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Cidades

Empresa de fachada levava maconha de MS para o Nordeste

Empresa possuia ligação com o Comando Vermelho e atuava na lavagem de capitais e trafico de drogas

Por Jhefferson Gamarra e Silvia Frias | 22/06/2021 13:19
Polícia Civil de Mato Grosso do Sul durante buscas em um dos alvos da operação (Foto: Divulgação)
Polícia Civil de Mato Grosso do Sul durante buscas em um dos alvos da operação (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta terça-feira (22), a Operação Suborno que tem como alvo um grupo investigado, desde julho do ano passado, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em Mato Grosso do Sul, duas pessoas foram presas, nas cidades e Ivinhema e Água Clara.

Um dos alvos sul-mato-grossense era proprietário de uma empresa que atuava como fachada para lavagem de capitais e trafico de drogas com ligações ao Comando Vermelho. A mesma empresa também estava sendo investigada em outra operação. O segundo suspeito era maior beneficiário de uma empresa e atuava como laranja, recebendo valores para ocultá-los e posteriormente dar origem legal através de notas fiscais falsas.

Operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Pernambuco e contou com a colaboração de outros 4 estados (Foto: Divulgação)
Operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Pernambuco e contou com a colaboração de outros 4 estados (Foto: Divulgação)

De acordo com o delegado pernambucano Ivaldo Pereira Santiago Junior, responsável pelas investigações, Mato Grosso do Sul era o Estado responsável por abastecer estados do nordeste com maconha.

"As drogas que entravam em Pernambuco vinham de estados que fazem fronteira com outros países, que são conhecidamente provedores de drogas, a maconha era de mato grosso do sul e era mandada pela empresa de fachada, a cocaína era do mato grosso", revelou o delegado.

Ao chegar no estado pernambucano as drogas eram distribuídas e do dinheiro lavado através de empresas de laticínios, cosméticos e postos de gasolina. “O dinheiro entrava de forma suja e sai com notas fiscais para parentes e conhecidos da quadrilha para o dinheiro ser esbranquiçado. Esse era o modo operandis”, disse o disso delegado em coletiva.

Além de Mato Grosso do Sul, a associação criminosa tinha atuação nos estados de Pernambuco, Rio Grande no Norte, Mato Grosso e Acre. Na força-tarefa de hoje foram empregados 130 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães das polícias civis dos estados onde o grupo tinha atuação.

Ao todo, a 6ª Vara Criminal do Recife emitiu 20 mandados de prisão, sendo dois para alvos que já estavam no sistema prisional, e 26 de busca e apreensão domiciliar, sequestro de imóveis e veículos e bloqueio judicial de ativos financeiros. Além disso, diversas armas, joias, relógios e mais R$ 500 mil em dinheiro foram apreendidos.


Parte do dinheiro apreendido com a quadrilha que tinha ligação com o comando vermelho (Foto: Divulgação)
Parte do dinheiro apreendido com a quadrilha que tinha ligação com o comando vermelho (Foto: Divulgação)
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