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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

03/07/2013 08:45

Frota só cresce, mas a sinalização vai desaparecendo das ruas da Capital

Elverson Cardozo
Na rua Bahia, motoristas precisam dobrar a atenção porque na rua não há sinalização para separação das faixas. (Foto: Cleber Gellio)Na rua Bahia, motoristas precisam dobrar a atenção porque na rua não há sinalização para separação das faixas. (Foto: Cleber Gellio)

O último levantamento divulgado pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito em Mato Grosso do Sul), em maio deste ano, confirma que Campo Grande já não é mais uma cidade de pouco movimento. É, sim, se comparada às grandes Capitais, como São Paulo, por exemplo. Mas, para a realidade local, quase meio milhão (na verdade, 457.106 mil) de veículos nas ruas significa um número expressivo.

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Com tanta gente motorizada e podendo deixar o transporte público que, aliás, fica aquém das expectativas, o que os motoristas esperam é que a cidade esteja, ao menos, bem sinalizada, preparada para receber esse fluxo.

A verdade, ao contrário do que se espera, é que isso ainda não é uma realidade. Basta sair às ruas. A equipe do Campo Grande News percorreu alguns bairros da Capital para comprovar o que todo motorista atento consegue perceber: a sinalização não é das melhores.

Há exceções, claro, mas elas ficam, geralmente, próximas do centro, nas partes mais visadas. Os gestores, afinal de contas, não querem fazer feio, mas, apesar do “esforço”, acabam deixando a desejar. 

No final das contas, nem os bairros considerados “nobres” escapam. No Jardim dos Estados, por exemplo, boa parte das ruas estão sem sinalização. A Alagoas, no trecho próximo à avenida Afonso Pena, é uma delas.

Sem esforço, o motorista não consegue saber em que faixa está. Por que? Simples. Elas, de fato, não existem. Na mesma região, o problema se repete, na rua Pedro Coutinho. Próximo dali, no cruzamento com a Paraíba, não há placa, nada que indique se a rua sobe ou desce; se só sobe ou se só desce. “Só chegando na esquina para saber qual o sentido da via”, observou a assistente administrativa Jacqueline de Oliveira, de 45 anos.

Nas palavras dela, o trânsito de Campo Grande “é triste”. “Quando tem semáforo as árvores encobrem”, criticou, exemplificando. Jacqueline tem razão. Prova de que a mulher está certa é o sinal que fica no cruzamento da rua da Paz com a Bahia.

Semáforo da rua da Paz está encoberto pelos galhos de uma árvore. (Foto: Cleber Gellio)Semáforo da rua da Paz está encoberto pelos galhos de uma árvore. (Foto: Cleber Gellio)

De longe, a poucos metros dali, ninguém consegue enxergar. Os galhos não deixam. Quando está vermelho, até dá para notar um pontinho luminoso no meio das folhas. Mas quando é verde, haja atenção. “De vez em quando alguém vem cortar aqui”, comentou o guarda Bonifácio Pedroso da Silva, de 79, que trabalha em um escritório de fazenda há 15 anos. A notícia até anima, não fosse o complemento: “Já tem um ano, mais ou menos, que está assim".

Diferente do guarda que defende a poda regular, a técnica de enfermagem Evelynne Lourenço Mendes, de 24 anos, que trabalha em uma clínica localizada na esquina, defende a retirada completa da árvore. “Atrapalha. Prejudica”, sentenciou, resumidamente.

Talvez essa não seja uma atitude sensata perante os ambientalistas, mas bom senso, ao que tudo indica, também está em falta para quem costuma planejar a cidade, especialmente o trânsito. Na rotatória ao final da rua Antônio Arantes, na Chácara Cachoeira, alguém, pelo visto, tentou apagar a marca de “Pare” escrita no chão, com a intenção, talvez, de deixar só o sinal de preferencial, mas o serviço não boi bem sucedido. As duas marcas continuam lá, nítidas, aliás. É confusão na certa.

Motociclista, Marcos Vinicius reclama da sinalização inadequada. (Foto: Cleber Gellio)Motociclista, Marcos Vinicius reclama da sinalização inadequada. (Foto: Cleber Gellio)

“Eles tinham que decidir se é para ou dá a preferência”, protestou o motociclista Marcos Vinicius, de 23 anos. Para ele, Campo Grande, neste aspecto, ainda pode melhorar. Há alguns trechos bem sinalizados, mas em outros, geralmente nos bairros, a situação é precária.

Josiane de Souza, de 38 anos, sabe bem o que é isso. Há 3 anos trabalhando como doméstica em uma casa da Vila Célia, ela já presenciou vários acidentes perto do emprego, que fica próximo do cruzamento das ruas Pernambuco e Paraíba. Sem sinalização horizontal adequada, as duas estão “um perigo”.

Para quem não conhece a região, fica difícil adivinhar. “No domingo teve um acidente aqui. Um cara, que vinha em uma camionete, passou direto e bateu em um Gol”, contou. Para a doméstica, é preciso que o poder público tome uma atitude o mais rápido possível. “Precisa de uma sinalização, de um semáforo, qualquer coisa”, opinou.

Como se não bastasse o descaso, é preciso, ainda, lidar com vândalos. A placa de “Pare” posta na esquina da rua Paraíba foi pichada. Morador do Coronel Antonino, o contator Jeremias Diogo Silva, de 64 anos, enfrenta o mesmo problema. O bairro dele é um dos que representam bem esse cenário de “ruas esquecidas e perigosas”.

Em alguns pontos, até existem sinalização, mas nada que seja totalmente compreensível. Na rua das Paineiras não há faixas, nem em boa parte da Enoque Vieira de Almeida. Na Antônio Mena Gonçalves, onde ele tem um comércio, a horizontal está lá, mas bem apagada.

Frota - De acordo com o último levantamento divulgado pelo Detran, em maio, da frota de 457.106 mil veículos existentes na cidade, 429.201 mil são particulares, 19.427 mil de aluguel, 7.931 mil oficiais, 1 de experiência e 545 destinados à aprendizagem. Na lista, um caminhão está inserido na categoria “outros”.

Os dados incluem bicicleta, veículo ciclomotor, motoneta, motociclo, triciclo, automóveis, microônibus, ônibus, reboque, s. reboque, camioneta, caminhão, c. trator, TR. Rodas, TR. Esteira, TR. Misto, caminhonete, side-car, utilitário e motor-casa.




Pintura já. Vamos as ruas pedir para pintarem as faixas indicativas de pista, lombada, travessia de pedestres, etc.
 
Orlando Santos em 04/07/2013 09:14:41
O Dr. Paulo Siufi, ilustrissimo vereador de Campo Grande se elegeu da primeira vez prometendo que colocaria placas com os nomes das ruas em toda a Campo Grande, grande mentira, a cada dia tem menos rua com nome na cidade, colocaram esses papeis fedidos nos postes para gastar menos e sobrar mais para desviar e os papeis não aguentam muito tempo a chuva e principalmente o sol, desbotam rápido e ninguem sabe o nome da rua, as casas tambem não tem numero, nem casa nem comercio, é uma festa do caqui na cidade, deviam multar quem não coloca o numero da residencia no muro, é um descaso total das autoridades e dos cidadãos tambem.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 03/07/2013 13:50:25
Sr. Mateus Costa - Vai acostumando nos proximos 3,5 anos e meio vai ser assim, a Diretora-Presidente da AGETRAN não está preocupada com sinalização nas ruas de campo grande, quem quizer viver mais um pouco que preste bastante atenção no transito, afinal o transito são as pessoas que fazem, a sinalização é muito importante sim mas não está em PRIMEIRO LUGAR.
 
jose carlos em 03/07/2013 13:46:48
A frota cresceu muito e o trânsito, consequentemente, cada vez pior! E olha que Campo Grande é pequena se comparada a outras capitais, mas já tem um trânsito caótico! Tudo isso porque falta uma cabeça pensante, uma engenharia de trânsito competente, que saia do gabinete e vá ver onde realmente estão os problemas! Infelizmente, não temos isso! E como disse o Mateus Costa, uma ouvidoria seria extremamente útil para que os principais interessados no trânsito, nós motoristas, pudéssemos opinar sobre os pontos problemáticos. Mas é preciso por a mão na massa, né pessoal!!! E colocar policiamento (leia-se "amarelinhos" (sic!)) nas ruas. Urgente!!!!!!
 
Icaro Sen em 03/07/2013 13:41:22
ISSO É O SEU VOTO, QUANDO VOCÊ VOTOU, NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES, VOCÊ NOMEOU O SEU REPRESENTANTE, O SEU PROCURADOR, SEU DEFENSOR, SEU PAI, SEU JUÍZ, AGORA É IRA ATÉ ELES, SE VOCÊ NÃO VENDEU O VOTO, E EXIGIR A RETRIBUIÇÃO DOS SEUS IMPOSTOS, QUE SEGURANÇA, HIGIENE, EDUCAÇÃO, MORAL E BONS COSTUMES, EXERÇA SUA CIDADANIA, EXIJA SEUS DIREITOS, POLÍTICOS ELEITOS, DEFESA SOCIAL, CONFORME FOI SEU VOTO, ELE SERÁ SUA ARAMA, CASO CONTRÁRIO, SÓ AGUENTAR AS CONSEQUÊNCIAS, QUE DEUS ABENÇOE.
 
PEDRO BRAGA em 03/07/2013 13:30:30
A frota cresce, as arrecadações com impostos cresce e o desenvolvimento estrutural da cidade diminui, porque? Simples aumento da corrupção, roubo, impunidade, má administração política e investimentos de interesse próprios (os cidadãos que se virem!).
 
Alexandre de Souza em 03/07/2013 13:06:27
ATENÇÃO AUTORIDADES, POLÍTICOS, OAB OU A QUEM DE DIREITO, SUGIRO QUE A AGETRAN CRIE uma OUVIDORIA DO TRÂNSITO, pra que? PARA QUE NÓS, CIDADÃOS, pudéssemos indicar os pontos críticos onde deve ocorrer MUDANÇAS OU MELHORIAS NO TRÂNSITO, sob o ponto de vista do USUÁRIO DO TRÂNSITO, pois existem CADA BARBARIDADE que parece QUE AGETRAN NÃO VÊ E QUE NÃO EXISTE ENGENHARIA DE TRÂNSITO PRA PREVER as mudanças cabíveis, COMO EXEMPLO vou citar: os ÔNIBUS QUE SAEM DA RODOVIÁRIA NOVA E TEM QUE RETORNAR SENTIDO SAÍDA PRA SÃO PAULO tem que ARRISCAR A SORTE principalmente na hora de PICO e mesmo quem quer entrar sentido PIONEIROS NÃO CONSEGUE POR QUE O TRÂNSITO É RÁPIDO E MAL SINALIZADO e vejo constantes acidentes neste local, SERÁ QUE TERÁ QUE MORRER MAIS GENTE PRA TOMAREM PROVIDÊNCIAS?
 
MATEUS COSTA em 03/07/2013 12:09:50
EM TERMOS DE TRÂNSITO, A SINALIZAÇÃO E FISCALIZAÇÃO EM CAMPO GRANDE, PRA FICAR RUIM, RUIM MESMO, TEM QUE MELHORAR E MUITO, MUITO MESMO!!!
 
José Carlos do Nascimento em 03/07/2013 11:01:22
A SINALIZAÇÃO, O ASFALTO, OS GUARDAS NOS CRUZAMENTOS EM HORÁRIOS DE PICO, A CONSTRUÇÃO DE VIADUTOS QUE CAMPO GRANDE NECESSITA COM URGÊNCIA ETC...
 
Paulenir de Barros em 03/07/2013 10:23:04
O acesso ao Parque dos Poderes pela BR, por exemplo é bizarro! São muitos carros para um pequeno acesso, são muitos minutos perdidos para tentar atravessar uma pista da avenida. Assim, como na região da Três Barras, Interlagos e Spipe Calarge. Gente, é surreal!!!! Trânsito caótico, tanto q a Agetran vira e mexe tem que controlar o tráfego nas rotatórias, já que não há semáforos. Horrível!!!! O pior é que não há vias alternativas, apenas essas. Horário de pico é impraticável!
 
Daniela Rocha em 03/07/2013 09:03:58
esta cidade esta um caos, obras paralisadas, outras que tem que ser feitas, porem ninguém
assume a responsabilidade de se fazer, depois reclamam que esta havendo passeatas nas ruas.
tem tomar vergonha na cara e trabalhar, pois o dinheiro não parou de entrar.
 
juca cilli em 03/07/2013 09:02:49
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