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Capital

Diarista queima casa da chefe após fofoca sobre traição: "eu explodo você"

As duas são vizinhas de apartamento; mulher ainda fez ofensas racistas por mensagens de celular

Por Gabi Cenciarelli | 24/05/2026 14:02


RESUMO

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Uma diarista de 33 anos teve o apartamento incendiado por uma colega de trabalho em Campo Grande, no sábado (23), enquanto seus dois filhos, de 12 e 16 anos, estavam sozinhos no imóvel. A suspeita enviou áudios com ameaças e ofensas racistas antes de invadir a residência armada com uma faca. O caso foi registrado na Depac Cepol como ameaça, dano e incêndio em casa habitada. A vítima perdeu todos os pertences e pediu medida protetiva.

Uma diarista de 33 anos viu o próprio apartamento pegar fogo pelas câmeras de segurança enquanto trabalhava, na tarde de sábado (23), no Residencial Tulipa, na Vila Nova Campo Grande, em Campo Grande (MS). Segundo a vítima, a vizinha, a quem o crime é atribuído, ainda teria enviado áudios com ofensas racistas e ameaças de cometer o crime. As duas trabalham como terceirizadas para a mesma empresa de limpeza e moram em apartamentos no mesmo bloco.

No momento da invasão, os dois filhos da vítima, uma adolescente de 16 anos e um menino de 12, estavam sozinhos no apartamento. Conforme o registro policial, a mulher entrou no imóvel armada com uma faca, fez ameaças, destruiu móveis e colocou fogo na residência.

Segundo o boletim, a mulher acreditava que a adolescente mantinha envolvimento com o marido dela, hipótese negada pela mãe da menina. A diarista acabou desabafando com uma colega de trabalho sobre o ocorrido.

“Eu tava muito desconfortável com toda a situação e conversei com uma colega do serviço. Depois disso ela [vizinha] começou a mandar um monte de áudio me ameaçando”, contou.

Ainda conforme a mulher, as mensagens ofensivas e ameaças pelo celular foram enviadas antes dela ir ao apartamento. “Ela falava que ia me matar, que ia me esquartejar, que ia colocar fogo na minha casa.”

“Eu estava trabalhando quando ela começou a mandar áudio falando que ia me matar e colocar fogo na minha casa. Na hora eu liguei para os meus filhos e mandei eles se trancarem no quarto”, contou a vítima ao Campo Grande News.

Segundo ela, os desentendimentos começaram dentro do ambiente de trabalho nos últimos dias. A mulher afirma que nunca teve brigas anteriores com a colega.

“A gente nunca tinha tido problema. Eu sou encarregada dela no serviço, sempre tratei ela bem. Nunca imaginei passar por uma situação dessas.”

Ainda conforme a diarista, as ameaças começaram antes da invasão. Em um dos áudios enviados à vítima, a suspeita faz ofensas racistas e ameaça agredi-la. “Você vai chegar segunda-feira aqui com essa cara sua roxa, sua neguinha safada do ca**** . Você não me conhece, eu explodo você”, diz trecho da gravação salva pela vítima.

Ela afirma que os outros áudios foram enviados em visualização única e desapareceram antes que pudessem ser gravados.

“Ela me chamou com ofensas racistas e falou que ia acabar comigo. Eu fiquei desesperada porque meus filhos estavam sozinhos dentro de casa.”

Conforme o boletim, a adolescente conseguiu correr para um quarto junto do irmão e trancar a porta. Mesmo assim, a suspeita teria arrancado a porta da entrada do apartamento, quebrado objetos e começado o incêndio.

“Minha filha ficou trancada enquanto o apartamento estava pegando fogo. Meu menino conseguiu sair correndo, mas ela ficou lá dentro apavorada. Hoje os dois estão traumatizados.”

Segundo a vítima, uma outra colega de trabalho que acompanhava a autora teria impedido uma agressão ainda pior. “Se ela estivesse sozinha, eu acredito que teria machucado minha filha.”

O Corpo de Bombeiros controlou as chamas, mas o apartamento ficou destruído. A mulher afirma que perdeu móveis, eletrodomésticos e roupas e que agora está abrigada na casa de conhecidos.

“Hoje eu não tenho onde morar. Perdi tudo. Não sei nem como vou recomeçar.”

Ela também diz ter medo de retornar ao trabalho porque a suspeita continua solta. “Não me sinto segura nem para voltar para a empresa. Uma pessoa que entra na sua casa e coloca fogo em tudo é capaz de qualquer coisa.”

Segundo o boletim, a suspeita fugiu logo após colocar fogo no apartamento. Equipes da Polícia Militar fizeram rondas pela região, mas ela não foi encontrada até o encerramento da ocorrência.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como ameaça, dano e incêndio em casa habitada. A vítima pediu medida protetiva contra a colega de trabalho.