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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

18/08/2014 16:26

Reordenamento viário para mudar o trânsito causa muita polêmica

Aline dos Santos
Em vez de rotatória, cruzamento da Abrão Júlio Rahe e 13 de Junho tem Pare. (Foto: Marcelo Calazans)Em vez de rotatória, cruzamento da Abrão Júlio Rahe e 13 de Junho tem Pare. (Foto: Marcelo Calazans)

O reordenamento viário divide opiniões no bairro São Francisco e Vila Célia, em Campo Grande. As alterações que transformaram ruas em mão única e retiraram rotatórias começaram em 22 de julho.

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Ponto já alterado pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), o cruzamento da Abrão Júlio Rahe com a 13 de Junho ganha elogio de morador e reclamação de comerciante. As duas vias eram de mão dupla, confluindo em uma rotatória. Com sentido único, a Abrão Júlio Rahe ganhou placa de Pare, enquanto quem sobe pela 13 de Junho pisa fundo no acelerador.

“Ficou rápido demais e nem faixa de pedestre tem”, afirma a comerciante llza Rosa da Silva Carvalho, 48 anos. E, para ela, os problemas não param por aí. “Teve redução de 20% no movimento”, diz. Ela culpa a restrição de acesso para a queda de clientes no Frango na Brasa Capital, localizado próximo ao cruzamento.

“Piorou. Tem que andar mais para chegar”, reclama o construtor Jânio Lira, 54 anos. Ele conta que para ir à escola do filho, precisa percorrer três quadras a mais após a nova configuração do trânsito.

Para a professora Maria Lúcia Néris da Silva, 50 anos, a retirada da rotatória trouxe mais segurança e acabou com o congestionamento. “Melhorou muito. Era uma dificuldade muito grande com a rotatória. Bati o carro duas vezes saindo da garagem. Agora, ficou ótimo”, diz.

Na esquina da Abrão Júlio Rahe com a 13 de Junho, a confusão ocorre quando quem vem pela primeira rua tenta fazer a conversão à direita, o que agora é proibido.

Já na esquina das ruas Pernambuco e Padre João  Crippa, via que virou mão única, o trânsito é menos confuso. Segundo Joel Xavier de Oliveira, 63 anos, que tem uma banca perto do cruzamento, a intervenção ajudou a distribuir o fluxo. “Melhorou bastante o fluxo de carro. Sempre tinha um acidentezinho, deu uma melhorada. Está mais seguro”, avalia.

Para Joel, trânsito ficou mais seguro no cruzamento da Pernambuco e Padre João Crippa. (Foto: Marcelo Calazans)Para Joel, trânsito ficou mais seguro no cruzamento da Pernambuco e Padre João Crippa. (Foto: Marcelo Calazans)



Não sou comerciante mas acho que o comerciante tem que ser levado em conta sim, quem movimenta a cidade financeiramente são eles, se tem asfalto nas ruas é graças ao comercio, haja visto que o centro foi a primeira parte da cidade a ser asfaltada quando tudo começou, o comerciante depende do movimento em frente a sua loja para sobreviver e quando uma pessoa vai abrir um comércio ela leva tudo em consideração, ao mudar o transito, o comerciante deixa de ter aquela imagem sobre o ponto que foi escolhido, acabaram com os comerciantes da Julio de Castilho. Fora isso a população fica brava pois tá todo mundo vendo que a Agetran tá completamente perdida, eles não tem um plano, são ideias que surgem, em reunião alguem fala, "ah o problema é que a amazonas é uma mão" e pronto, vamos mudar.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 19/08/2014 08:26:31
Comerciante reclamando do movimento, culpa é do "motorista" Campo Grandense que não se habitua as mudanças e não reformula seus novos trajetos com antecedência, o bairro São Francisco já não é mais aquele bairro pacato e calmo, faz parte praticamento do Centro. Se fosse assim as lojas do centro já teriam falido, mas é claro, o comerciante só pensa "no dele" ($$$) e não pensa na segurança do trânsito que é para o bem comum dos cidadãos.
Como dizem especialistas em trânsito, mão única é um mal necessário para as cidades grandes.
 
Magno Moreira de Carvalho em 18/08/2014 17:22:23
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