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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

07/03/2015 13:19

Pelo menos 84 foram multados por estacionar em fila dupla até fevereiro

Ricardo Campos Jr.
Fila dupla perto da Escola Mace (Foto: Marcelo Calazans)Fila dupla perto da Escola Mace (Foto: Marcelo Calazans)
Em frente à escola Adventista, pais conseguiam vagas ao longo da quadra para desembarcar os filhos (Foto: Alcides Neto)Em frente à escola Adventista, pais conseguiam vagas ao longo da quadra para desembarcar os filhos (Foto: Alcides Neto)

A Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) já flagrou pelo menos 84 pessoas estacionando em fila dupla entre janeiro e fevereiro de 2015, em Campo Grande. O número, segundo a corporação, pode ser maior, pois os agentes têm um mês para lançar as multas no sistema. Durante os dois primeiros meses do ano passado, de acordo com o órgão, foram 98 infrações, 14 a maque este ano.

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Apesar de ocorrer em várias situações pela cidade, o problema é bastante comum na frente das escolas. O professor Antônio Batista Nunes, 48 anos, conseguiu achar uma vaga para estacionar e esperar o filho, que estuda na Mace. No entanto, ele admite que já parou em fila dupla em dias de maior movimento.

“Eu procuro evitar, mas não tem jeito. Sei que é errado, mas não vejo uma solução. É um problema crônico. Seria correto parar mais longe e vir a pé, só que eu geralmente passo aqui depois de buscar meu filho pequeno em outra escola, fica mais complicado”, relata.

O representante comercial Paulo Lopes, 45 anos, também aguardava os dois filhos na saída do mesmo estabelecimento de ensino. “Não é só aqui, acredito que na maioria das escolas seja assim, infelizmente até eu já parei em fila dupla. Os meus filhos saem 11h45, eu espero 15 minutos para vir, evitar o horário de pico e de manhã eu tento trazer antes. É difícil, mas para tudo nessa vida dá-se um jeito”, relata.

Uma dona de casa de 47 anos que pediu para não ser identificada, assume que já foi até multada por conta da fila dupla, mas “não tem jeito. Acho que no horário de saída deveria haver duas faixas para os pais. Eu geralmente estou fazendo almoço em casa e venho com pressa”, relata.

Na opinião dela, os pais poderiam parar do outro lado da avenida, mas falta uma faixa de pedestre para fazer a travessia com segurança sem ter que andar até o semáforo mais próximo.

A dentista Karina Martins, 36 anos, discorda de que é possível justificar o problema e afirma que prefere parar uma quadra acima a cometer uma infração. “É uma alternativa”, diz.

O problema parece ser maior no horário de saída, quando geralmente há mais aglomeração em frente aos estabelecimentos de ensino. Na Feliz Idade, localizada na rua Alagoas, o Campo Grande News constatou a formação de fila dupla faltando apenas cinco minutos para as 13h. Pais que chegavam antes do horário achavam vagas para estacionar bem perto do portão ou usavam o sistema que eles chamam de “drive tru”, uma rampa em que os veículos param exatamente na frente da entrada do local.

Na escola Adventista do bairro Jardim dos Estados foram no máximo dois pais que precisaram parar em fila dupla, conforme observou o Campo Grande News. A equipe ficou no local das 12h45 até as 13h15. Como o prédio ocupa a quadra inteira, conforme os pais estacionavam, desembarcavam as crianças e saíam, liberavam espaço para outros carros.

O diretor do local, Rodrigo Ferreira Etgeton, disse que solicitou à Agetran melhorias no entorno do estabelecimento de ensino para facilitar ainda mais a vida dos pais e reduzir ainda mais quaisquer transtornos.

Conforme o órgão de trânsito, parar em fila dupla é infração grave. Quem a comete está sujeito a receber multa de R$ 127,69, além de somar cinco pontos na carteira de habilitação.




60 dias, 98 infrações = Média de 1,5 por dia. A lógica é a mesma das multas por uso do cinto de segurança, embriaguez ao voltante ou desrespeito ao pedestre: na média, raramente chegamos a mais do que 1 MULTA POR DIA. Esse número, baixíssimo, deixa claro a inexistência de fiscalização nas ruas, já que basta 1 minuto em qualquer rua da cidade para ver alguém sem o cinto de segurança, por exemplo. Conclusão: PRECISAMOS DE MAIS FISCALIZAÇÃO NAS RUAS. Sem fiscalização não há respeito às leis. Se até na Alemanha e Japão essa regra se aplica, por que no Brasil seria diferente?
 
Luiz Pereira em 07/03/2015 14:50:47
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