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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

19/12/2011 16:10

Motoristas disputam vagas no Centro para concluir as compras de Natal

Paula Vitorino
Falta de vaga no estacionamento regulamentado inflaciona preço nas garagens particulares. (Foto: João Garrigó)Falta de vaga no estacionamento regulamentado inflaciona preço nas garagens particulares. (Foto: João Garrigó)

Achar uma vaga de estacionamento na região central de Campo Grande é cada vez mais uma tarefa que exige paciência. Neste período de fim de ano a situação fica ainda pior, com o corre-corre de pessoas querendo terminar as compras a tempo do Natal e disputando as vagas que ainda restam.

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A assistente social Leiva Pecorare, de 37 anos, conta que ficou cerca de 20 minutos “rodando” pelo Centro, nesta manhã, na tentativa de encontrar uma vaga, mas desistiu e preferiu optar pelo estacionamento particular.

“Fiquei rodando pra tentar encontrar, mas aí desisti. Tive que ir no banco tirar dinheiro só pra pagar o estacionamento. Fiquei 1 hora e gastei R$ 4”, diz.

Ela conta que esta foi a primeira vez que precisou utilizar o estacionamento particular e reclama do preço.

“Eu paro sempre na rua, é muito caro esse estacionamento. Imagina se eu precisar vir três vezes hoje, vou pagar R$ 12”, frisa.

Além do esperado aumento do movimento de carros por conta da época, a retirada das 270 vagas dos canteiros da avenida Afonso Pena também contribuem para a escassez de estacionamentos, segundo os condutores.

“Acho um absurdo tirarem as vagas de lá. Ao invés de facilitarem, só dificultam pra gente. Diminuiu muito as vagas”, diz o funcionário público Rodolfo Luiz Costa, de 24 anos.

Ele diz que deu sorte nesta segunda-feira (19) em encontrar uma vaga, mas conta que é tarefa difícil diariamente, mesmo fora do período de festas.

Já a professora Marilena Molin afirma que achar uma vaga é praticamente um milagre, mas mesmo assim sempre prefere procurar na rua ao invés de ir para os estacionamentos particulares.

Para quem não se importa em andar algumas quadras, a solução é estacionar nas vagas que não estão no quadrilátero mais movimentado do comércio.

A técnica em enfermagem Karoline Ribeiro, de 25 anos, achou uma vaga na rua 15 de novembro e andar cerca de 4 quadras para ir ao local de destino. No entanto, ela frisa que prefere andar ao pagar mais caro.

Já a corretora de imóveis Loricarla Carvalho, de 29 anos, afirma que a solução encontrada para fugir do Centro é ir aos shoppings. “A comodidade é muito maior, apesar de também de ter o problema do estacionamento, que não é barato”, frisa.

De acordo com a Agetran, a região central conta com 2.500 vagas disponíveis e cadastradas pelo Flexpark.

É praticamente impossível encontrar vagas na rua 14 de Julho em determinados horários. (Foto: Joáo Garrigó)É praticamente impossível encontrar vagas na rua 14 de Julho em determinados horários. (Foto: Joáo Garrigó)

Comodidade - Quem prefere economizar tempo e paciência, mas gastar um pouco mais, opta pelos estacionamentos particulares, que estão espalhados pelo Centro.

O funcionário público Hernandes de Campos, de 36 anos, afirma que prefere pagar a mais pela comodidade e segurança. “No particular eu sei que o carro vai ficar seguro e não preciso ficar procurando vaga. Paro onde quero, muito mais rápido”, diz.

A autônoma Fabiana Garcia, de 33 anos, já é cliente de um estacionamento e garante que os benefícios do local pesam mais que o valor.

“Achar uma vaga no centro é coisa difícil e você ainda tem que pagar o Flexpark, pessoas que ficam pedindo e corre o risco de acontecer algo com o carro”, diz.

Mas os proprietários de estacionamentos esperam que o movimento melhore, já que entre eles é comum a avaliação de que “ainda está fraco”.

O proprietário Marcelo Fonseca espera que o movimento melhore a partir de amanhã, com a entrada da segunda parcela do décimo terceiro.

“Ano passado estava muito melhor”, frisa.

A reportagem encontrou estacionamentos com a tabela de preços variando entre 3 e 5 reais para a primeira hora. O preço da hora adicional é a partir de R$ 2, mas cada estabelecimento tem normas diferentes para a cobrança.

Era inevitável - O diretor-presidente da Agetran, Rudel Trindade, ressalta que a escassez de vagas na região central era uma coisa prevista há vários anos, devido o aumento da frota de veículos.

Segundo ele, a situação é característica de grandes cidades e os motoristas precisam entender que às vezes será necessário estacionar a algumas quadras do local de destino.

“Principalmente nesse período de fim de ano, o Centro fica lotado e não tem mesmo vagas para todo mundo”, diz.

Sobre a retirada dos estacionamentos do canteiro, ele reafirma que “é uma troca: a população ganha com o bem-estar, uma outra avenida, mas perde as vagas de estacionamento”.

No centro comercial velho é preciso ficar rodando na quadra, atento à saída de carro estacionado para garantir vaga. No centro comercial velho é preciso ficar rodando na quadra, atento à saída de carro estacionado para garantir vaga.



Além do trânsito já ficar uma bagunça nessa época, ainda tem uns pedestres menos esclarecidos, que estão pensando que onde tem faixa de pedestre ele pode se jogar na frente dos carros, e os motoristas são obrigados a parar. Essa campanha deve ser melhor divulgada para os pedestres também, e não só para motoristas. Hoje uma pedestre se jogou na frente do meu carro com o sinal aberto para mim.
 
Cassia Tiemi em 20/12/2011 04:35:54
sinceramente, achei incoerente retirar vagas da afonso pena, quando o numero de carros por pessoa aumentou consideravelmente, achei um retrocesso!!!! mais 4 reais de estacionamento as vezes fica mais barato do que ficar rodando procurando vaga e ainda pagar a flex park...gasta combustivel...
 
daniela dias em 20/12/2011 02:18:59
estão achando caro 4 reais kkkkk vai pra são paulo, lá você fica até 40 minutos na fila de um estacionamento e paga 20 reais a hora....final de ano e assim mesmo...ou vai de taxi....
 
daniela rodrigues em 20/12/2011 02:16:18
Centro eu abandonei, só passo por lá por que é caminho, mas estacionar pra ir em compras? nem pensar, melhor é ir pra qualquer shopping, hiper mercado grande, ar condicionado e estacionamento garantido, além da segurança, o centro velho de campo grande está cada vez mais decadente e ficando no passado, apesar dos esforços da prefeitura em revitalizar, os shoppings vieram pra ficar.
 
Antonio Carlos em 20/12/2011 01:12:50
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