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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

18/02/2013 11:19

Inquérito sobre morte em táxi vai indiciar motorista por 4 crimes

Documento deve ser concluído amanhã, para ser entregue ao Ministério Público Estadual, responsável pela acusação.

Paula Maciulevicius
Delegado responsável pelo caso, Wellington de Oliveira vai indiciar motorista por tentativa de homicídio contra os demais ocupantes do táxi. (Foto: Luciano Muta)Delegado responsável pelo caso, Wellington de Oliveira vai indiciar motorista por tentativa de homicídio contra os demais ocupantes do táxi. (Foto: Luciano Muta)

O delegado responsável pelo caso, Wellington de Oliveira, vai encerrar nesta terça-feira o inquérito que apura a morte de José Pedro Alves da Silva Júnior, 22 anos, o passageiro do táxi atingido em uma batida pela caminhonete Mistubishi L-200.

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O motorista da caminhonete, Diogo Machado Teixeira, 36 anos, vai responder por quatro crimes: homicídio doloso com dolo eventual contra José Pedro, duas tentativas de homicídio em relação ao condutor do táxi, Sebastião Mendes da Rocha, 51 anos e o passageiro Ramon Rudney Tenório Souza e Silva, 21 anos, além de dirigir embriagado, já que o teste do bafômetro constatou 0,59 mg/l. Diogo continua preso na Derf (Delegacia Especializada na Repressão a Roubos e Furtos).

A Polícia ouviu os depoimentos da vítima do acidente, Ramon Rudney e da passageira do táxi que para logo depois da batida para prestar socorro. Nenhum dos dois soube dizer se o semáforo tanto na rua Bahia, como na avenida Afonso Pena, cruzamento do acidente, estavam fechados.

“O Ramon estava dormindo. Seria relevante se ele tivesse visto o semáforo, mas ele estava dormindo”, disse o delegado. Sobre a passageira, Taila Oliveira, o delegado disse que ela apenas relatou ter ouvido e visto a batida, mas como estava sentada no banco atrás do motorista, não visualizou a cor do semáforo na avenida Afonso Pena.

Na última 5ª feira, Diogo fez a primeira aparição para a imprensa, alegando que não era uma má pessoa e propondo campanha contra álcool e direção. (Foto: Luciano Muta)Na última 5ª feira, Diogo fez a primeira aparição para a imprensa, alegando que não era uma má pessoa e propondo campanha contra álcool e direção. (Foto: Luciano Muta)

Na sexta-feira prestaram depoimento os ocupantes do Honda Civic preto que aparece nas imagens da câmera de segurança de um restaurante, ao lado da caminhonete e fugindo após a colisão. O motorista Fábio Gomes de Oliveira, 29 anos, negou envolvimento na batida e um possível racha, que chegou a ser levantado e confirmou que o semáforo estava fechado para a caminhonete.

Os laudos da Perícia que ainda têm 10 dias para ficarem prontos serão anexados ao inquérito posteriormente e remetidos ao MPE (Ministério Público Estadual).

O advogado Renê Siufi, assumiu a defesa de Diogo na última quarta-feira. Nesta segunda-feira ele disse ao Campo Grande News que aguarda o encerramento do inquérito para então entrar com o pedido de habeas corpus ao Tribunal de Justiça. Caso Diogo seja transferido para presídio, o advogado requisitará prisão especial, pois ele tem ensino superior.




O delegado nem ao menos citou se a CNH(se houver) foi apreendida ou se será cassada...
 
samuel gomes campo grande II em 18/02/2013 23:47:04
Dr.Wellington,não começe a manchar sua brilhante carreira. Dr.Siufi,prisão especia! Sei não! O assassino foi preso em flagrante,bebado,usou a caminhonete de luxo como arma p matar; Será a familia dele muito importante???
 
samuel gomes campo grande em 18/02/2013 22:35:59
Alexandre, seu entendimento, outrossim, enseja o indesejável "bis in idem".
 
Valter Santos em 18/02/2013 22:21:31
Caro Alexandre, venho informar a você que o delito de direção perigosa fica absorvido pelo de dirigir embriagado, pelo princípio da consunção. Ou seja, o indiciamento, em tese, está correto. E prisão especial é apenas a provisória, não a definitiva, mas é uma vergonha mesmo assim.
 
Valter Santos em 18/02/2013 22:18:09
Alexandre... vou guardar seu nome, pois, com certeza sera o primeiro classificado no concurso de Delegado que esta em andamento, ne? Afinal esta parecendo o dono da verdade.. kkkkk...
 
Marcelo Card em 18/02/2013 21:58:47
Que sirva de exemplos para outros inconsequentes...
 
Laudicéa Ferreira Camargo em 18/02/2013 20:50:06
Não querendo contrariar o Delegado, pois sabemos que ele é o dono do inquérito policial e imputa ao acusado o crime que melhor achar pertinente. Mas também conheço a competência do advogado de defesa, pois será fácil desclassificar o dolo para à culpa consciente e mais, imputando o artigo 70 do Código Penal Brasileiro. Aplica-se ao réu a pena mais grave, aumentada de 1/6 a metade em relação aos outros crimes. Assim teríamos uma pena máxima de cinco anos, para uma pessoa que por irresponsabilidade de sua conduta tirou o bem jurídico mais precioso de seu semelhante.
 
Amilton Almeida em 18/02/2013 19:54:29
Resumindo,o cara tem dinheiro,tem nivel superior,e faz campanha de bom moço!
Quem perde?quem morreu.
Quanto tempo vai ficar preso?o tempo da poeira baixar,e o caso cair no esquecimento que no máximo 90 dias,afinal infelizmente outras mortes surgirão já que não se faz nada para que isso mude.
O Brasil se divide em duas leis,pode mais quem tem dinheiro e se dane quem nasceu pobre.
 
Marta Alves em 18/02/2013 19:52:58
Venho avisar ao delegado Wellington de Oliveira que ainda faltou dois crimes a acrescentar além destes 4 que são: direção perigosa(ele deu um zerinho na frente da boate e avanço do sinal vermelho(este foi vários). Se não for acrescentado estes dois crimes seria o mesmo que tentar alíviar o réu da sentença. Quando um crime é cometido, temos de puni-lo com todas as leis aplicavéis do ínicio ao fim dos acontecimentos. Ex: 1ª dirigir embriagado; 2ª direção perigosa; 3ª avanço do sinal vermelho; 4ª homicídio doloso com dolo eventual; 5ª tentativa de homicídio contra o motorista e 6ª tentativa de homicídio contra o passageiro. Isso é o correto para se encerrar o inquérito.
 
Alexandre de Souza em 18/02/2013 13:26:14
Prisão Especial? O que é isso Brasil?!
 
Wesley Rocha em 18/02/2013 12:13:09
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