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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

20/08/2012 10:59

Quatro são ouvidos sobre acidente com morte e surge nova versão

Nadyenka Castro

Na informação levada por uma testemunha, quem pilotava moto era adolescente. Defesa fez mais um pedido de liberdade

Gol dirigido por Rubinho bateu na traseira da moto de Luiz André. (Foto: Mariana Lopes)Gol dirigido por Rubinho bateu na traseira da moto de Luiz André. (Foto: Mariana Lopes)
Motocicleta foi parar entre muro e ponto de ônibus. (Foto: Mariana Lopes)Motocicleta foi parar entre muro e ponto de ônibus. (Foto: Mariana Lopes)

Quatro pessoas foram ouvidas pela Justiça nesta segunda-feira sobre o acidente ocorrido no dia 10 de junho deste ano, no bairro Vida Nova, em Campo Grande, que resultou na morte de Luiz André Gonzales dos Santos, 19 anos, e na prisão de Rubinho da Silva de Souza.

Uma das testemunhas trouxe nova versão à colisão, totalmente diferente da apresentada inicialmente pela Polícia. Com isso, a defesa de Rubinho fez novo pedido de liberdade provisória.

A informação oficial sobre o acidente é de que a moto pilotada por Luiz André foi atingida pelo Gol conduzido por Rubinho, que estava embriagado. Conforme laudo policial, a motocicleta estava na via preferencial e o motorista do carro não respeitou a sinalização de parada obrigatória, causando a colisão traseira.

Na moto estava também uma jovem de 18 anos, que ficou ferida. Na época do acidente ela tinha 17 anos. Ela foi a primeira pessoa ser ouvida pela Justiça e disse que se lembra de pouca coisa sobre a colisão, se recordando apenas de coisas que ouviu de moradores do bairro.

Questionada pelo advogado de Rubinho, Gildásio Gomes de Almeida, se era Luiz André quem conduzia a moto, a jovem respondeu. “”Que eu me lembro era ele quem conduzia”. Esta situação e ainda a possibilidade da moto não ter respeitado a sinalização foram duas novidades levadas à Justiça sobre o acidente.

A mãe da jovem também prestou depoimento e pouco falou sobre o caso. Um dos policiais militares que fez a prisão de Rubinho também. Ele contou que encontrou o motorista há “três, quatro quadras” do local do acidente e que Rubinho exalava odor etílico.

Nova versão- A novidade em relação às informações até então conhecidas foram levadas à Justiça por um rapaz que contou que seguia em um veículo atrás do carro de Rubinho.

Segundo ele, era Rubinho quem seguia pela preferencial, era a jovem quem pilotava a moto e foi ela quem não respeitou a sinalização. Ele relatou também que o acidente aconteceu após o motorista ultrapassar dois veículos e que a motocicleta estava parada no meio da pista – depois de não ter obdecido a placa de Pare – e feito conversão à direita.

“Ela entrou e parou”, disse a testemunha, referindo-se ao fato da jovem estar pilotando a moto, ter virado na via por onde trafegava Rubinho e parado repentinamente. A moto foi atingida na traseira e com o impacto, lançada a vários metros e ficou entre um muro e um ponto de ônibus.

Luiz André morreu no local. A jovem ficou internada por 11 dias na Santa Casa, para onde foi levada desacordada.

Acusação - De acordo com o MPE (Ministério Público Estadual), duas testemunhas que confirmam a versão oficial não compareceram à audiência desta segunda-feira. O MPE insiste no depoimento delas em outra data.

Defesa - Diante da nova versão sobre o acidente, Gildásio fez o terceiro pedido de liberdade para Rubinho, que foi preso em flagrante e continua na cadeia. A solicitação será apreciada pelo MPE e depois pelo juiz Alexandre Ito, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, a quem cabe a decisão.

Ele explica que as informações da Polícia sobre o caso foram elaboradas a partir de relatos de algumas testemunhas, mas, que há outras que confirmam que Luiz André estava na garupa da moto e que a jovem não obedeceu a sinalização.

Família - Duas irmãs e Luiz André acompanharam a audiência. Laila Paula dos Santos, 22 anos, lembra que o irmão saiu de casa para comprar sorvete e refrigerante. Após a compra, parou para conversar com amigos em um lava-jato e lá encontrou a jovem.

“Os amigos do meu irmão disseram que ela chegou com uma mochila nas costas e falou assim: Paraguai, me leva ali”, diz Laila. Esse ali, seria uma nova casa que ela iria morar, após ter saído da casa da mãe e também de amigos.

Luiz André era o filho do meio de Matilda Gonzales, 40 anos, e único homem. “Ele era muito família, trabalhador. Só quero Justiça “, diz.




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