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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

14/05/2012 18:54

No primeiro ano do Placar da Vida, trânsito provocou mais mortes

Nadyenka Castro
Recorde do placar registrado desde que foi criado foi de 15 dias sem morte (Foto: Marlon Ganassin)Recorde do placar registrado desde que foi criado foi de 15 dias sem morte (Foto: Marlon Ganassin)

Com o objetivo de conscientizar a população indicando a quantidade de dias sem acidentes fatais, o Placar da Vida completou um ano no último dia 11 em operação em Campo Grande.

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Para a professora mestre Ivanise Maria Rotta, chefe da Divisão de Educação da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), o instrumento já conscientiza motoristas e pedestres sobre o trânsito. “Faz com que as pessoas se cuidem mais, que pensem que é mais um dia com 800 mil vidas preservadas. É um reforço positivo”, avalia, referindo-se à quantidade de habitantes da Capital.

Apesar da avaliação positiva sobre um dos meios de conscientização para redução de acidentes graves e fatais, os números mostram que houve mais mortes no trânsito depois que o Placar da Vida foi instalado.

Segundo Ivanise, de janeiro a abril de 2011 foram 25 mortes no trânsito de Campo Grande. Neste mesmo período de 2012, 32 pessoas morreram.

Em maio do ano passado foram 19 mortes no mês de maio, sendo uma no dia que o Placar foi inaugurado. Nestes 14 dias deste mês já foram registrados seis óbitos no trânsito. Os últimos dois nesta segunda-feira.

Por volta das 12 horas morreu Jesuíno Costa Oliveira, 55 anos. Ele estava internado na Santa Casa desde o dia 11, quando foi vítima de acidente.

Já por volta das 16 horas foi a óbito Jorge Lemes Maidana, 35 anos, Ele morreu em colisão entre a moto que pilotava e uma camionete Hilux no cruzamento das ruas Salgado Filho e Tenente Aviador Pedro Correa Duncan.

Graves- O Placar da Vida integra série de ações e instrumentos que têm por objetivo reduzir os acidentes fatais e graves em Campo Grande.

O GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito) é responsável pelas ações e análise dos resultados.

De acordo com Ivanise, o trabalho do GGIT já tem dado resultado positivo. No primeiro semestre de 2010 foram 637 acidentes fatais e graves. No mesmo período do ano passado foram 536. “Reduziu em 101”, comenta.

Para Ivanise, é preciso “informar mais, fiscalizar e ações de engenharia”. “Sinalização sozinha não ajuda, não resolve”, explica. “As pessoas têm que obedecer”.

Sobre o Placar da Vida, Ivanise afirma que as pessoas conhecem e sabe o que significa. “Eu acredito que as pessoas entendem. Pela número de acessos no blog e pelos comentários nas palestras que a gente faz”, finaliza.

Recorde- Desde que foi implantado, o recorde do Placar da Vida foi neste ano. Foram 19 dias de vidas preservadas entre 29 de janeiro e 17 de fevereiro.

O Placar voltou a ser zerado com a morte de Jean Marcondes Vaz Oliveira, 28 anos, no cruzamento das ruas Ana Luiza de Souza e Marques de Abrantes, no bairro Pioneiras.

Motociclista morreu nesta segunda-feira na Salgado Filho. Antes, outro havia morrido na Santa Casa. Placar voltou a ser zerado, após sete dias de vidas preservadas. (Foto: Pedro Peralta)Motociclista morreu nesta segunda-feira na Salgado Filho. Antes, outro havia morrido na Santa Casa. Placar voltou a ser zerado, após sete dias de vidas preservadas. (Foto: Pedro Peralta)



Isso é a prova de que a lei seca não mudou nada o quadro e serviu apenas para controlar a sociedade, precisamos formar motoristas melhores e não essa mafia que atualmente são os CFC's de Campo Grande.
 
Allan Idelson Arce Ferreira em 15/05/2012 12:43:57
Esse placar da azar, depois que ele foi inventado só aumentaram as mortes de trânsito, é utopia pensar que o cidadão vai ficar cuidando quantos dias a cidade está sem mortes no trânsito. Outro absurdo é aquelas estrelas no chão, de nada servem, só pra tirar a atenção dos condutores já bastante desatentos, além do que é uma afronta para quem perdeu um ente querido.
 
Luiz Alves em 15/05/2012 01:18:14
Campo Grande MS

todos nós gostariamos de não acontecer acidentes de trânsito, vidas perdidas destruições de patrimonio ..

quem são os culpados. nas leis dos homens !!!

 
Paulo Augusto em 14/05/2012 09:58:19
Sou profissional de segurança pública, e embora estejamos trabalhando bastante, muito ainda ha q ser melhorado. Mas, na condição de cidadão comum e condutor, vejo q é ai q esta o desafio maior: Enquanto não mudarmos conceitos, enquanto não invertermos prioridades e valores, "sozinho", pouco o poder público poderá fazer. Precisamos praticar mais amor, respeito e cidadania também atras do volante.
 
Fernando Silva em 14/05/2012 08:22:06
Vejo, que esta ação tem mais a gastar os recursos financeiro, do que praticidade, haja visto que se observa na cidade são muitas ruas mau sinalizadas, cruzamentos com imensos pontos cegos, vias com verdadeiras crateras e etc.
Ai colocam em pontos estratégicos politicamente, estrelas no chão, mas não mencionam em nada a finalidade. Assim, dizem que estão educando, não sou contra; sou a favor atitud
 
Digelson P. de Morais. em 14/05/2012 07:56:05
Acho esse Placar da Vida uma falta de respeito com as vitimas e parentes de vitimas. As pessoas não são números. Além de não corresponder com a verdade. Deveria mostrar o número de vidas perdidas, num trânsito tão mau cuidado, como esta o de Campo Grande.
 
Juarez Goncalves em 14/05/2012 07:50:00
O trânsito caótico de Campo Grande é culpa exclusiva da AGETRAN. É tanta incompetência, dão tanta importância a coisas inúteis, inventam desculpas esfarrapadas para justificar dados positivos de suas estatísticas, mesmo que o número de vítimas e de acidentes dobre de um ano para o outro eles inventam algum dado positivo para jogar na mídia.
 
Lucimara Melo em 14/05/2012 07:34:00
Eu devo ser muito burra e o pessoal da AGETRAN deve ser muito inteligente, pois eu fico pensando. Oque o placar da vida ajuda a reduzir acidentes? Como que ele ajudou a conscientizar alguma coisa se desde que ele existe o NÚMERO DE VÍTIMAS FATAIS AUMENTOU? O termo "vidas preservadas" é impactante, mas inútil, pois é abstrato e na prática não significa nada. Mestrado em trânsito? Grande coisa...
 
Angélica Aparecida da Silva Ferreira em 14/05/2012 07:26:00
Isso é CULPA dos nossos "entendidos de trânsito", pois gostam de brincar com a nossa cara inventando o tal "placar da vida", desenham estrelinhas nas ruas, funcionária da AGETRAN aparece na TV ensinando o pedestre a maneira "correta de se atravessar uma rua", inventam Campanhas muito úteis como a "pedestre eu cuido"... enfim... AMADORES, TEÓRICOS, INÚTEIS, são adjetivos dos nossos "entendidos".
 
Angela Oliveira Pagoto em 14/05/2012 07:14:16
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