC Mobilidade Urbana, que aguarda aprovação do Ministério das Cidades, prevê 280 milhões de investimento no transporte da Capital. Serão R$ 20 milhões destinados à construção de cinco terminais; R$ 7,5 milhões para reforma de sete unidades; R$ 160 milhões para construção de 68,4 quilômetros de corredores de transporte coletivo.

Além de R$ 9,7 milhões para implantar 56 quilômetros de ciclovias; R$ 4,5 milhões para modernização do sistema de controle eletrônico; R$ 67,3 milhões para intervenções viárias e R$ 9,5 milhões para estações de pré-embarque.

Segurança - O comandante ainda ressalta que a prioridade da Ciptran é garantir a segurança no trânsito.

“Temos que melhorar a conduta e o número de vítimas no trânsito”, frisa.

Esta também é a opinião da chefe de divisão de educação da Agetran, Ivanise Rotta. “O que é inadmissível são as mortes”, diz.

Ela também reafirma que a Capital não tem engarrafamentos, e sim, entravamentos.




O Trânsito principalmente na Av, Afonso Pena esta sempre entravado (congestionado), pior de tudo que existe policiamento de Trânsito em todos os cruzamentos, em momento algum eles auxilian os motorista, estão exclusivamente para multar, até parece que recebemm comissão.
 
Rubens Alvarenga em 26/09/2011 08:43:27
O entrave no transito em Campo Grande é fato. O que também é fato, diz respeito aos radares e sensores no município, que contribuem muito para a lentidão em vias arteriais. O medo da multa seja pelos equipamentos, bem como pela presença dos guardas de trânsitos, deixam os motoristas inquietos e, o que deveria ser bom, acaba por se tornar um fator negativo, causando lentidão e até alguns acidentes.
 
André Figueiroa em 26/09/2011 08:16:32
o pessoal tinha que ficar mais atento, abriu o sinal acelera, o que esta atraz tb, e assim por diante...tipo um efeito locomotiva e vagoes. tem gente que fica dormindo no transito e tirando a paciencia de quem esta atraz.
 
Rafael oliveira em 26/09/2011 07:46:59
Um ponto que acho critico é em frente a escola Hercules Maymone, com o sistema de "botoadeira", os alunos praticamente o dia inteiro até parecem q fazem de brincadeira, só pra parar o transito, que em vez de passarem pela faixa de pedestre, tomam conta da rua, pulando a proteção de ferro, criança não tem noção de perigo, tudo é festa. Tem q colocar passarela pra não parar o transito.
 
renato rieff em 26/09/2011 07:26:39
O trânsito é ruím pois temos motoristas, motoqueiros, ciclistas e pedestres ruins, eles não respeitam as leis de trânsito querem passar em todo sinal vermelho, amareloeles acham que é para acelerar tudo e no verde ainda levam um tempão engatando a primeira marcha isso quando não puxam o freio de mão.
 
Silvio Sousa em 26/09/2011 06:46:07
O trânsito realmente está ruim, e a culpa maior dele estar dessa forma é justamente a falta de ação contundente do órgão municipal responsável. Uma das ações que ajudaria muito para melhorar o fluxo seria a proibição de conversões a esquerda, uma das causas do "entrave" no transito.
 
Maria Moura em 26/09/2011 04:53:26
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