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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

30/05/2012 10:14

Comerciantes de trecho da rua Maracaju pedem parquímetro

Paula Maciulevicius

Estacionar é problema recorrente no centro da cidade, onde são escassas e estacionamentos privados cobram preço alto

Comerciante calcula queda de 30% nas vendas com a falta de vagas para clientes. (Foto: João Garrigó)Comerciante calcula queda de 30% nas vendas com a falta de vagas para clientes. (Foto: João Garrigó)

Estacionar no centro da cidade em frente ou pelo menos na mesma quadra de onde se precisa ir é missão quase impossível para quem vai às compras.

Quem trafega pela rua 14 de Julho, Calógeras, 13 de Maio e avenida Afonso Pena, mesmo que seja só de passagem, cai muitas vezes no congestionamento formado por carros aguardando os outros sairem da vaga. É um sair, para outro chegar o tempo todo.

O problema não se restringe às ruas centrais. Na Maracaju, por exemplo, o agravante é outro. Nas quadras das redondezas no Banco do Brasil a dificuldade em achar estacionamento faz, muitas vezes, os clientes de comércios da região, simplesmente desistirem.

"Eu parei lá na frente, mas dá vontade de deixar pra lá. O carro fica muito longe", comenta a funcionária pública Elisa Córdoba, 52 anos.

Ela não é a única a quase desistir. E motivos, os motoristas têm de sobra. "É horrível, não se acha lugar, eu já tinha dado duas voltas, tem que ser persistente mesmo. E não compensa pagar estacionamento pelo tempo que vai ficar aqui", ressalta a autônoma Rosa Barbosa, 40 anos.

Cliente conta da maratona para achar vaga e assume que desiste de ir às compras na falta de onde estacionar. (Foto: João Garrigó)Cliente conta da maratona para achar vaga e assume que desiste de ir às compras na falta de onde estacionar. (Foto: João Garrigó)

O que não compensa para os condutores tem refletido nas vendas dos comerciantes da região. Logo em frente ao Banco do Brasil e ainda perto da Central de Atendimento da prefeitura e com consultórios e escritórios de advocacia nas ruas laterais, o proprietário de loja, Luis Paulo Paulo Cordeiro, já calcula uma queda de 30% nas vendas.

"Estamos aqui há cinco anos, não tinha esse movimento todo. Foi aumentando o fluxo, o estacionamento do banco que era para clientes também, agora não é mais. As pessoas param o carro aqui de manhã e só tiram no final da tarde. Não tem a rotatividade que tem pelo centro", conta.

O problema se agrava quando condutores não veem onde estacionar e acabam ignorando também as rampas de acesso aos cadeirantes e faixa de pedestre. "Não existe deficiente, não existe esquina na rua", argumenta.

Luis Paulo tem tentando desde novembro do ano passado colocar parquímetro no quarteirão.

"É a única solução para ter rotatividade. Não tem terreno nenhum próximo onde eu possa fazer um estacionamento e eu só escuto de cliente que faz dois dias que eles tenteam vir, falam que ficam rodando e como não conseguem parar, desistem. Eu só estou querendo uma solução", acrescenta.

A solução proposta pelo comerciante tem o apoio de outros empresários. Adilson Almeida Metello, proprietário de duas lojas de armarinho no centro da cidade, também vê o parquímetro como solução a exemplo do movimento que acompanha pela loja da rua 14 de julho.

"Aqui não é o centro, centro e não acha vaga. A pessoa tem que dar quatro, cinco voltas para parar. O parquímetro gira a vaga, na loja que temos no centro, tem parquímetro e se acha vaga", opina.

Uma volta pelo centro da cidade e a reclamação é outra. Tem parquímetro, mas ainda assim as vagas parecem estar em escassez, a solução muitas vezes está em estacionamentos particulares, mas o preço chega a doer no bolso.

"É muito carro para pouca vaga. Vim a uma loja para comprar calçado e tive que parar cinco quadras de onde ia. Estacionamento eu não deixo mais. Encostaram no carro e ninguém viu. Nem sempre como você deixa é como você pega. Vir ao centro é sacrificante", desabafa.

"Para resolver uma coisa em 10 minutos, tem que dar duas voltas. Geralmente demora para achar e se estou com pressa deixo em estacionamento mesmo. É o jeito, mas R$ 4 reais para cada hora, é duro", comenta o auxiliar de estoque, Diego Benites, 26 anos.

Os motociclistas se livram do parquímetro, mas tem muito menos vagas e ainda contam com a presença dos flanelinhas. "Tem pouco e onde tem, tem flanelinha cuidando. Mais fácil é deixar privativo mesmo, porque na rua você paga e não encontra segurança", observa o militar André Luiz Alfonso, 31 anos.

Exemplo de como ficam as ruas laterais, tomadas de carros. No local, segundo o comerciante, não há rotatividade nas vagas. (Foto: João Garrigó)Exemplo de como ficam as ruas laterais, tomadas de carros. No local, segundo o comerciante, não há rotatividade nas vagas. (Foto: João Garrigó)
A falta de vagas não é desculpa para motoristas que param até bloqueando rampa de acesso aos cadeirantes. (Foto: João Garrigó)A falta de vagas não é desculpa para motoristas que param até bloqueando rampa de acesso aos cadeirantes. (Foto: João Garrigó)



sr. Joao Silva eu tenho conciencia, faço sim a minha parte, ja deboches como o seu não vão ajudar em nada a viver em uma sociedade um pouco melhor, uma pena pessoas como vc pensar e escancarar essas alternativas.. pena mesmo.
 
Edson Fotnoura em 31/05/2012 11:51:04
Eu acho uma vergonha politica o tal do parquimetro e também os flanelinhas, já pagamos muito imposto para termos que aguentar essa exploração calados, e esses pontos de táxis na área central tirando a vaga dos carros. Porque não são colocados em outro lugar já que tem rádio táxis?
 
Aparecida F. Crruz em 31/05/2012 08:13:03
Eu vou direto aos estacionamentos disponíveis, são mais seguros, o que adianta pagar por uma vaga, sem segurança alguma, de um arranhão, amassado, até mesmo furto que já aconteceu comigo em 2004 !! Então prefiro os estacionamentos privados!!
 
Ulisses Vicente em 31/05/2012 03:59:25
Parquímetro neles; é barato e unica forma de democratizar o estacionamento. Devemos verificar o que fazem com a verba dos parquímetros.
 
Emersom Floriano em 30/05/2012 11:58:30
As autoridades deveriam cobrar do Banco do Brasil o funcionamento do estacionamento. Por que é obrigatório para vários estabelecimentos da cidade e para o banco não???
 
Giuliano Nunes em 30/05/2012 11:22:25
Sou a Favor do Parquimetro, pois sómente assim teremos condições de estacionar para ir ao banco e a central de atendimento ao cidadão. e tambem assim insentiva o uso de ônibus coletivo na capital. em prol tambem do meio ambiente, onde menos carros nas ruas menos gás poluente no ar de CG.
 
Edson Fotnoura em 30/05/2012 10:57:48
brasileiro é mesmo esquisito,se fosse a agetran que estivesse instalando parquímetro,tínhamos reclamaçoes dos proprios comerciantes,agora são eles q estao pedindo ,vai entender esse povo,nunca esta contente com nda mesmo...kkk
 
maira mendes em 30/05/2012 10:41:58
Não façam isso, vão se arrepender amargamente se instalarem o parquimetro nas ruas, já não basta os impostos que pagamos, ainda querem criar mais uma taxa..Campo Grande sofre com esse problema chamado Parquimetro,.,,,
 
EDSON CORREA em 30/05/2012 10:32:45
uso do parquimetro incentiva o uso de onibus? kkkkkkkk essa é boa. entao deixa seu carro na garagem e vai de onibus lotado e ainda gasta quase 3 reais, assim vc ajuda a salvar o meio ambiente.
 
Joao Silva em 30/05/2012 06:53:17
Toda vez que tenho que ir ao centro da cidade eu ja levo 4 reais do estacionamento, pq NÃO DÁ, É IMPOSSÍVEL O TAMAMANHO DO FLUXO DE VEÍCULOS CIRCULANDO, chega passa raiva, por isso ja vou direto pro estacionamento!
 
Wilson Oliveira em 30/05/2012 06:12:00
Concordo com o Sr EDSON CORREA do 1º comentário...quero ver se roubarem um carro sem seguro se a empresa responsável pelo FLEX PARK vai ressarcir o valor do veículo!!! Pra onde vai a verba arrecadada pelos parquimetros? Ninguém vê!!!!
 
Alexandre da Silva em 30/05/2012 04:52:23
Realmente ir ao centro está cada vez mais difícil estacionar, mesmo com parquímetro, a solução é procurar comercio alternativo fora da Região central ou pagar estacionamento nos Shooping da cidade, pois ficar rodando sem a garantia de achar vaga é desperdício.
 
Adécio Lima em 30/05/2012 04:44:00
Com o aumento do fluxo de carros e aumento do comercio na região com o agravante da central de atendimento ao cidadão, realmente ficou muito dificil estacionar nesta area, a solução não poderia ser outra senão o parquimetro, infelizmente pessoas que são contra deve desconhecer os problemas ou gostam de derespeitar as leis, estacionando em fila dupla ou em local proibido.
 
Pedro P. Padilha em 30/05/2012 04:11:00
Estacionamento rotativo naquela região é imprescindível. Nesse local é uma região central com grande fluxo de pessoas e de veículos. O aumento expressivo de veículos na nossa cidade torna-se necessária a ampliação de estacionamentos rotativos.
Quem pensa o contrário está equivocado, e digo mais, não pensa na coletividade. O bem estar de todos deve ser prevalecido.
 
Laís Oliveira em 30/05/2012 02:27:45
SE VIRA COMERCIANTE, FAÇA CONVENIO COM ESTACIONAMENTO...
 
DARCI CASARA em 30/05/2012 01:31:00
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