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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

28/07/2014 09:40

O seu próximo carro vai ser elétrico?

Autor: Alexandre Fagundes
Foto divulgaçãoFoto divulgação

Assim que a icônica Harley Davidson lançou a sua primeira motocicleta elétrica o debate sobre os veículos elétricos voltou. A novidade tem um desempenho impressionante, faz de zero a 100 km/h em apenas quatro segundos e tem uma velocidade final de 160 km/h. A limitação é que as suas baterias têm carga para o veículo andar apenas 90 km no modo econômico ou até menos, 48 km, no esportivo.

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E bateria tem sido a grande limitação dos veículos elétricos. Se você adiciona muitas baterias, o veículo fica pesado e caro, se economiza, o alcance fica pequeno demais. E o pior é que o tempo de recarga é muito grande, ou seja, chega a passar de três horas.

Buscando alternativas aos motores a combustão, a indústria automotiva desenvolveu veículos híbridos, que possuem motor ajustado para trabalhar no seu ponto ótimo, carregando o pack de baterias quando estas estão ficando descarregadas. Não é uma solução nova, pois há anos a indústria de locomotivas trabalha com este conceito.

Quem tornou esta solução de engenharia mais popular foi a Toyota com o Prius, o carro híbrido mais popular do mundo. Um Prius tem uma performance impressionante, já que consegue fazer 26 km com um litro. A diferença é maior na cidade, porque o motor elétrico não consome quando o veículo está parado, ao contrário do motor a combustão.

O problema com os híbridos é que custam em média 30% a mais do que os veículos a combustão. E a razão para isso é que possuem dois motores, o elétrico e o motor a combustão, além do pack de baterias. Isso os faz também muito mais pesados. As baterias são outro problema; depois de alguns ciclos de carga, perdem a sua capacidade de armazenamento e precisam ser substituídas. Além de caras, são um risco ecológico, pois possuem metais pesados. Alguns ecologistas acham que o dano ambiental dos híbridos e elétricos chega a ser mais grave por conta do lixo tóxico do que os veículos a combustão.

Ao mesmo tempo, a indústria de motores a combustão continua evoluindo. Os sistemas mais modernos de injeção eletrônica conseguem fazer o veículo zerar o consumo quando utilizando o freio motor, inclusive carregando a bateria e abastecendo todo o sistema elétrico do veículo (ar condicionado, rádio, faróis, computador de bordo e outros). A tecnologia stop and go é outra que promete aproximar o desempenho dos motores a explosão dos híbridos e elétricos. Um circuito especial desliga o motor quando o veículo está parado no semáforo, por exemplo.

Ao pisar no acelerador o veículo liga automaticamente. Com essas novas tecnologias não é incomum encontrar veículos que fazem tranquilamente 16 km com um litro, ainda abaixo do Toyota Prius, mas uma grande evolução comparada há uma década, quando um veículo que fazia mais do que 10 km com um litro era considerado um grande desempenho.

Alguns países, como a Noruega, chegam ao extremo de disponibilizar gratuitamente energia elétrica através de tomadas na rua para os usuários de veículos elétricos recarregarem os seus veículos. Mas este luxo só é possível porque esses países possuem energia abundante e barata, o que não é a realidade na maior parte dos que pagam caro ou até importam a sua energia.

No final, a tendência é positiva; híbridos, elétricos e veículos movidos com motores a explosão, todos estão ficando cada vez mais eficientes e poluindo menos. Ainda assim, gostaríamos de ver um esforço maior dos governos incentivando os motores mais eficientes. Isto poderia facilmente ser atingido dando incentivos fiscais aos veículos conforme a eficiência do motor. Veículos pouco eficientes pagariam taxas maiores, veículos muito eficientes teriam desconto. Isto incentivaria as indústrias a desenvolverem alternativas cada vez mais eficientes, porque traria vantagem competitiva aos seus produtos.

Acredito plenamente que o comportamento dos motoristas tem uma parcela importante nesta equação e que, monitorando e ajudando-os a tirarem o melhor proveito dos veículos que dirigem, sejam eles quais forem, é chave em aprimorar o rendimento da sua frota.




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