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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

18/09/2014 07:51

Fora de campanha, mortes de ciclistas têm aumento de 62,5% na Capital

Em todo o ano passado, o número de morte de ciclista chegou a 13, mesmo total já registrado em 2014

Aline dos Santos
Bicicleta é retirada da avenida Ernesto Geisel, local de morte de ciclista. (Foto: Marcos Ermínio)Bicicleta é retirada da avenida Ernesto Geisel, local de morte de ciclista. (Foto: Marcos Ermínio)

Na semana em que o trânsito ganha os holofotes de uma campanha nacional, com enfoque no pedestre, e dados revelam a queda de 18% de óbitos de motociclistas em Campo Grande, surge um novo alerta: 2014 registra aumento de 62,5% no número de mortes de ciclista.

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Segundo a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), entre janeiro e setembro deste ano, são 13 óbitos, lembrando que o mês ainda está na metade. No mesmo período de 2013, foram oito óbitos. Em todo o ano passado, o número de morte de ciclista chegou a13, mesmo total já registrado em 2014.

Na última segunda-feira, a vítima foi Matheus dos Santos Benites, 20 anos. Ele morreu em acidente na avenida Ernesto Geisel, na Vila Nhá Nhá. Testemunhas afirmaram que o Gol, conduzido por um idoso, atingiu a bicicleta na pista da direita, próximo do meio-fio. Realizadas por 40 minutos, as manobras de reanimação não surtiram efeito e o ciclista morreu no local.

Ainda conforme os dados do Placar da Vida, o maior número de mortes foi em janeiro, com três óbitos de ciclistas. A estatística considera óbitos no local e mortes ocorridas num período de até 30 dias em decorrência do acidente. A Capital faz parte do Projeto Vida no Trânsito, coordenado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e realizado em dez países.

Para a coordenadora do projeto Vida no Trânsito e chefe da Divisão de Educação da Agetran, Ivanise Rotta, a segurança do ciclista depende de uma mudança de cultura e hábitos. “A bicicleta é um veículo de propulsão humana, mas tem motorista que não enxerga o ciclista como veículo também. Tem que parar se a bicicleta vem na preferencial”, afirma.

Por sua vez, o ciclista precisa seguir as regras de circulação, parar no sinal vermelho, ou seja, atender as normas de trânsito para veículos. “Campo Grande é a terceira cidade em extensão de ciclovia, mas há lugares em que as bicicletas concorrem com os carros”, salienta a coordenadora.

O ciclista também deve adotar equipamentos de proteção. “Os óbitos são porque não utilizam capacete. É o ciclista trabalhador. Precisa criar a cultura do capacete”, afirma Ivanise. Ela lembra que quem utiliza a bicicleta para lazer se cerca de cuidados como capacete, roupas refletivas.

Progresso – Também sobre duas rodas, os motociclista estão no topo do ranking de mortes no trânsito em Campo Grande. Contudo, o comparativo entre 2013 e 2014 mostra que houve progresso em salvar vidas. Em 2013, foram 50 mortes de condutores de moto entre os meses de janeiro e setembro. Neste ano, até agora, são 41 óbitos, perfazendo redução de 18%.

“Quando a gente tem o resultado positivo, não é de uma só ação, mas um conjunto de fatores contribui para que atinja os objetivos. Com metas e ações para quem está mais vulnerável no trânsito”, afirma a coordenadora do Vida no Trânsito. O grande número de mortes de motociclista é uma realidade verificada desde 2011.

A estratégia para reduzir os óbitos no trânsito incluem fiscalização, educação e engenharia de tráfego. As blitze retiram condutores sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e menores de idade. Já as palestras têm a missão de sensibilizar os motociclista sobre como sua postura pode resultar em acidentes.

“Porque consciência todos tem, falta estar sensível. E nunca se falou tanto em trânsito”, diz Ivanise. As palestras sobre o trânsito já fazem parte da programação da maioria das Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho), eventos realizado pelas empresas.

Desta forma, medidas simples, como o uso do capacete, ganha força. “Quem entende que o capacete é para sua segurança, usa em qualquer lugar”, pondera. Atitude  que difere, por exemplo, de quem dispensa o uso nos bairros por acreditar estar livre de multas.

No quesito engenharia, a coordenadora destaca o reforço na sinalização, colocação de semáforos e alteração de ruas para mão única.

Semana para educar - A Semana Nacional de Trânsito será realizada entre hoje e 25 de setembro. O tema é “Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito – 2011/2020: Cidade para as pessoas: Proteção e Prioridade ao Pedestre”. Diante do cenário local, a Agetran inseriu a temática dos motociclistas.

Em Campo Grande, houve redução de 37,5% no número de óbitos de pedestres entre 2013 e 2014. Ao todo, a Capital registrou 116 mortes no trânsito em 2013. Neste ano, foram 71.

A Agetran fará abordagens educativas, palestras, peça teatral, blitz, palestra, sorteio, doação de sangue e Clube do Setinha nas escolas e na Câmara Municipal.




Então a culpa das mortes é dos ciclistas, que andam sem capacete??? Se andar de capacete fosse necessário, a Holanda seria recordista em mortes de ciclistas! O problema está na imprudência, falta de respeito e excesso de velocidade dos motoristas. Os ciclistas são o lado mais frágil de um trânsito sem leis, onde motoristas embriagados e sem habilitação desfilam livremente.
 
Luiz Pereira em 18/09/2014 11:05:00
Mais do que usar capacete (que eu acho besteira, nunca usei e nunca precisei) e importante as ciclistas usar luz de noite (pois sem luz sao impercebiveis entre todos os outros veiculos com luz) e principalmente: andar ao lado certo e nao na contramao. Em qualquer cruzamento e rotatoria os motoristas olhem principalmente para esquerda, o lado daonde vem outros carros e motos, e se ai ta livre, entram. Se um ciclista veio do lado direito, nao e percebido e atropelado. Prestando mais atencao a isso (luz e nao andar na contramao) em campanhas na TV ja vai melhorar bastante. Capacete so ajuda em caso de queda, mas resolve muito pouco em caso de atropelamento...
 
Marc Boncz em 18/09/2014 10:10:54
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