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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

04/07/2014 08:30

Sinalização some das ruas e causa até mortes no trânsito da Capital

Filipe Prado
Várias ruas de Campo Grande não possuem sinalização horizontal e vertical (Foto: Marcos Ermínio)Várias ruas de Campo Grande não possuem sinalização horizontal e vertical (Foto: Marcos Ermínio)

A sinalização vertical e horizontal em várias ruas de Campo Grande está confundido os motoristas. Muitos locais tiveram as placas arrancadas, pelos próprios motoristas, ou possuem a sinalização horizontal apagadas, por conta disso, quem não está acostumado com estes locais, acaba até causando acidentes. A Prefeitura promete solucionar o problema a partir de agosto.

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Um dos últimos acidentes pela falta de sinalização foi no Bairro Taveirópolis, na última terça-feira (1). Um Fiat Uno que trafegava pela rua Antônio Abdo invadiu a preferencial e foi atingido na lateral por um Gol, que passava em alta velocidade pela rua da Pátria. O Uno tombou e foi arrastado pelo outro veículo.

A placa de “Pare” não foi encontrada no cruzamento e a sinalização horizontal estava apagada. Os moradores do bairro afirmaram que no local os motoristas ficam confusos com a falta de sinalização.

Outro bairro que sofre com o mesmo problema é o Monte Castelo. O construtor Cícero das Merces, 48 anos, passa todos os dias pelo cruzamento das ruas Rui Barbosa com Júlio Barone e já identificou o problema.

“Deveria sinalizar aqui. Quem não mora aqui não tem como saber qual é a preferencial”, afirmou o construtor. Ele ainda questionou o uso da região para as aulas práticas de autoescolas. “Eles já começam aprendendo errado”, relatou.

No cruzamento da Avenida Rachid Neder com a Rua Padre João Crippa a sinalização também deixou de existir. Segundo a empresária Maria Joana Pedral, 55, as placas foram retiradas pelos próprios motoristas “imprudentes”, conforme ela.

No Taveirópolis, o motorista invadiu a preferencial e foi atingido por outro veículo (Foto: Marcelo Victor)No Taveirópolis, o motorista invadiu a preferencial e foi atingido por outro veículo (Foto: Marcelo Victor)
Cícero questionou o uso das vias para as aulas práticas de autoescolas (Foto: Cleber Gellio)Cícero questionou o uso das vias para as aulas práticas de autoescolas (Foto: Cleber Gellio)

Mas os acidentes deixaram de acontecer, por conta de um semáforo e dois redutores de velocidade que foram colocados na avenida. “Aqui já morreu muita gente, mas agora está melhor”, comentou. Mesmo assim Maria ainda achou que a sinalização deve ser recolocada no cruzamento. “Quanto mais sinalização melhor”, completou a empresária.

Os acidentes ocorridos pela falta de sinalização já geraram mortes na Capital, como de uma jovem de 17 anos, no dia 8 de abril deste ano, que foi atropelada por um caminhão caçamba na esquina das ruas Praia Grande e Leão Zardo, no Bairro São Conrado.

A vítima, que ia de bicicleta buscar a filha de dois anos em uma creche, invadiu a Rua Leão Zardo, que era preferencial, porque, segundo os moradores, não havia sinalização em nenhuma das ruas.

“Na periferia de Campo Grande a sinalização é bem falha”, comentou o taxista Cézar Pinheiro, 44. Ele disse que, por conta da falta placas e sinalização, presenciou dois acidentes. “Uma vez o carro invadiu a preferencia e acabou batendo em um carro. Ele disse que era da cidade de Rio Brilhante e não conhecia o local e não sabia que seria preferencial”, explicou.

Cézar afirmou que a falta de sinalização prejudica tanto os motoristas que visitam a cidade quanto os próprios taxistas.

De acordo como o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Jean Saliba, até agosto deste ano, de três a quatro frentes de trabalho irão trabalhar na reposição das sinalizações em Campo Grande.

O trabalho irá começar pela área central, após uma licitação que será aberta em alguns dias para a compra do material. Depois seguirá para os bairros, o primeiros será o Tiradentes. “Daqui pra frente isso será rotina. Nós temos obrigação com a cidade”, afirmou Saliba.

Moradores do São Conrado protestaram pela falta de sinalização no bairro (Foto: Cleber Gellio)Moradores do São Conrado protestaram pela falta de sinalização no bairro (Foto: Cleber Gellio)
O taxista revelou que já presenciou dois acidentes por conta da falta de sinalização (Foto: Marcos Ermínio)O taxista revelou que já presenciou dois acidentes por conta da falta de sinalização (Foto: Marcos Ermínio)



Campo Grande está abandonada faz tempo, nosso asfalto é um dos piores do estado, sinalização não existe, não tem nome nas ruas, não tem numero nas residencias (sei que isso é obrigação do cidadão que age da mesma forma que a prefeitura), enfim, tá um total abandono, a prefeitura deveria multar quem não coloca número na casa, pra sair o habite-se eles fazem a vistoria e se a casa não tiver numero não sai o documento, mas infelizmente as casas antigas não precisam do habite-se e portanto deixam sem o numero mesmo, a mentalidade da prefeitura reflete no cidadão, se não tem nome na rua por que eu tenho que numerar minha casa, certo? Errado, se não dermos exemplo não podemos cobrar da prefeitura.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 04/07/2014 10:27:28
Na realidade, não se deve dizer ¨sinalização de transito¨ porque não existe. Isto é um problema antigo que ninguém resolve e também está diretamente ligada a questão da qualidade do asfalto, daí ficam naquele, as ruas só tem buracos, pintar como ??? ( não inventaram ainda tinta que fixam nos buracos...) E a operação tapa buracos, é só para dar dinheiro para alguns. Se resolverem fazer um asfalto de qualidade, é sinônimo de menos dinheiro extra no bolso dos políticos. E aii, algum politico habilita em resolver ???
 
Ary E. Aguni em 04/07/2014 10:04:58
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