ACOMPANHE-NOS    
JUNHO, TERÇA  28    CAMPO GRANDE 19º

Capital

Preso em operação, homem guardava centenas de imagens de abuso sexual infantil

Motorista foi preso em casa, no Jardim Noroeste, em ação contra exploração sexual infantil

Por Dayene Paz e Bruna Marques | 18/05/2022 07:38
Homem preso no Jardim Noroeste, em Campo Grande, nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)
Homem preso no Jardim Noroeste, em Campo Grande, nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)

Alvo da "Operação Predador", deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (18) contra exploração sexual infantil, motorista de aplicativo de 37 anos armazenava e compartilhava 17,5 gigabytes de material de abuso contra crianças e adolescentes. Ele foi preso em flagrante na residência onde mora com uma mulher, no Jardim Noroeste, local onde foram apreendidos três celulares e um computador, que serão periciados.

Além dele, um designer de 42 anos teve a casa alvo de buscas da polícia nesta manhã, no Bairro Coophavila. Lá, os policiais também flagraram armazenamento e compartilhamento de abuso sexual infantil na internet, sendo o homem preso em flagrante. Nesta residência, morava um casal e duas crianças.

Computador apreendido em residência no Noroeste. (Foto: Henrique Kawaminami)
Computador apreendido em residência no Noroeste. (Foto: Henrique Kawaminami)

De acordo com a delegada Fernanda Mendes, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), o objetivo da operação foi cumprir mandados de busca e apreensão. "Não é mandado de prisão, porque a gente não sabe quem na residência estava utilizando os equipamentos", explicou.

Celulares apreendidos pelos policiais nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)
Celulares apreendidos pelos policiais nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)

A delegada informou que os dois alvos foram presos em flagrante. "Foram presos por armazenar, que é um crime permanente e autônomo, e compartilhar material de abuso sexual infantil", completou.

Delegada Fernanda Mendes, que comanda operação em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)
Delegada Fernanda Mendes, que comanda operação em Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)

A operação acontece em alusão ao Dia Nacional de Combate a Exploração Sexual Infantil, no âmbito da campanha nacional "Maio Laranja", que visa incentivar a realização de atividades para conscientizar, prevenir, orientar e combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

"Não basta lembrar que o abuso sexual é uma das formas de violência que acontece dentro do ambiente doméstico ou fora dele, e neste último, notamos um aumento constante de crimes envolvendo o ambiente da internet", informou a Polícia Civil, revelando que a Depca recebe mais de 3 mil denúncias anualmente sobre a prática de crimes e violências contra crianças e adolescentes.

Dia Nacional de Combate a Exploração Sexual Infantil - Em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Crespo, de oito anos de idade, desapareceu para nunca mais ser vista com vida. Seis dias depois, o corpo da menina foi localizado em um terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo.

A menina foi espancada, estuprada, drogada e morta. Seu corpo foi desfigurado com ácido. À época do crime, os policiais ouviram diversas versões sobre o ocorrido. Após o julgamento e a absolvição dos suspeitos, o processo do Caso Araceli foi arquivado pela Justiça.

A morte de Araceli, no entanto, serviu como alerta para toda a sociedade brasileira, exibindo a realidade de violências cometidas contra crianças. Pela brutalidade e truculência, a data do assassinato tornou-se um símbolo da luta contra essa violação de direitos humanos. Em 2000, por meio da Lei 9.970, foi instituído o dia 18 de maio como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

Nos siga no Google Notícias