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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

21/09/2012 20:14

Sem inquérito, família de jovem morto em acidente espera por respostas

Mariana Lopes
Há quatro meses, Andrea e o pai buscam respostas sobre o acidente de Igor (Foto: Mariana Lopes)Há quatro meses, Andrea e o pai buscam respostas sobre o acidente de Igor (Foto: Mariana Lopes)

Era uma terça-feira, 15 de maio de 2012, quando a professora Andrea Ferraz Oliver, 45 anos, recebeu a notícia de que o irmão caçula havia sofrido um acidente na estrada e não resistiu à colisão. De lá para cá, ela busca saber o que aconteceu, o que ocasionou o acidente e quem é o motorista do outro veículo. “Mas a única resposta que tive até agora é de que o inquérito ainda não foi concluído”, afirma.

O acidente aconteceu na BR-060, próximo a Camapuã, a 133 quilômetros de Campo Grande. Igor Ferraz Oliver, de 24 anos, vinha de Chapadão do Sul para a Capital quando a carreta conduzida por Roberto Fernandes da Cruz, 49 anos, invadiu a pista e bateu de frente com o carro do jovem, um Gol.

“Todos os jornais relataram que o caminhão fez ultrapassagem em faixa contínua, mas cadê a perícia para confirmar?”, questiona Andrea. O impacto frontal deixou o carro de Igor em pedaços e o rapaz morreu na hora. “Tive que enterrar meu irmão com o caixão fechado, ele ficou desfigurado”, lembra a professora.

O Boletim de Ocorrência foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, com todos os dados de Igor, mas com informações incompletas sobre o condutor do caminhão, apontado também como vítima. No BO consta que Roberto teve escoriações e foi encaminhado até o hospital de Camapuã e liberado logo após o atendimento médico.

Das poucas informações que Andrea tem sobre o acidente que ocasionou a morte do irmão, o que mais a intriga é o relato de testemunhas que afirmam que a polícia foi acionada por um jovem que fez a ligação por um orelhão localizado em um posto de combustível próximo do local da colisão.

“Quem é esse rapaz? Será que era ele quem estava dirigindo o caminhão? Por que a polícia não mencionou qualquer informação sobre ele? Eu não sei, enquanto não me esclarecerem os fatos, o que me resta é ficar deduzindo, levantando suposições”, diz Andrea.

O carro de Igor ficou totalmente destruído (Foto: Edição MS)O carro de Igor ficou totalmente destruído (Foto: Edição MS)

A angustia de Andrea é compartilhada pelo pai, o pastor Stanley John Oliver, 78 anos, que desde a morto do filho caçula também espera por uma resposta da polícia. “É no mínimo estranho que um delegado tome nota sobre meu filho e não tenha informações sobre o outro lado. Não tenho raiva, mas são dúvidas que apertam o coração”, conta.

As únicas informações no boletim de ocorrência sobre o motorista do caminhão são nome, idade, nome dos pais e número dos documentos pessoais. O endereço de Roberto indicado no BO é apenas “457A - Chapadão do Sul/MS”.

De acordo com o delegado de Camapuã, Giulliano Carvalho Biacio, responsável pelo caso, o inquérito foi instaurado no prazo, mas ele está aguardando o laudo da perícia que irá apontar a dinâmica do acidente. O prazo é até outubro.




Quanta dor traz saber que meu amigo não esta mais entre nós...espero que tudo se esclareça e o culpado responda palos seus atos! Força família Oliver!!
 
Vivian Coutinho Galeski em 08/10/2012 22:08:17
Precisamos averiguar tudo que aconteceu, porém vamos fazer isso da forma certa.
Conte comigo prima.
 
Sergio Oliver Sarmento em 24/09/2012 06:06:51
Falta estrutura e boa vontade, se fosse parente de alguma autoridade o caso já teria andado, a falta de tudo é gritante, aliás, na vida real o exemplo deveria ser maior e melhor do que nos filmes.
 
Nery Ribeiro em 22/09/2012 12:04:25
Respeito a dor da família. Mas não adianta ficar "culpando" a polícia, como se ela fosse a responsável pelo seu sofrimento. A verdade é que nossas rodovias não são fiscalizadas como deveriam e alguns motoristas se valem dessa deficiência para abusar da velocidade e muitas vezes ficam impunes devido à ausência de fiscalização. Correr atrás da autoria é muito mais difícil do que parece nos filmes..
 
Paulo Alfredo Ocampos em 22/09/2012 10:42:03
Além disso sabemos que realmente ha uma grande diferença no trabalho da polícia e outras autoridades, quando se trata de crimes que envolvem vítimas de famílias influentes, ao contrário do que acontece com as demais.
 
Leandro Ulle em 22/09/2012 08:32:01
Entendo o vazio que esta família esta sentindo "Correr atrás da autoria é muito mais difícil do que parece nos filmes." mas quando acontece algo ainda pior que a tragédia, ou seja, quando as coisas "não ficam claras" tudo fica pior, a dor parece maior.
Concordo que os problemas não se resumem a culpar a polícia, desde que fique bem claro que a polícia fez corretamente o seu trabalho.
 
Francisco Guilherme Barbosa em 22/09/2012 08:17:06
Eu tambem espero por justiça, pois o igor era meu amigo, um irmão, sempre andavamos juntos, com mais dois amigos, eu conversei com ele um dia antes do acidente, espero que a imprudência do motorista do caminhão não caia em esquecimento.
 
felipe almeida batista em 22/09/2012 08:03:24
Em nenhum momento Sr, Paulo Alfredo estamos culpando a Polícia. Mas creio se fosse com um filho de fazendeiro, com o filho de alguma autoridade, com certeza no dia seguinte já teriam todas as explicações. Só entende uma dor quem por ela passa. Em nenhum momento culpamos seja lá quem for, apenas queremos explicações. Creio que se fosse com um familiar, o senhor me daria razão.
 
ANDRÉA FERRAZ OLIVER em 22/09/2012 07:36:13
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