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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

18/09/2013 12:43

Para especialista, campanhas são eficazes para mudar comportamento no trânsito

Mariana Lopes
Cortella chamou a atenção dos jovens e professores para o respeito às leis de trânsito (Foto: Cleber Gellio)Cortella chamou a atenção dos jovens e professores para o respeito às leis de trânsito (Foto: Cleber Gellio)

Esperança. Esta foi uma das palavras em destaque na palestra do filósofo e especialista em trânsito Mário Sérgio Cortella, ministrada na manhã desta quarta-feira (18), no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, sobre a violência no trânsito, causada principalmente por condutores alcoolizados.

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De acordo com os dados do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), de janeiro a agosto deste ano, foram 160 acidentes na Capital provocados por motoristas que ingeriram bebidas alcoólicas antes de dirigir. Deste total, 74 tiveram vítimas com ferimentos e 2 resultaram em morte.

Contudo, o filósofo afirmou que não é impossível uma mudança de comportamento dos condutores, principalmente dos jovens, que era o público alvo do palestrante no evento de hoje. "Antigamente, o cinto não era obrigatório, depois passou a ser lei, e agora as pessoas já usam inconscientemente, foi uma mudança cultural", avaliou Cortella.

De maneira bem descontraída e reflexiva, Cortella chamou a atenção dos participantes em ponderar a frase que diz “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém”, citando a passagem bíblica. “A vida é feita de escolhas, mas precisamos estar conscientes das consequências delas”, frisou o palestrante.

Ele ainda amarrou a palestra pontuando a responsabilidade de pais e professores no papel de formadores da educação dos jovens, antes mesmo de eles atingirem a maioridade para poder dirigir. "Precisamos oferecer critérios aos jovens", disse Cortella.

Ponto de vista que a professora de geografia Analice Talgatti, 42 anos, concorda. “Se trabalharmos as regras com os jovens, fazendo-os entender e conviver com elas na sociedade, quando começarem a dirigir será mais fácil respeitar e assimilar as leis de trânsito”, opina a professora.

Resultado – Segundo o comandante da Ciptran, coronel Alírio Vilassanti, o número de vítimas fatais em acidentes de trânsito em Campo Grande reduziu 12.5% se comparado ao mesmo período de janeiro a agosto do ano passado.

Para o comandante, este resultado está atrelado às campanhas que fomentam a consciência dos motoristas de respeitar as leis de trânsito.




Chamar o Cortella de "especialista em trânsito" é demais! Gosto muito dele, de suas colocações, de seu conhecimento, enfim, sou um fã do trabalho dele, mas chama-lo de especialista em trânsito?!
É verdade. A vida é feita de escolhas..., e quanto maior for nossa capacitação, acesso à informação e lucidez, tanto melhores tenderão a ser nossas escolhas e decisões. O problema é que aqueles que hoje ensinam e "educam" (pais, professores e instrutores de CFC - a geração com mais de 30 anos) está muitas vezes desprovida dessa capacitação e informações. Se eles não tem, como passarão adiante?!
Prova disso é que a grande maioria dos infratores e mortos em acidentes não está na faixa etária de 18 - 30, mas sim daí em diante. Quem deveria ser referência não o é! Aí está uma enorme parte do problema.
 
Marcos Oriqui em 03/02/2014 10:47:43
Nossa que coisa hein, estamos colocando a responsabilidade daqui a pouco na uniao, como ja tem sido feito com filhos em idades escolares, maternal, pre, e colegios, ou seja gente estamos falando de EDUCAÇÃO, e isso é de berço, nao vamos conseguir formar condutores como as auto-escolas gostam de chamar, se os mesmo nao tiverem educacao, cabe aos pais de hoje formares os motoristas de amanha, isso se ainda restar alguém pra ensinar, porque com o que temos hoje, o perigo esta em até sair nas calcadas de casa, gente vamos ter mais EDUCAÇÃO, seja em qualquer lugar que for.
 
SIDNEI ANTONIO DOS SANTOS em 19/09/2013 08:41:02
Vivemos a maldição da agenda positiva, ligamos a TV e vemos bonequinhos dançando em cima da faixa de pedestres com musiquinhas engraçadinhas enquanto os corpos estão sendo lançados no chão a todo instante numa guerra de 50 mil vidas ceifadas todos os anos.

Que me compreendam os psicólogos da corrente positivista, mas esperar 20 anos para que a atual geração esteja no trânsito e condenar as 50 mil vidas de 2013 e também as de 2014, 2015 ... a morte!

O que estamos esperando para confrontar esta realidade com campanhas publicitárias que mostrem a realidade sangrenta de nossas ruas e estradas? Sabe-se que TODOS os países que fizeram isso impediram mortes, hoje, sem deixar de se preocupar com a educação dos condutores do amanhã.
 
Adriano Silva em 18/09/2013 13:58:10
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