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11/06/2013 15:16

TJ mantém júri para estudante que matou segurança;defesa vai recorrer

Nadyenka Castro
No local do acidente ficaram calçados do segurança, pedaços da moto e sangue. (Foto: Luciana Brazil)No local do acidente ficaram calçados do segurança, pedaços da moto e sangue. (Foto: Luciana Brazil)

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) manteve o júri popular para Richard Ildivan Gomide Lima, que no dia 31 de maio do ano passado matou o segurança David Del Vale Antunes, em acidente na avenida Afonso Pena. A defesa dele irá recorrer.

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O acidente aconteceu no cruzamento com a rua Paulo Coelho Machado. Richard dirigia um carro de passeio e bateu na traseira da moto pilotada por Davi, que aguardava o sinal verde no semáforo. O segurança, que voltava para casa após o trabalho, morreu no local.

A acusação entendeu que o estudante de Direito estava embriagado e em alta velocidade. A Justiça o pronunciou por homicídio doloso (quando há intenção de matar) qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

O advogado José Roberto Rodrigues da Rosa recorreu da sentença de pronúncia e conseguiu retirar a qualificadora. Como a defesa entende que não há provas de homicídio doloso, impetrou mais um recurso, cujo prosseguimento foi negado, mantendo assim o entendimento de que Richard assumiu o risco de matar, devendo ser levado a júri popular.

A defesa irá recorrer mais uma vez. “Vamos impetrar agravo restrito e o TJ é obrigado a encaminhar ao Superior Tribunal de Justiça. O ministro decide se segue ou não”, explica José Roberto Rodrigues da Rosa.

Para o advogado, Richard deveria ser julgado por homicídio culposo (sem intenção de matar), cuja decisão cabe ao juiz responsável e não pelo Conselho de Sentença, composto por sete pessoas que, em tese, representam a vontade da sociedade.

Na avaliação dele, o acidente aconteceu por causa de um telefonema e não devido à ingestão de bebida alcoólica. “Não há dolo eventual e sim culpa. Foi um telefonema que foi dado enquanto dirigia”, fala Rosa, explicando que não há provas de que Richardi bebeu antes de dirigir. “Na época do acidente não era possível prova através de testemunho. Não foi feito bafômetro. Não tem provas de que ele estava embriagado”, finaliza.




porque não foi feito o teste de bafômetro, porque é filhinho de papai e a ligação que foi feita pelo celular dele não tem como rastrear, ver data e horário????Quem sofre é só quem perde infelizmente, ele pode escapar da justiça do homem, mas a de DEUS, JAMAIS
 
jessica de souza em 15/06/2013 17:32:26
Rosangela, é isso mesmo, esse cara tem que trabalhar na cadeia sem direito a redução de pena, e o dinheiro que receber, passar todo para a família do rapaz que ele matou, depois que cumprir a pena, continuar trabalhando e ajudando a família, isso não vai trazer a vida do davi de volta, mas pode servir de exemplo para outros motoristas irresponsáveis, que andam por ai, matando pais de família e ficam de boa.
 
helena da coata andrade em 15/06/2013 15:58:21
esse advogado não diria isso se fosse alguém da familia dele, um trabalhador que foi morto pelas costas, sem direito de defesa, a familia não esta tendo auxilio de ninguem, e a população quer que seja juri popular sim. Se não for teremos que fazer uma manifestação levando a publico o descado com o fato ocorrido a um ano , o filho ainda chama pelo pai quando houve barulho de moto. tá bom ou quer mais ??
 
rosangela da silva em 12/06/2013 11:56:06
Triste fato lamentável ,,, ele tirou vida pai de família,,, sera que ele ta ajudando mulher do falecido a arcar despesas do filho,? ou criança tem pagar consequências viver talvez vida menos confortável por causa que cidadão aventureiro na noite tirou vida do trabalhador,, triste ,,, muito triste,,,
 
Rosilene carvalho em 11/06/2013 21:11:52
Cada vez mais vemos que alguns "profissionais" de advogacia são claramente uma vergonha. Mas fazer o quê né, ele tem de defender o cliente e ganhar o leite das crianças.
 
Anderson Lopes em 11/06/2013 16:39:03
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