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Campo Grande, Quarta-feira, 25 de Abril de 2018

22/11/2017 12:23

Apontado pela PF como ‘corretor’ do ‘negócio de ouro’ continua foragido

No pedido de prisão de Ricardo Machado Neves, a PF também o classifica como “vendedor de aportes” e “falsário declarado”.

Anahi Zurutuza
Policiais federais guardando material apreendido durante a Operação Ouro de Ofir (Foto: Liniker Ribeiro)Policiais federais guardando material apreendido durante a Operação Ouro de Ofir (Foto: Liniker Ribeiro)

Alvo de mandado de prisão emitido para a Operação Ouro de Ofir, Ricardo Machado Neves continua foragido. Ele é apontado pela Polícia Federal como um dos “corretores” que cooptavam clientes para o “negócio de ouro”, que na verdade se trata de uma farsa e fez ao menos 25 mil vítimas no Brasil.

A força-tarefa, deflagrada na manhã desta terça-feira (21), prendeu Celso Éder Gonzaga e Araújo, dono da Company Consultoria Empresarial que seria o comandante do esquema, Sidinei dos Anjos Peró e Anderson Flores de Araújo, que também seriam cabeças da organização criminosa. Os três continuam na carceragem da superintendência da PF em Campo Grande.

No pedido de prisão de Ricardo, a PF também o classifica como “vendedor de aportes” e “falsário declarado”.

Dentre as farsas atribuídas a ele está a declaração em imposto de renda a transferências de uma LTN (Letra do Tesouro Nacional) no valor de R$ 3.938.441.828 para Celso Éder. A declaração, segundo a PF, é “totalmente ilegal” e seria mais uma forma de apresentar aos clientes “ar” de credibilidade ao falso negócio.

Equipe de buscas deixando o escritório da Company Consultoria (Foto: Liniker Ribeiro)Equipe de buscas deixando o escritório da Company Consultoria (Foto: Liniker Ribeiro)
Sede da empresa na manhã desta quarta-feira (22) (Foto: André Bittar)Sede da empresa na manhã desta quarta-feira (22) (Foto: André Bittar)

Fechada – A empresa, cuja sede fica na Rua Dr. Arthur Jorge, em Campo Grande, foi alvo de busca e apreensão na manhã desta terça-feira e permanece fechada desde às 11h de ontem, quando policiais federais e servidores da Receita Federal deixaram o local.

Conforme notificação deixada pelos Correios no portão, às 14h45 de ontem um carteiro esteve na empresa para entregar uma encomenda a Rodrigo. O registro estava no portão até às 6h50 desta quarta-feira (22) e às 9h45, quando a reportagem voltou ao local, já havia sumido.

Esquema – Conforme divulgou a PF ontem, o grupo dizia que havia uma mina de ouro explorada na época do império e os valores referentes às comissões das vendas feitas para a Europa e aos Estados Unidos pertenciam a uma família de Campo Grande.

O golpe teria começado a ser aplicado em Mato Grosso do Sul por Celso Araújo há ao menos dez anos. Ele dizia ser herdeiro dos valores, aponta a PF. Celso Éder Gonzaga de Araújo, neto dele, assumiu os “negócios” definitivamente no mês passado, quando o avô morreu aos 69 anos.

De acordo com o delegado federal Cleo Mazzoti, os estelionatários integrantes da organização criminosa diziam que a família havia ganhado em uma ação internacional o direito a repatriação de R$ 3 trilhões, mas o acordo judicial previa que 40% do montante fosse distribuído para outros brasileiros.

A cotas mínimas para entrar no negócio eram de R$ 1 mil e os “corretores” prometiam lucro de até R$ 1 milhão, quando o dinheiro fosse repatriado.

Outra modalidade de golpe era a promessa de liberação de uma antiga LTN (Letra do Tesouro Nacional).

A quadrilha chamava as supostas operações financeiras de SAP e Aumetal.



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