A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

13/02/2013 16:00

Parar no sinal fechado de madrugada vira dilema entre motoristas

Paula Maciulevicius
Pela noite e madrugada, o mototaxista Elízio da Silva diz que avança aos poucos, sempre com ressalvas. (Foto: Luciano Muta)Pela noite e madrugada, o mototaxista Elízio da Silva diz que avança aos poucos, sempre com ressalvas. (Foto: Luciano Muta)

Parar no semáforo vermelho altas horas da noite ou passar pelo sinal verde sem reduzir a velocidade. Em certas horas do dia, os motoristas se pegam no dilema do que fazer. Frente à violência crescente de assaltos e pela alta velocidade de condutores que avançam seja qual for a cor do semáforo, passar pelos sinaleiros requer cuidado mesmo quando o verde autoriza o motorista a passar.

Veja Mais
Mototaxistas e taxistas se juntam e percorrem Afonso Pena contra Uber
Homem que morreu atropelado tinha 51 anos e foi identificado pela mãe

Na madrugada de segunda-feira, Campo Grande registrou mais uma morte no trânsito. José Pedro Alves da Silva Junior, de 22 anos, era passageiro do táxi atingido por uma caminhonete L200, no Centro da cidade. O táxi vinha pela rua Bahia e cruzou a avenida Afonso Pena com o semáforo verde. Do outro lado, o condutor Diogo Machado Teixeira, 36 anos, furou o sinal e bateu no carro. Exemplos de inconsequência no trânsito que já aconteceram em casos anteriores e terminaram em tragédias.

O Campo Grande News saiu às ruas para saber o comportamento dos condutores. Quem precisa se deslocar durante a noite e quem madruga para entrar logo cedo no trabalho. O cenário nestes horários é de pouco movimento, semáforos acesos, motoristas que avançam aos poucos e outros que passam a toda velocidade, seja qual for a cor do semáforo.

O mototaxista Elízio da Silva, 42 anos, tira o sustento do trânsito. Além do expediente, ele também dirige para a família. Por trabalhar pilotando, ele tenta seguir o exemplo, mas diz que tudo depende da hora e do local. “A gente tem que parar, fazer cumprir as normas do trânsito, porque somos profissionais da área. Mas tem local que oferece risco”, diz.

O mecânico Elias Barreto, acumula traumas. Hoje avança o sinal com cuidado depois de ser roubado no semáforo. (Foto: Luciano Muta)O mecânico Elias Barreto, acumula traumas. Hoje avança o sinal com cuidado depois de ser roubado no semáforo. (Foto: Luciano Muta)

Pela noite e madrugada, ele conta que avança aos poucos, sempre com ressalvas. “Você está consciente de que está certo, a outra pessoa vem e pode te prejudicar. O negócio é passar a vez, evita transtorno, dano ou sequela”, narra. Sobre a preferência, ele é enfático em mandar recado para os motoristas que avançam direto, de que o semáforo verde não tem dono. “Preferência na madrugada não existe, precisa reduzir”.

O operador de máquinas sentiu o perigo na pele no último final de semana. Jorge Bastista, 60 anos, teve de ir até o posto de saúde durante a madrugada e o que mais viu foram motoristas furando o sinal a torto e a direita. “Tem que esperar para ver, você fica em dúvida de passar e vir outro. Tem gente que não respeita mesmo, mas o certo é ir passando devagar e controlando”, conta.

Nos bairros mais afastados do Centro, o perigo é duplo. A insegurança de furar o semáforo ou ser assaltado. “Eu olho de um lado e do outro. Não passo correndo, mas geralmente passo no vermelho”, relata o vendedor Renato Gonçalves, 26 anos. O jovem também vive o medo de ser atingido mesmo estando certo. “Vem no embalo e passa a 80, 90 quilômetros por hora, não diminui para passar”.

Quem já perdeu a motocicleta em um assalto no semáforo pensa duas vezes antes de esperar o verde. “Eu pego e vejo se não está vindo ninguém e eu geralmente passo porque já fui assaltado. Mas todo mundo tem que prestar mais atenção, quem está vindo de lá para cá mesmo com o verde na sua mão tem que ficar atento”, relata o mecânico Elias Barreto, 21 anos.

Furar sinal para alguns é considerado até hábito do campo-grandense, para o empresário Vadenildo Tavares Pinheiro, 43 anos. “Em Campo Grande o motorista já nasceu furando sinal qualquer hora do dia. Tarde da noite eu não confio em sinal verde. A maioria dos acidentes é por causa disso”, comenta.

No Código Brasileiro de Trânsito, o artigo 44 diz que ao se aproximar de qualquer cruzamento, o motorista deve transitar em velocidade moderada, de forma que possa parar o carro com segurança no caso de precisar dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferência.

O chefe de operações da Ciptran (Companhia Independente de Polícia de Trânsito), tenente Felipe Joseph, exemplifica com o acidente da caminhonete L200 e do táxi na madrugada de segunda-feira. “Uma das coisas que a gente vê é que um dos dois avançou o semáforo. A única exceção seria se ele tivesse com defeito, o que não parece ser o caso. Digamos que o motorista ainda que esteja no semáforo verde, é madrugada, tem pessoa alcoolizada e outra série de fatores”, diz.

Segundo o tenente, a direção na madrugada tem que ser diferenciada e o alerta é principalmente nos bairros. “Às vezes a sinalização não é existente, o próprio código fala e outro item é ultrapassar em cruzamentos. Ultrapassar exige velocidade maior ainda, imagina num cruzamento. A orientação é só passar quando tiver segurança”, afirma o tenente.




Para 99% dos motorista a DIREÇÃO DEFENSIVA foi excluida da lei, muitos só enxergam 1/2 metro alem do seu veiculo, não olham o que esta acontecendo lá na frente, preferem conversar ao celular, bater papo ao volante e que se dane tudo ao seu redor, muitos acidentes graves e leves poderiam ser evitados se os motoristas e motociclistas dessem mais valor a ATENÇÃO NO TRANSITO. Outro dia via uma motociclista mexendo no celular com a moto em movimento +- 60km/h em uma avenida movimentada e rápida com todos passando a sua volta e ela nem aí pro mundo, depois morre e a mãe vai imprensa dizer que era super cuidadosa.
 
Adauto Correa Lima Jr em 14/02/2013 08:17:25
enquanto esses advogados não começarem a entrar na justiça enquanto houver um acidente, roubo, ou seguido de morte contra os governos, e pedirem indenização milionária, continuará essa questão de parar ou não nos semáforos de MS.
 
marcia perez em 14/02/2013 07:32:54
Eu sinceramente respeito durante o dia e até uma certa hora da noite, mas ja teve vezes que eu retornando muito tarde da noite reduzi no sinal e com segurança avancei o sinal vermelho. Temo ñ só pela minha vida mas a do meu filho, pois eu indo trabalhar as 5 da manhã fui assaltada, e depois no depoimento me perguntaram o que eu fazia na rua aquela hora, que roupa eu usava? Então pra quem já foi assaltada 02 vezese ficou refem do medo sei que assaltos e assedio não e balela não Sr Marcos da Silva.
 
Juliana Erika em 13/02/2013 21:30:00
de madrugada de vemos sim furar o sinal vermelho mas com atençao sempre olhando se nao vem ninguem pois se vç for a saltado e perde aquilo que vç lutou pra tem que vai de dar d volta ????
 
alexandre lage em 13/02/2013 21:10:08
Se tem vermelho, tem que parar mesmo, pois sempre pode ter alguem com verde. Este historia de assalto é balela. Pode ser que tem assalto, mas cada ano morrem centenas de passoas no transito, enquanto poucos morrem por causa da bandidagem. Ou seja: o perigo de encontrar um motorista embriagado ou desrespeitando a lei é muito maior do que a chance de encontrar um assaltante...
O que eu sempre tento fazer é olhar de longe; se o sinal esta fechado ando com velocidade reduzido, esperando mudar, para quando muda o sinal poder continuar andando. Assim vc evita ficar parado.
Mas o que este cidade precisa é, como em europa, sinaleiros com sensor. Todos vermelho, exceto para quem passa. Se não muda para verde quando vc aproxima, é porque já tem alguem vindo na outra via, ai melhor parar mesmo.
 
Marcos da Silva em 13/02/2013 17:53:00
Campo Grande é terra sem lei, avançar o sinal por falta de seguranca. É criar uma situação de risco e tampar o sol com a peneira, que é o problema de falta de segurança pública., uma obrigação do estado.
 
Juarez Goncalves em 13/02/2013 17:28:27
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions