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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

02/08/2012 20:10

Lado a lado, a rotina de quem tem a vida modificada por um acidente

Nicholas Vasconcelos

Santa Casa realizou 1.320 cirurgias ortopédicas em julho

Vanessa voltava com o marido do Detran/MS em Campo Grande quando foi atingida por outra moto. (Foto: Rodrigo Pazinato)Vanessa voltava com o marido do Detran/MS em Campo Grande quando foi atingida por outra moto. (Foto: Rodrigo Pazinato)

No setor de ortopedia da Santa Casa de Campo Grande, convivem lado a lado história de vítimas que tiveram suas rotinas modificadas por conta de acidentes de trânsito.

Dados da junta interventora da Santa Casa apontam que em julho foram realizadas 2.200 cirurgias, dessas 1.320 foram no setor do trauma. “Isso é reflexo dessa epidemia de acidentes de trânsito, que obriga o hospital a concentrar os recursos para esse setor”, declarou o diretor da junta, Antônio Lastória.

Na terça-feira (31), Vanessa Mainardi, 20 anos, voltava com o marido do Detran/MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul) de moto quando uma outra, com um carro de entregas de um supermercado, atingiu a que ela conduzia. A moto que ela conduzia virou sobre o casal, o tanque de gasolina vazou e ela ficou presa sob o veículo.

A promotora de vendas sofreu uma fratura na patela, osso do joelho que se articula com o fêmur, e que precisou ser removida. “Eu já fui de moto para Costa Rica, Bodoquena e foi aqui que sofri acidente, andando a 60 km/h”, revela.

O marido de Vanessa havia ido ao Detran para a prova prática para habilitação de moto, por sorte só trincou o pé. “ A gente vai vender a moto, ele já desistiu da habilitação, porque a gente tem o cuidado e as pessoas não têm”.

A mãe da jovem, Edinalva Ferreira, 41 anos, veio de Bodoquena, a 266 quilômetros da Capital, para acompanhar a filha na Santa Casa. Ela conta que deixou tudo veio assim que soube do acidente “Na hora a gente assusta, achei que podia ser coisa pior. Coloquei minha roupa na sacola e vim pra Campo Grande”, contou. Ela deve permanecer durante a recuperação da filha, que segundo a previsão médica, é de pelo menos 6 meses.

Edinalva veio de Bodoquena para acompanhar a filha na Santa Casa. (Foto: Rodrigo Pazinato)Edinalva veio de Bodoquena para acompanhar a filha na Santa Casa. (Foto: Rodrigo Pazinato)

No mesmo quarto que a jovem, está Sueli Regina Mateus, 36 anos, e que sofreu acidente de moto no domingo (29). Ela e o marido, Valter, 35 anos, voltavam para casa de moto quando foram atingidos por um motorista na rua Evelina Selingardi, no bairro Lageado. O motorista estava alcoolizado e tentou fugir, mas acabou detido por testemunhas.

Sueli fraturou o braço esquerdo e aguarda uma cirurgia no fêmur direito, ao lado dela está a filha de 19 anos. O marido teve a perna amputada a partir do joelho, já foi operado e está em casa acompanhado pelas outras duas filhas, de 20 anos e 14 anos.

“Agora é sair daqui e recomeçar a vida, mas conto com a ajuda delas pra isso”, afirmou.




Ta errado destinar, como aponta a reportagem, direcionar recursos da Santa Casa para cuidar deste problema. Devem cobrar do seguradora do DPVat cada centavo. Este repassara a conta para os motoristas, principalmente motociclistas. Assim, quem causa, paga. E obviamente, tem que fechar a cerca em volta daqueles que acham que não é preciso pagar licensiamento/seguro. Pois serve exatamente para isso.
 
Marcos da Silva em 02/08/2012 08:57:48
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