A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

13/08/2012 16:04

Ligação de Richard para namorada vira peça chave em ação por morte no trânsito

Mariana Lopes
Gabriela deixou a sala de audiência acompanhada por um funcionário do Fórum (Foto: Minamar Júnior)Gabriela deixou a sala de audiência acompanhada por um funcionário do Fórum (Foto: Minamar Júnior)

Na segunda audiência do processo por homicídio doloso e omissão de socorro contra Richard Gomide Lima, de 22 anos, o estudante de Direito que atropelou e matou o segurança Davi Del Valle Antunes, 31 anos, foram ouvidas as testemunhas de defesa e o depoimento do próprio réu.

Veja Mais
Estudante que matou segurança admite em audiência ter tomado champanhe
Amigo diz que Richard não bebeu no dia em que atropelou e matou segurança

Enquanto a acusação sustenta que Richard estava embriagado, a defesa do rapaz alega que ele discutia com a namorada pelo telefone no momento que acertou a moto do segurança, na madrugada do dia 31 de maio, na avenida Afonso Pena. A tese da defesa é de que, durante a discussão, Richard, não prestou atenção no trânsito, o que teria provocado o acidente que tirou a vida da vítima.

A versão contada hoje é outra em relação ao dia do acidente, quando Richard disse que ligou para a namorada, mas para acionar o socorro, e não contou sobre briga. No dia seguinte, em entrevista ao Campo Grande News, o estudante admitiu que havia bebido e disse que não viu a moto porque tinha se abaixado no carro para pegar algum objeto. Ele não citou a discussão com a namorada relatada agora e afirmou ter ligado por causa do acidente.

No depoimento na audiência de hoje, Gabriela de Barros Paes, 22 anos, disse que a briga na noite anterior do acidente teve a ver com o churrasco realizado na casa do namorado com os amigos dele. Segundo ela, Richard disse que só iriam homens à casa dele e ela poderia ficar deslocada.

Por volta das 22h, de acordo com o depoimento de Gabriela, a namorada de um dos amigos de Richard perguntou a ela, por mensagem no Facebook, porque a jovem não estava no churrasco. No mesmo momento, ela disse que ligou para o rapaz, brava, questionando a situação.

Conforme Gabriela contou no depoimento, os dois discutiram novamente pelo telefone e ela terminou o namoro de quase três anos. O próximo contato da jovem com Richard, segundo ela, foi perto das 4h, madrugada do dia 31 de maio, quando ele ligou para conversar, os dois acabaram discutindo novamente e ele contou a ela que tinha ido ao motel com uma garota de programa.

A ex-namorada afirmou durante o depoimento que falava com Richard pelo telefone no momento do acidente. Ela disse que em certo momento da conversa, ouviu um barulho e em seguida ficou em silêncio.

Na sequencia, Richard pediu a ela para chamar uma ambulância porque ele tinha atropelado alguém em frente ao shopping. Ela desligou o telefone, chamou o socorro e retornou a ligação para o rapaz.

Richard também prestou depoimento e disse que o motivo do acidento foi a ligação e não o álcool. (Foto: Minamar Júnior)Richard também prestou depoimento e disse que o motivo do acidento foi a ligação e não o álcool. (Foto: Minamar Júnior)

Trajeto-Richard disse que depois que saiu do motel foi deixar o amigo que estava com ele em casa e seguia para a casa dele. Questionado enfaticamente pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri sobre o trajeto que fez nos minutos que antecederam o acidente, o réu disse que veio pela avenida Eduardo Elias Zahran até a Ceará e subiu o pontilhão que dá acesso à avenida Afonso Pena.

Segundo o depoimento de Richard, ele ligou para a namorada assim que entrou na Zahran, e calcula que tenha ficado até 5 minutos com ele no telefone. O acusado disse que este é o caminho que ele sempre costumava fazer, mas geralmente entra no primeiro retorno da avenida, o que fica em frente ao ponto de ônibus do shopping Campo Grande.

Porém, o acusado alegou que por causa da discussão com a namorada, perdeu a noção do trajeto e teve que virar no próximo retorno, próximo ao Parque das Nações Indígenas. Richard disse que não viu nem o sinal fechado, nem o motociclista.

Considerações finais-Para o promotor de Justiça, Richard assumiu o risco do acidente. “Ficou comprovado que ele estava embriagado”, pontuou. Em depoimento, o réu afirmou que bebeu champanhe no motel, mas alegou que o cheiro de álcool que testemunhas disseram ter sentido nele era do espumante que acabou derrubando na roupa na hora de estourar a rolha da garrafa.

O advogado de Richard, José Roberto Rodrigues da Rosa, ressaltou o depoimento das testemunhas de defesa que afirmaram que o réu não ingeria bebida alcoólica com frequência, e quando bebia, era apenas destilados.

“Ele foi imprudente, não homicida”, disse o advogado, referindo-se à atitude do réu ao dirigir nervoso e falando ao celular. Como Richard se negou a fazer o teste do bafômetro no dia do acidente, não há prova técnica da embriaguez.

Segundo o advogado, tanto a defesa quanto a acusação aguardam que a operadora de telefonia móvel libere a gravação da ligação de Richard com a ex-namorada na madrugada do dia 31 de maio para as considerações finais.

De acordo com o juiz Aluízio Pereira dos Santos, após serem ouvidas as testemunhas de acusação e defesa, além do depoimento do próprio Richard, o promotor de Justiça e o advogado têm até o próximo dia 22 de agosto para devolver o processo e, a contar desta data, o judiciário tem o prazo de 10 dias para decidir se o réu vai a júri popular ou se já dará a sentença do acusado.

Caso o juiz decide em permanecer a acusação contra Richard por homicídio doloso eventual, o réu então vai a júri popular, e pode pegar de 12 a 30 anos de pena. Do contrário, se o juiz desclassificar o dolo, Richard pode ser condenado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e pode pegar de 1 a 3 anos de prisão.




Eu particularmente acredito na tese da defesa do réu.Também acredito em papai noel e politicos honestos no Brasil....
 
Edmur Penedo em 14/08/2012 12:00:38
A JUSTIÇA DO BRASIL ESTA FALIDA FAZ TEMPO! ASSIM COMO OUTRAS INSTITUIÇOES PUBLICAS! ELE MATOU UMA PESSOA, CONTRATOU UM ADVOGADO E PRONTO! QUAL A DIFERANÇA SE ESTAVA OU NAO EMBRIADO! GARANTO PARA PESSOA QUE MORREU NAO FAZ DIFERANÇA NENHUMA! A VIDA E TRATADA COMO LIXO! ESTA NA CARA QUE ESTA MENTINDO! E DAI ELE TEM ADVOGADO PARA AJUDA-LO A MENTIR E COMRROPER ESSA JUSTIÇA CEGA SURDA E BURRA!
 
luiz carlos bandeira duarte em 14/08/2012 09:49:56
Engraçado: td mundo esquece que ao apontar o dedo p/alguém, tem mais 3 apontados p/"vc"; a grande maioria dos que aqui comentam, tenho CERTEZA, não são exemplos de atitude 100% correta em tempo integral (E NINGUÉM NUNCA SERÁ) portanto eu acho que cada um tem que cuidar da sua vida, largar de ser obtuso (enxergar somente o que querem que "vc" enxergue) e começar a enxergar também, O PRÓPRIO UMBIGO!
 
Joanne Coelho em 14/08/2012 08:44:55
que bonito, a namoradinha traida agora ta ajudando, que caráter ela tem além de traida ajuda um homicida de pai de familia, mais uma amélia a ficar esperando o marido bebado futuramente em casa que vai apanhar do marido e por ai vai, que bela educação ela teve, e esse rapaz então, esta cidade esta muito violenta algum juiz promotor tem que tomar providencia urgente esta uma carnificina o transito
 
Marcelo Farias em 14/08/2012 08:42:47
Indignação total!!uma vergonha simplesmente neste pais mata e ta tudo certo,nao interessa se ele estava no celular se estava no motel com prostituta nem mesmo o que ele estava falando o que importa que ele claro que bebeu ,farreou e matou um homem trabalhador,por que esse sim:estava com seu dever de levar o sustento p casa,ralar ate o dia nascer,mais uma familia destruída,e mais um playboy impune.
 
Paula anselmo em 14/08/2012 08:41:14
pior ainda! falando ao celular enquanto dirige???? isso pode???

imprudente e homicida, se matou é homicida!
esse aih deve ser amiguinhu dele só pode!
 
Marina Pontes em 14/08/2012 08:40:47
bom so espero que ele pague por alguma coisa pois isso esta parecendo prisão a domicilio......... AGORA quero saber quem vai ajudar o filho e a mulher do segurança pois ele quem sustentava a familia e não falaram nada nesta aldiencia sobre isso como vi na reportagem
 
silvana f silva em 14/08/2012 08:10:40
.. triste, não é mesmo! .. Só espero que ele realmente pague pelo que fez e que não tirem o dolo da pena porque realmente será uma vergonha ele ficar menos de um ano preso!
Meus sentimentos para família de Davi..
 
Carolina Ribeiro em 14/08/2012 06:51:41
O fim dessa história todo mundo sabe, o playboy vai se safar e no máximo em 1 ano estará solto novamente. Infelizmente essa é a realidade da justiça brasileira.
 
André Serra em 14/08/2012 06:25:02
O malandro passa a noite em motel bebendo com garota de programa,mas seu depoimento não tem peso, entretanto eis que surge ''a namorada" para defender o meliante,lindo isto,vocês não acham?

Quem tem dinheiro e um advogado neste país não precisa se preocupar com a justiça.

VIVA O BRASIL!!!!!!!!!!!!!
 
margarida larucci em 13/08/2012 10:17:47
As provas estão aí para comprovar tudo a ligação foi encerrada 1 min depois do acidente conforme consta nos autos! Acidentes acontecem! Com o doutor José Roberto disse imprudente sim, homicida não!
 
Rafael Moika em 13/08/2012 07:51:57
Marginal do trânsito. Só acho uma pena que em pouco tempo vai estar livre.
Ele que reze para não encontrar comigo.
 
Julio Martini em 13/08/2012 07:38:22
nao importa se tava falando no celular ou nao, estava a 83km/h num local que o maximo é 50km/h, tava correndo igual um loco, um trabalhador pai de familia morreu, queria ver se fosse o contrario, se fosse o pobre rapaz que morreu que tivesse atropelado esse inutil. Justiça cade voce? Só pobre que vai pra cadeia? Toda hora mudam o depoimento, daki a pouco vai achar outro motorista pra assumir isso!
 
Alessandro Honorio em 13/08/2012 07:37:31
Tem que ser julgado por dolo da mesma forma, pois estar falando no celular ou bebido ao volante, é crime do memo jeito, pode-se matar, tem que se fazer valer as leis nesse
país.
 
Victor Antunes em 13/08/2012 07:36:11
Já podem escrever roteiros cinematográficos depois de fabricar essa historinha contendo todos os deslizes daquela noite. Parabéns.
 
Murilo Delmondes em 13/08/2012 05:49:25
Bom, isso é muito fácil de verificar. É só comparar os dados da operadora do celular (que tem registro de minuto e segundos da ligação) com o foto do radar, corrigindo por diferenças entre horario da operadora de celular e o relogio interno da camera. Ou seja: um perito da policia realizar uma ligação com esta operadora, furando intencionalmente o sinal, e desligando bem naquele momento.
 
Marcos da Silva em 13/08/2012 05:34:32
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions