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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

13/12/2011 13:21

Pedestre fica sem vez em avenida nova utilizada como pista de corrida

Paula Vitorino

Sem faixas de pedetre e sinalização para coibir velocidade dos motoristas, pedestres reclamam dos perigos do prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, no bairro Otávio Pécora

Avenida tem fluxo de motocicletas, carros e caminhões. (Fotos: Simão Nogueira)Avenida tem fluxo de motocicletas, carros e caminhões. (Fotos: Simão Nogueira)

Pista larga, recém inaugurada e livre. A combinação encontrada na avenida Prefeito Heráclito Figueiredo - prolongamento da Ernesto Geisel até o bairro Estrela do Sul - parece ser sinônimo de abuso na velocidade para os motoristas e, com isso, o pedestre fica sem vez na travessia.

“É quase impossível atravessar. Não tem controle da velocidade, os veículos passam voando”, diz a aposentada Orales Severo Rodavale, de 73 anos.

Caminhando junto com os netos pela via, ela diz que gostaria de estar do outro lado, onde existe a ciclovia, pista de caminhada e a área de lazer, mas “não consigo atravessar”.

“Como que eu vou atravessar com duas crianças e um bebê no carrinho? Não tem como correr na frente dos carros e correr o risco de ser atropelada, por isso prefiro ficar desse lado”, diz.

A reportagem do Campo Grande News não localizou nenhuma placa indicando qual a velocidade máxima permitida para a via, que segundo a Agetran é de 60 km/h.

O autônomo Vicente Borges, de 51 anos, diz que é “complicado” para as mães e os alunos de escolas do bairro fazerem o percurso de ida e volta. “Fica um tempão aí pra conseguir passar”, diz.

Já a estudante Maiara dos Santos, de 18 anos, estima cerca de 30 minutos para concluir a travessia em horários de grande movimento na via.

Além de enfrentar a pista de corrida, os pedestres não têm um local dedicado para a travessia, já que a reportagem do Campo Grande News encontrou apenas duas faixas de pedestre em toda a avenida.

A campanha “Pedestre, eu cuido”, lançada na Capital recentemente com o objetivo de conscientizar os motoristas para dar preferência ao pedestre, tem foco no respeito a travessia feita na faixa.

Perigos - O resultado das infrações dos motoristas e da falta de sinalização são constantes acidentes e a mudança de hábito dos moradores.

A dona de casa Érica Felício Tavares, de 36 anos, diz que não deixa mais o filho brincar em frente de casa por medo de acontecer algum acidente.

Ela mora em uma rua paralela a avenida, mas afirma que mesmo assim sofre com os abusos na velocidade. “Eles vêm no embalo da avenida e viram com tudo pra aproveitar a velocidade. Viram cantando pneu”, diz.

Moradores falam que é constante a ocorrência de acidentes no cruzamento com a rua Veridiana. Moradores falam que é constante a ocorrência de acidentes no cruzamento com a rua Veridiana.

A avenida é utilizada como ligação para diversos bairros, como o Estrela do Sul e Otávio Pécora. O tráfego é constante de motocicletas, carros e caminhões.

O aposentado Osnei Vargas, de 70 anos, conta que “é direto acidente aqui”. Segundo ele, a situação é mais crítica no cruzamento com a rua Veridiana.

“Vários acidentes graves já aconteceram nesse cruzamento”, afirma.

Soluções - O diretor de trânsito da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janini de Lima Bruno, afirma que a avenida foi entregue com placas indicando a velocidade permitida, de 60 km/h, e que elas devem ter sido arrancadas por vandalismo. A via foi entregue no fim do ano passado, como parte das obras do Complexo Segredo.

Ele ressalta que a avenida não é o problema, mas sim os condutores. “Toda avenida que é inaugurada os motoristas abusam da velocidade. A culpa não é da via, é do condutor que não sabe respeitar a velocidade máxima”, frisa.

Janini frisa que os radares e outros equipamentos redutores de velocidade acabam sendo a única alternativa para coibir as infrações no trânsito. Ele esclarece que a via é inaugurada e fica em teste para a Agência avaliar a conduta dos motoristas e as necessidades do local.

Até janeiro deverá ser instalado um semáforo no cruzamento com a rua Veridiana. O equipamento terá radar de 50km/h e avanço de sinal vermelho.

Já para o primeiro trimestre de 2012, será instalada uma travessia elevada próximo a rua Ovídeo Serra. O local tem grande fluxo de veículos que utilizam a rota para ir a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco).

Para o restante da via, Janini diz que não existe previsão de serem instalados outros equipamentos ou faixas de pedestres.




Seria interessante os moradores providenciarem quebra-molas de terra, como fizeram os sem-terra lá em Itaquiraí.
 
jose rodrigues em 14/12/2011 01:50:36
Depois enchem de radar pela cidade ai o povo sem educação reclama dizendo que é uma industria de multas!
 
Oswaldo Benites Junior em 13/12/2011 02:48:11
quem tem coragem de confiar que todos os carros vão parar na faixa para as pessoas passar fica dificil, outo lugar que ruim para atravessar na frente da CEF na Mato Grosso frente Anita ali niguem consegue passar não tem faixa de pedestre ou as pessoas descem ate achar um faixa ou se arrisca por ali e olha tem muitas pessoas querendo passar por ali do banco Itau a caixa Anita etc
 
SILVIA DE OLIVEIRA MOTA em 13/12/2011 02:43:33
Essas novas vias que estão sendo abertas, para mim que tenho carro, são realmente ótimas, pois , agilizam muito o meu trajeto. Mas, temos que pensar em todos, não estamos sozinhos no mundo, precisamos ter consciência que sem senso de cidadania, não teremos uma sociedade mais justa , de amor e de respeito ao próximo. Hoje estamos de carro, mas, e amanhã? Talvez sejamos nós querendo atravessar.....
 
Léia Prado em 13/12/2011 02:42:55
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