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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

13/11/2012 09:44

Para quem está nas ruas, trânsito já tem momentos "infernais"

Paula Maciulevicius e Viviane Oliveira
Com 439 mil veículos em Campo Grande, trânsito passou de caótico para infernal nos últimos anos, dizem motoristas. (Foto: Minamar Júnior)Com 439 mil veículos em Campo Grande, trânsito passou de caótico para infernal nos últimos anos, dizem motoristas. (Foto: Minamar Júnior)

“Um inferno. Dá para imaginar como vai ser daqui 15 anos? Das 4 da tarde em diante então... E quando chove?” O que o vendedor João Vicente Ferreira, 52 anos, relata é o que a maioria dos campo-grandenses quem tem de passar por aqui sente na pele. Ou melhor no volante: o caos que o trânsito na Capital se tornou, principalmente na região Central.

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De uns anos para cá a justificativa é sempre o aumento da frota de veículos. Os números não mentem: são 439 mil veículos ou seja, um automóvel para cada 1,8 morador. Mas para os motoristas falta, além de fiscalização, organização no trânsito, educação e paciência de quem divide as ruas e avenidas.

De quem tira o sustento na direção até quem usa o veículo por necessidade de ir e vir, é unânime quem sofra durante os horários de pico. Logo no início da manhã, das 6h30 até 7h30, que corresponde a entrada de escolas ou começo de expediente mesmo, intervalo das 11h30 às 13h, pelo almoço e no final da tarde, congestionamento, buzinas e quem pela demora para se chegar em casa, até acende os faróis porque o sol já caiu.

O vendedor João Vicente Ferreira acha que se hoje está assim, imagina daqui mais de década? (Foto: Minamar Júnior)O vendedor João Vicente Ferreira acha que se hoje está assim, imagina daqui mais de década? (Foto: Minamar Júnior)

O taxista Nelson Almeida, 37 anos, fala que do trajeto que faz por toda cidade entre idas e vindas com passageiros, o ponto mais crítico é a rotatória da avenida Gury Marques. “Demoro mais de 10 minutos pra passar por ali tanto no sentido bairro centro, como no outro. É preciso que mude urgentemente alguma coisa. Organização de sinalização, eles modernizam as vias, mas precisa reorganizar”, diz. No fim das contas, ele fala, é o passageiro quem sai pagando.

O Campo Grande News passou por pontos que costumam ser tumultuados e que remetem ao motorista a comparação de que o inferno está ali, resumido no trânsito.

“É caótico sim. Eu acho que o trânsito não foi muito organizado. O fluxo aumentou e precisava alargar a avenida, está muito apertado para os carros. O horário de pico é quase toda hora, está tudo mal programado pelo número de carros”. O desabafo é do funileiro José Silveira, 44 anos. O ‘caótico’ sai da boca com ênfase. Muitas vezes ele até troca o carro pela moto, na tentativa de sentir o trânsito fluir mais.

Ele ainda ressalta ainda outra questão, a fiscalização. “Tem muitas pessoas desabilitadas e que estão dirigindo aí”, completa.

Paulo Roberto Vargas, motorista contabiliza aumento de 25 minutos em determinados trajetos. (Foto: Minamar Júnior)Paulo Roberto Vargas, motorista contabiliza aumento de 25 minutos em determinados trajetos. (Foto: Minamar Júnior)

O motorista Paulo Roberto Vargas, 29 anos, descarrega águas minerais. O sofrimento está em, além de trafegar pelas vias do centro, encontrar estacionamento. “O que antes eu fazia em 15 minutos, de chegar, achar vaga e descarregar, hoje não levo menos de 40 minutos até sair do centro”, relatou.

Para ele, falta fiscalização de policiamento e dos próprios condutores em se ‘cuidarem’ para o trânsito fluir melhor. “Na faixa de pedestre, a gente tem que parar para eles passarem, não adianta ficar buzinando. Está vendo tudo congestionando e continua buzinando. Acho que a paciência é uma virtude que precisa ter aqui no centro”.

Na região da Cabeça de Boi, onde já foi rotatória e hoje é um conjunto de semáforos, o motorista de ônibus Cleiton da Silva resume que o problema está nos próprios motoristas. “Precisava de um corredor de ônibus, se tivesse a gente ia só neles, como não tem, é difícil trafegar com carros estacionados, por exemplo” diz.

Coordenador de ponto de mototáxi há 12 anos, Elísio da Silva ainda acredita que o inferno é feito por cada motorista. (Foto: Minamar Júnior)Coordenador de ponto de mototáxi há 12 anos, Elísio da Silva ainda acredita que o inferno é feito por cada motorista. (Foto: Minamar Júnior)

O ‘inferno’ para um mototaxista há 12 anos é definido de outra maneira. Calmamente ele lia o jornal no ponto onde coordena, na esquina das ruas 14 de Julho com Barão do Rio Branco. “A verdade é que o inferno quem faz é a própria pessoa, que não se respeita e não se dá o respeito”, descreve.

Para ele, pelo fato de Campo Grande ser uma capital ele ainda considera que está longe dos transtornos de metrópoles, porque o fluxo de veículo apesar de crescente, ainda não é tanto comparado ao de São Paulo.

“É um processo de cultura, tem muitos que não se habilitaram e estão conduzindo veículos. Às vezes você está trafegando numa via e o trânsito não flui e estão seis carros apenas. Tem gente que para pra fazer o embarque e desembarque que não condiz com o dia-a-dia no trânsito. Não é só uma questão de escola, é educação de berço”.

Para o especialista em trânsito do Sest/Senat, Herivelto Moisés, o trânsito de Campo Grande ainda não pode ser considerado infernal, porém em alguns pontos são bem complicados em horários de picos.

Sem tirar a responsabilidade do poder público, o especialista observa que o estrangulamento visto nas avenidas Duque de Caxias, Afonso Pena, Eduardo Elias Zahran, Mato Grosso, entre outras são reflexo do hábito do motorista não se planejar.

Ele ressalta que um planejamento por parte dos condutores pode facilitar o trânsito em horários de maior congestionamento. “A maioria das pessoas deixam tudo para última hora e acabam utilizando sempre o mesmo percurso congestionando uma via só”, destaca, acrescentando que o caminho mais curto, nem sempre é o que economiza mais.

O crescente aumento de veículos, afirma, teve acompanhamento da engenharia de tráfego, tendo em vista principalmente a região central com o recapeamento de avenidas e o uso da tecnologia. “Nós podemos fazer a diferença no trânsito para dar valor naquilo que mais temos de importante: a vida.




já pensaram em sincronizar algumas ruas ou avenidas? (o que aqui o pessoal chama de onda verde)
 
ALEX ANDRÉ DE SOUZA em 13/11/2012 22:01:45
Eu me estresso mais no trânsito de Campo Grande que no de SP, aqui parece que não tem pressa,usam faixas erradas, convertem onde não pode, vão devagar até o acender o amarelo e ai aceleram; não é limitar velocidade que vai diminuir acidentes, percebo que as pessoas não se atentaram que a cidade cresceu!
 
Carlos Barbosa em 13/11/2012 19:14:02
Boa Tarde!!!!!
Pessoal, em todo lugar existe erros de sinalização, mas em Campo Grande os erros são incríveis, exemplo claros > quem desce a antiga "Furnas" sentido Av. Afonso Pena, no cruzamento onde exite os sinais e junta com quem vem da Via Park, são 4 faixas do nada tem umas "tartarugas" na frente e de quatro fica 3 ou até 2 faixas e sempre tem amarelinho por ali multando.
Outro erro quem segue na Via Park sentido parque Sóter até Av. Mato Grosso, são três faixas e na rotatória vira 2, são erros em grandes avenidas e sempre ocorre acidentes, dentro dos bairros são inúmeros, falta de placas, eu não entendo porque os "amarelinhos", não buscam essas irregularidades para corrigirem, negócio deles é multar.
Fora que aqui em Campo Grande educação existe apenas para 20 % dos condutotres.
 
Pedro Sá em 13/11/2012 18:13:45
Dario Ricciardeli:1º .moramos em CG não em são paulo.Ok.concordo com as criticas sobre a rotatória da gury marques,é muito dificil atravessar ali. no horário de pico,motociclistas colocam suas vidas em perigo pela falta de educação de alguns naquela via,deve ser feito alguma coisa por ali.
 
Lucas da Silva em 13/11/2012 14:05:14
Nosso maior problema, além dos pontos de gargalo é a "mão inglesa", não é possível andar devagar na esquerda e dizer que não está atrapanhando.
O povo tem que entender que a pista da esquerda tem que ficar livre, até os veículos de emergências sofrem.
E não temos vias paralelas nos pontos de gargalo para que possamos desviar, ex(saída para Dourados, Rochedo via Euler de Azevedo, Cuiabá).
Já que não querem fazer viaduto, que se coloque semaforo
 
Juracy Ribeiro em 13/11/2012 12:30:33
A solução é simples e depende muito mais dos motoristas do que das autoridades. Os pontos críticos são sempre os mesmos, as pessoas tem o hábito de sempre utilizarem as mesmas vias, muitas vezes vias paralelas que levam para os mesmos destinos estão sem movimento algum. Outro ponto são os motoristas que desrespeitam a sinalização e bloqueam os cruzamentos do centro com o sinal fechado.
 
Rafael Martins em 13/11/2012 11:58:31
Bom dia!
Gostaria de saber dos especialistas de transito o porque de se colocar flexparque na rua Rui Barbosa entre as ruas Maracajú e Antonio Maria Coelho do lado direito da via onde antes era um corredor de ônibus? Acho que deve ser só pra tumultuar o fluxo de veículos não é?
Tem que se pensar em reciclagem destes que se dizem especialistas.
Boa sorte a todos!!!
 
Neuri Gasparetto em 13/11/2012 11:23:48
CORREDORES DE ÔNIBUS URGENTE!!!!!
 
Karllo Almeida em 13/11/2012 11:12:44
Concordo com quem pensa que é a própria populaçao que precida se reeducar.Não há respeito no trânsito nem da parte do pedestre nem do motorista,salvo algumas pessoas.
 
Deise Mader em 13/11/2012 11:04:09
Disse tudo o mototaxita Elísio da Silva, em primeiro lugar falta cordialidade e respeito no trânsito de Campo Grande, os motoristas querem fazer sempre o que é mais fácil e não o correto e assim a coletividade se perde, existem problemas estruturais em alguns pontos, mas o principal é saber o que te rodeia, utilizar seus retrovisores sempre, não só para fazer manobras ou conversões, sinalizar sua intenção sempre e manter-se sempre sempre sempre a direita e quando necessário utilizar a pista da esquerda, ou seja, nada demais, só civilidade e seguir o que pede e sempre pediu o nosso CBT!

ahhh...... gostaria de saber qual é a tara do campograndense pela pista da esquerda, alguém pode explicar
 
Leandro de Azevedo Carvalho em 13/11/2012 10:55:21
Qualquer horario dirigir em Campo Grande é um inferno, basta ter algum outro motorista! Ninguem respeita sinal vermelho, motociclista então nem diminui a velocidade, ninguem entende que faixa da esquerda é a faixa rapida, todo mundo pensando só em si mesmo. Individualista e sem educação no transito. Motoristas de onibus que se prevalecem do tamanho de seus veiculos, principalmente os que prestam serviço ao governo, que transitam no parque dos poderes. Tinha que começar a melhorar a formação, e punir os viciados em cometer infrações!!
 
Paulo Carvalho em 13/11/2012 10:53:34
A cidade das rotatórias e isso que vejo, se existissem os semafaros ficaria + facil você dar prossseguimento ao seu destino na Guri marque perto de est. morenão é um sofrimento quem vem para entra na G Marques, ali sim deveria ter um sinaleiro, pois das 16:00, você ja fica ali muito tempo esperando as vezes alguém com bom senso deixa você concluir a rotatoria p/ seguir, pois eu já fiquei ali se conseguir ir ao meu destino, só vou pelo aquele acesso em ultimo caso, cade os eng. responsavel pelo nosso transito que nada faz para melhorar.
 
Marli Pereira da Silva em 13/11/2012 10:42:51
Todo esse inferno tem início na desorganização do trânsito. Um exemplo claro é na av. Gury Marques em frente a rodoviária. Quem mora ou transita do lado direito sentido bairro centro não consegue atravessar para o lado esquerdo pois existe apenas uma via de saída e quando você aguarda liberação da pista imediatamente a esquerda o trânsito pára e ninguém mais passa. Quem projetou aquilo deveria tentar fazer a travessia para sentir na pele pelo menos uma vez o que eu sinto 5 dias por semana quatro vezes por dia.
 
Clemilda Silvério em 13/11/2012 10:20:17
Realmente o trânsito da capital precisa ser reorganizado, com vias melhoradas e bem sinalizadas de modo a fluir o fluxo de carros. E não é só na área central não! Basta olhar no horário de pico nas vias principais dos bairros nos arredores da Zahran, por exemplo. Tente atravessar a Spipe Calarge com a Interlagos. A Agetran vive ali, tendo que controlar os carros pq é impossível cruzar a rotatória!!! Caos na José Nogueira Vieira, Rodolfo José Pinho, Três Barras, cruzar a BR 262 para ter acesso ao Parque dos Poderes... Ninguém merece!!!!
 
Daniela Rocha em 13/11/2012 10:18:37
Concordo parcialmente com o leitor Dario. Mas com a diferença que lá em São Paulo só sai nas ruas quem realmente sabe dirigir. Quem não sabe acaba se arrebentando. Aqui em Campo Grande a maior parte dos motoristas não sinaliza e quando o faz é em cima e nem dá tempo para se perceber. Na maioria mulheres mas os homens tambem têm grande percentual nessa estatistica.
Andar na esquerda é sinal de status aqui na cidade. Andam desfilando a 20 por hora. isso sim é loucura e coitado daquele que quer ir na sua mão de maior velocidade.
Aqui sobra trânsito mas falta educação.
 
Lara Cardoso em 13/11/2012 10:09:40
Vamos ver se o novo gestor vai resolver este problema como ele prometeu! O trânsito não se resolve de uma hora pra outra, tudo são etapas precisa de tempo pra se fazer. Bernal agora quero ver como funciona essa passe de magica pra resolver isso.
 
Juarez Goncalves em 13/11/2012 10:08:46
Mas é claro porque a unica coisa que o atual diretor da agetran se preocupou foi encher a cidade de radares é lógico que o transito não vai fluir mesmo. Ainda pra piorar os carros tem que parar nas faixas de pedestre para os mesmos atravessarem, não sou contra mas aqui em campo grande isso não funciona tanto que já ocorreram diversos acidentes e atropelamentos na faixa de pedestre, engavetamentos são os mais comuns.
Nos bairros não há sinalização, pintura nas ruas muito menos. O numero de carros aumentou e isso já era esperado para uma capital do porte de Campo Grande e nada foi feito a respeito.
 
Ricardo Alves em 13/11/2012 10:06:35
O crescimento do poder aquisitivo da população, a facilidade na aquisição de carros forma o que impulsionou o aumento de veículos em campo grande, no entanto o que torna o trânsito caótico é a falta de tranporte público de qualidade e o alto preço da tarifa. Pra se chegar ao centro da minha casa são 4 km, custo de R 1,35 de carro, de ônibus são R$ 2,80, sem conforto nenhum e dependendo do horário em pé. Transporte coletivo é coisa pra rico. Campo grande é uma cidade mediana e é muito fácil implantar metrô de superfície, será que falta vontade de implantar ou é falta de capacidade de gestão?
 
Rogério do carmo em 13/11/2012 10:04:56
Infernal? Caótico? kkkkkkkk depois de morar 36 anos em SP dirigir neste “trânsito” está sendo a melhor coisa que aconteceu pra mim este ano.
 
Dario Ricciardelli em 13/11/2012 09:57:21
O pessoal da carga e descarga de bebidas e material de construção poderia fazê-lo à noite como nas grandes cidades. Escritórios de autônomos e escolas poderiam trabalhar com horários alternativos aos horários de pico. Os carros-forte deveriam mudar o horário pois sempre atrapalham o fluxo, apesra de ter essa medida garantida por lei. Enfim, um pouco de paciência, boa vontade e bom senso de todos podem ajudar a melhorar. Questão de diálogo. Ou todo mundo cede um pouco, ou todo mundo sofre junto.
 
Fabio Pellegrini em 13/11/2012 09:57:02
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