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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

24/01/2014 14:35

Só punição de infrator pode reduzir violência no trânsito, diz pesquisadora

Aline dos Santos
Moto tem três pessoas e criança sem capacete. (Foto: Marcos Ermínio)Moto tem três pessoas e criança sem capacete. (Foto: Marcos Ermínio)

A responsabilização do condutor pelos seus atos é apontada como uma das principais medidas para mudança de comportamento no trânsito. O princípio do “crime e castigo” foi defendido pela coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Trânsito e Álcool, Tanara Sousa.

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“É responsabilizar o indivíduo pela sua prática, que tem impacto na vida de outras pessoas, da sociedade”, afirma. A pesquisadora faz parte da equipe-técnica do Projeto Vida no Trânsito, coordenado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que busca a redução de acidentes e mortes em cinco capitais brasileiras.

A equipe, com representantes da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e do Johns Hopkins University, universidade dos Estados Unidos, passou dois dias em Campo Grande. Eles retornarão mais cinco vezes para realizar pesquisa sobre velocidade e álcool. A proposta é ouvir 800 motoristas na cidade.

De acordo com Tanara Sousa, os acidentes impactam a sociedade. E exemplifica que o tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde) é custeado com o dinheiro público. 

Túnel do tempo – Na Justiça desde 12 de agosto de 2008, o processo de homicídio simples contra Anastácio da Silva Yarzon Ortiz segue sem desfecho. No dia 9 de agosto de 2008, ele se envolveu em acidente com duas mortes no cruzamento da rua Santa Barbára e avenida Via Parque, em Campo Grande. 

De acordo com a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), o réu estava embriagado, em velocidade incompatível para o local e invadiu a preferencial.

O jovem, à época com 18 anos, não tinha CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Ele conduzia um Pálio. As vítimas que morreram - Kaique Gabriel Britto Sena e Dener César Nunes de Araújo – estavam em um Gol.

É responsabilizar o indivíduo pela sua prática, afirma Tanara. (Foto: Marcos Ermínio)"É responsabilizar o indivíduo pela sua prática", afirma Tanara. (Foto: Marcos Ermínio)

O teste de alcoolemia de Anastácio Ortiz constatou 0,93 mg de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, acima do permitido por lei. A Justiça aguarda prosseguimento de agravos no STF (Supremo Tribunal Federal) e STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Fiscalização – Se sobram infrações, falta fiscalização no trânsito de Campo Grande. A situação pode ser retratada em números: são 472.922 veículos, 357.063 condutores habilitados e 180 agentes e policiais atuando diretamente na fiscalização nas ruas.

Ainda assim, por dia, a média no ano passado foi de 810 infrações por dia, num total de 295.993. No entanto, é fácil flagras desrespeitos, como avançar semáforo, conversões proibidas e crianças sem a menor segurança em motos.




Se punir condutor com multa resolvesse alguma coisa, não haviam mais acidentes! Isso só serve para encher os cofres públicos de dinheiro para desvios de verba! O que realmente resolve é sinalização efetiva, sistemas de transporte eficiente e boas condições das vias de tráfego! Chega dessa indústria de dinheiro que onera cada vez mais o cidadão que trabalha o ano inteiro pra fazer a farra desses politicos incompetentes com impostos e multas!
 
Ricardo Boretti em 25/01/2014 07:56:04
Maximiliano, vc ta parcialmente certo. Fato é que a policia incomoda menos quem tem carro novo. Temos um carro novo e um antigo (Opala) na garagem. Fato é que uns 3 vezes por ano estou sendo parado pela policia com o antigo (em ótimo estado de conservação, todos os docs em dia, e até seguro tem!), enquanto com o zero nunca. E isso quando com o zero andamos mais que o dobro que com o antigo...
No entanto, quem tem seguro geralmente para num acidente, quem ta com problema nos docs tenta fugir... com isso, tirar os sem docs da rua é essencial para reduzir o numero de problemas na rua.
Pelo resto: 810 multas por dia é NADA em relação ao numero de infrações. Como um policial não consegue dar tantas multas por dia, é inevitavel usar cameras. Principalmente nos sinaleiros no centro e vias grandes
 
Marcos da Silva em 25/01/2014 00:29:10
a verdade é que, aqui no MS, não há fiscalização no trânsito. A Polícia encarregada dessa providência está dentro dos quartéis. Só se fala em aquisição de carros, armas, etc.., mas, nada sai para as ruas. Em todos - TODOS, os semáforos (sinais, faróis), há sempre alguém avançando (furando) o sinal vermelho e não há ninguém para puní-los. outros ao celular, outros sem o cinto de segurança, crianças soltas no banco traseiro, outros que se acham mais espertos andando pelo acostamento, carros com som acima do permitido, assim como vidros completamente intransponíveis à visão por películas extremamente escuras para que seus condutores não sejam reconhecidos - provavelmente. mais o absurdo de acharem que, ligando o pisca-alerta passa a ser permitido estacionar em fila dupla - cadê você polícia?
 
josé vale em 24/01/2014 21:41:37
isto e oq mais se ve aqi no meu bairo prinsipalmente perto das escolas q presisa de uma atensao redobrada eu ja vi ete 4 en uma moto e sein capasete e sei abilitasao.,
 
ESTEVA VARGAS em 24/01/2014 18:02:03
O brasileiro só toma jeito quando pesa no bolso! Campanhas educativas pra que? Não tem nenhum criança tirando CNH, todos os condutores são instruídos a seguir as leis de trânsito e informados das penas caso infringidas. Pra que 3 em uma moto? Compra um carro usado mesmo valor de uma moto! Todo ano tem fila dupla na frente das escolas do centro e nunca vi uma multa sequer(porque ali só tem gente influente)! As leis no "brasil" serve só de fachada, punir o pobre e beneficiar o criminoso!
 
Alexandre de Souza em 24/01/2014 17:35:10
Coitada da Moto! =(
 
Cyro Chan em 24/01/2014 16:30:20
Concordo com a pesquisadora, mas as auto-escolas precisariam educar melhor seus alunos, essa mão inglesa que temos já começa nas próprias aulas, não ensinam adequadamente, o desrespeito é maior ainda, quem legisla e nos impõem as Leis, como (viseira fechada para motos) isso é um absurdo, como enfrentar esse calor infernal com viseira fechada, os guardas só cobram isto da gente, não punem esse motoqueiros que não respeitam as rotatórias (façam um flagrante), se um motorista for pego ao telefone ou sem o cinto, aprenas uma multa e pontuação na cnh, se um motociclista for pego sem capacete ou o garupa, apreendem a cnh, porque a desigualdade.
 
Juracy Ribeiro em 24/01/2014 15:35:03
Fácil falar, dificil colocar em prática, a proteção dos mais afortunados impede que a responsabilidade recaia sobre o condutor infrator quando ele é uma pessoa rica ou influente, é muito fácil de notar este protecionismo, parem ao lado de uma blitz e observe, quanto mais luxuoso o veiculo, menor a probabilidade dele ser parado pela policia, alem do protecionismo eles vão alegar que carro novo dificilmente está com documento vencido, mas o motorista pode até não ter CNH, isso não tem como observar se voce não parar o veiculo e solicitar os documentos dele e do condutor, não é a toa que as blitz campo grandenses param 50 motos CG 150 ou 125 para cada carro, a CG (cujo nome homenageia nossa cidade) é de longe o veiculo mais barato para se ter, daí a discriminação, pobre não paga documento.
 
maximiliano nahas em 24/01/2014 15:20:30
Tem pessoas que só aprendem quando uma fatalidade acontece. Como por exemplo essa criança se machucar... Só ficar nas portas das creches....quase todos fazem isso. Adianta falar?
 
Andre Neves em 24/01/2014 15:01:01
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