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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

20/02/2014 09:18

Lembrança inconsolável: mãe “mora” em cemitério após tragédia na BR-163

Aline dos Santos, enviada especial a Bandeirantes
Todos os dias, dona Terezinha visita a capela, onde investiu R$ 10 mil e todo amor de mãe. (Foto: Cleber Gellio)Todos os dias, dona Terezinha visita a capela, onde investiu R$ 10 mil e todo amor de mãe. (Foto: Cleber Gellio)

“É o trem mais perigoso que tem”. A definição de Terezinha Alves de Lima, 69 anos, para a BR-163, vem acompanhada de revolta, saudade e uma lembrança inconsolável. Um trágico acidente a deixou presa ao dia 6 de julho de 2012. Bastaram quinze minutos.

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O filho e a nora saíram de Bandeirantes às 18h com destino a São Gabriel do Oeste, cidade vizinha. Pouco depois, avisada do acidente, Terezinha se viu na BR em meio a um pesadelo: a cabeça da nora no asfalto, o corpo degolado preso ao cinto, e o filho arremessado, já sem vida, na Rodovia da Morte.

“Eu queria ir, quem sabe ter morrido era melhor”, diz a senhora. Por vezes em lágrimas, por vezes incrédula, ela conta que insistiu para ir junto com o casal. A mala para ir visitar a filha, que mora em São Gabriel e fazia aniversário, estava pronta, mas o filho, dessa vez, não quis que a mãe fosse.

Gerson Alves de Lima, 42 anos, e Elizete de Lima, 32, estavam em um Corsa. Não ficou esclarecido como ocorreu o acidente, somente que houve envolvimento de uma caminhonete. O casal ia a São Gabriel para buscar a única filha. “Queria ter uma bolinha de cristal. Saber o que aconteceu com o meu guri”.

Após a tragédia, Terezinha passou dois meses sem percepção da realidade. O mundo real só voltou a fazer parte do cotidiano quando constatou que o marido, com quem está casada há 50 anos, não tinha mais roupa limpa para vestir.

Na vastidão da dor, passou a viver no cemitério. Dia sim e no outro também, lá está ela em frente ao túmulo do casal. Como a sonhada aposentadoria não chegou a tempo de ajudar na chácara do filho, decidiu usar o dinheiro tardio para erigir uma capela no cemitério de Bandeirantes. Foram R$ 10 mil e todo amor de mãe para fazer com esmero a última morada do filho.

Com porta e janelas de vidros, a capela de alvenaria tem banner, desenhos da neta e vinte vasos de flores. Terezinha diz que agora só falta terminar a calçada. Mas a dor, segue sem previsão de fim. Na cidade, sabe até que ganhou fama de doida, por ser vista conversando com os mortos. “Minha vida é essa aqui e aqui cada um tem sua história”, desabafa, em meio aos túmulos.

A entrevista com dona Terezinha termina às 12h. O sol é forte, mas ela reluta e recusa carona de volta para a casa. Enquanto a maioria se preocupa com o almoço, Terezinha volta, sozinha, para o cemitério.

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Antes de qualquer crítica a esta senhora gosta de pedir para as pessoas primeiramente respeitar a dor dos outros, por que só quem passou por uma perca tão grande como um entre querido sabe, esta dor consome a gente e eu sei o que esta senhora esta passando.
 
Marcos Veiga Alfonso em 20/02/2014 21:18:30
EU FICO TRISTE POR AS PESSOAS FALAR ISSO DESSA SENHORA ELA NAO ESTA DOIDA NAO, CADA PESSOA TEM UM JEITO DE EXPRESSAR A SUA DOR E ESSE E A FORMA DELA EXPRESSAR FALAR E FACIL .
 
marines alexandre ferreira em 20/02/2014 16:38:53
Amor de mãe é assim mesmo, não dá pra explicar, tá aí pq alguns a chamam de doida, simplesmente pq não consegue compreender...
 
Lucia Sales em 20/02/2014 16:08:31
O governo deveria pavimentar o trecho restante depois de Rio Negro para desafogar um pouco esta rodovia da morte e incentivando as pessoas que saem de Campo Grande a irem pela cidade de Terenos, Rochedo, Corguinho, Rio Negro e que vão com destino a São Gabriel e Rio Verde. São rodovias pouco movimentadas.
 
Placida Barros em 20/02/2014 15:22:55
Essa mãe precisa é de ajuda psiquiátrica...é de médico e remédios que ela precisa para ter a força para superar a perda...e não de espíritas, religiosos, psicólogos. Se ela tem amigos já deviam saber que tem pessoas que nem só a conversa resolve...ela tá é doente e o poder público, parentes ou a sociedade tem que ajudar ao invés de dar paliativos.
 
Eddie Alessandro Miranda Carvalho em 20/02/2014 14:31:59
Que Deus console o coração dessa mãe. Não consigo nem me imaginar sem um dos meus filhos. Deus tenha misericordia. Força para a familia.
 
Sidineia Souza em 20/02/2014 14:18:32
NOSSA MUITO TRISTE! NÃO CONHEÇO A SENHORA DONA TEREZINHA MAIS JA ADMIRO,ISSO É AMOR DE MÃE,COM CERTEZA A DOR VAI DIMINUINDO MAIS ESQCER JAMAIS PRINCIPALMENTE POR SER UMA MÃE.
 
viviane lopes dos santos em 20/02/2014 14:16:37
Temos todo o dia e o dia todo para mantermo-nos concientes de que tudo é questão de tempo, tal qual nossa presença junto daqueles à quem tanto amamos, para que não soframos, devemos exercitar e transmitir nosso amor em tempo integral, aproveitar ao máximo a companhia e fazer com que aqueles que vem depois de nós, assim compreendam a vida e vivam-na com sabedoria sem apegos , agradecendo a Deus pelo tempo que nos foi permitido desfrutar e também de ser companhia.
 
juraci callado em 20/02/2014 14:07:37
Se minha filha morrer eu também morro junto. Totalmente compreensível a dor dessa senhora. Quem se arrisca a beber e dirigir e/ou a fazer loucuras nas estradas, não imagina a dor de quem fica...
 
Filipe Alberto em 20/02/2014 13:49:10
De doida esta senhora não tem nada, tadinha... Essa dor só quem passa pra saber.
 
Sarah Batista em 20/02/2014 13:32:30
Cada um tem seu próprio tempo de recuperação, chega um momento em que a dor vira
saudade e o coração se acalma.
Creio que seja muito mais doloroso, quando não fica esclarecido o fato.
De minha parte, acho que não tem problema ela ir todos os dias visita-los.
Isso pode até ajudar, muita gente faz isso eu mesma já passei por essa fase.
No trabalho que foi feito no túmulo, esta refletido o amor de mãe.
 
mirella forti cossignani em 20/02/2014 13:10:09
Gente, gostaria de deixar claro que a minha vó já teve um acompanhamento psicológico, já ouviu Testemunha de Jeová, Padre, Pastor, Espíritas, amigos, familiares, já ouviu todos, desabafou com todos. Porém, a dor da perda do meu tio que era o filho caçula, que era o que vivia lá, deixava a filha deles lá na casa dela, a perda desse homem causou uma dor tão insuportável, que ela não acha outra maneira de combater, ela apenas sobrevive hoje em dia, ela não vive mais. Ele tinha mais um irmão e 3 irmãs, ambos tentam ajudar a sua maneira a minha vó.
 
Adriana Wommer em 20/02/2014 11:42:18
BOM DIA - Dona Terezinha eu sei que sua dor e muito grande, nao deve ser facil perder um filho porque na nossa concepção nos vamos primeiro do que os filhos e quando acontece ao contrario a gente acha que as coisa estao fora do lugar. Mais foi Deus que dono da nossa vida,e que permitir que eles partisse desse mundo lembra-se que a senhora tem uma filha e uma neta que deus deixou pra senhora cuida e ser bençao na vida delas. Coragem e força para senhora seguir em frente.
 
edleusa luiz gomes em 20/02/2014 11:31:56
Gostaria de compartilhar uma promessa maravilhosa que aprendi da Palavra de Deus, a Bíblia. Embora muitas pessoas achem difícil de acreditar, pode confiar que ela é SEMPRE certa e nos dá esta esperança em Atos 24:15 - "Há de haver uma ressurreição"...
Sabendo disso, somos consolados quando acontece uma tragédia como esta que aconteceu co a senhora e temos a esperança SEGURA de reencontrar nossos amados que perdemos na morte. (João 5:28,29).
Se desejar pode visitar o site WWW.JW.org
Gostaria muito de visitá-la pessoalmente e conversar mais sobre esta garantia que a Bíblia dá. Fique a vontade para entrar em contato pelo email acima.
 
Valter Alexandre em 20/02/2014 11:22:15
http://www.edicaoms.com.br/noticias/100169,Acidente+na+BR-163,+em+Sao+Gabriel+do+Oeste,+faz+duas+vitimas+fatais.html aqui é uma notícia daquele dia, a perícia não soube constatar o que houve, já que o carro ia sentido São Gabriel e a caminhonete vinha sentido Capital, não houve ultrapassagem e só havia os dois carros no momento, o carro do meu tio rodou na pista.
Realmente esse pesadelo está definhando não só a minha avó, como também as irmãs dele, minha mãe sai todo final de semana rumo a Bandeirantes para ficar com a minha vó.
Se foi imprudência de alguém? Se houve um terceiro carro? Não sabemos, a dúvida permanece e é o que acaba deixando pior a situação.
 
Adriana Wommer em 20/02/2014 11:16:20
A dor de perder um filho é insuperável, fato, mas o que essa senhora precisa de agora é ajuda! É preciso um atendimento psicológico para superar esta perda e seguir na vida. Senão, infelizmente, é a vida que irá levar ela. Que Deus a abençoe!
 
Abraão Raeh em 20/02/2014 11:04:38
Realmente é muito triste perder entes queridos de uma maneira tão trágica.
Dona Terezinha, onde quer que estejam o seu filho e sua nora, creio que eles gostariam que a senhora tocasse a vida em frente. Viva a vida... voce tem a sua filha ainda e a netinha. Força aí Dona Terezinha.
 
Orlando Santos em 20/02/2014 10:58:42
Dona Terezinha precisa voltar ao mundo real, mas quem entende amor de uma mãe? Filhos, filhas cuidem de sua mamães, voces não sabem o amor delas para com voces, um dia ela vai pra nunca mais voltar, daí saberão a falta que elas te faz..
 
Carlos Lamarca em 20/02/2014 10:16:19
Parabéns pela matéria, Aline. Comovente. Eu, que moro em Campo Grande sozinha e toda a minha família em São Gabriel, estou aterrorizada com a situação da 163. Temo pela minha vida e pela vida dos meus familiares e amigos que fazem o trajeto constantemente.
 
Bruna Lucianer em 20/02/2014 09:38:39
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