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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

29/11/2011 11:39

Em depoimento marcado por contradições, jornalista diz que foi agredido

Aline dos Santos e Nadyenka Castro

Um dos pontos com versões diferentes foi o momento em que a arma foi carregada

Em julgamento, Agnaldo afirma que não sabia que crianças estavam na caminhonete. (Foto: João Garrigó)Em julgamento, Agnaldo afirma que não sabia que crianças estavam na caminhonete. (Foto: João Garrigó)

Visivelmente mais magro e com fala hesitante, o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, de 61 anos, que está sendo julgado hoje pela morte do menino Rogerinho em uma briga de trânsito, fez um depoimento marcado por contradições. Ele falou por 40 minutos, sendo interrogado pelo juiz, acusação e defesa.

Um dos pontos com versões diferentes foi o momento em que a arma foi carregada. Inicialmente, ele disse que o revólver já estava carregado dentro do carro. Para, em seguida, relatar que após a discussão com Aldemir Pedra Neto, tio do menino, parou o carro no semáforo da avenida Mato Grosso com a Rui Barbosa, pegou o revólver, que estava debaixo do banco, e municiou.

A confusão entre os motoristas começou na avenida Ernesto Geisel, esquina com a Mato Grosso. A caminhonete L200 demorou a sair após o semáforo abrir, e o jornalista, que conduzia um Foz, buzinou. Ao promotor Fernado Zaupa, o jornalista relatou que a buzinada foi suave. “Só encostei”. Ele contou que no dia do crime estava preocupado, porque seu filho estava em uma cirurgia.

Ele alega que Aldemir o agrediu com um tapa no rosto, empurrões, agressões verbais e ameaçou buscar uma arma na caminhonete. Por sua vez, Aldemir relata que Agnaldo o empurrou primeiro. “Ele disse que era jornalista e tinha poder na polícia”, afirma o tio do menino.

As versões só concordam em um ponto: João Alfredo Pedra avô de Rogerinho, tentava a todo instante apaziguar a situação. Ele foi baleado no queixo.

Susto - Sobre os disparos, o réu afirma que atirou a esmo. “Não tinha intenção de matar, não sabia da criança”, assegura o jornalista. Agnaldo afirma ter se arrependido. “A coisa que mais gosto é criança. Mantinha um lar com 250”, disse. Ainda sobre o porque de ter atirado, ele justificou que queria dar um susto. “Fazer alguma coisa”.

Assistente da acusação, o advogado Ricardo Trad questionou por que os disparos não foram para o alto. “Pro alto não, queria atingir o veículo, que era jogado para cima de mim”, respondeu Agnaldo. Ele não tinha porte da arma, só registro. Depois dos disparos, ele seguiu em frente e jogou os projéteis no lixo.

Já o avô e o tio garantem que o jornalista sabia da presença de crianças dentro da caminhonete. E que o fato de Rogerinho e a irmã Ana Maria estarem no veículo foi usado como argumento para acabar com a briga.

O jornalista classificou o caso como uma tragédia. “Não sou nenhum bandido, nenhum marginal”.

Farsa - No depoimento, Agnaldo rebateu a acusação de que forjou uma separação para escapar da ação que cobra indenização de R$ 1,3 milhão. De acordo com ele, o processo de separação começou antes do fato, e, posteriormente, foi descoberto um filho dele fora do casamento.

Quanto não ter informado a justiça sobre a mudança de endereço, ele alega que veio a Mato Grosso do Sul para vender uma fazenda em Miranda e logo retornaria a Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Depois do crime, ocorrido em 18 de novembro de 2009, o jornalista chegou a ficar 80 dias preso. Depois, teve nova prisão decretada, sob a alegação de que forjou uma separação. Mesmo sem ter sido preso, Agnaldo obteve habeas corpus no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

No ano passado, a prisão preventiva foi decretada porque o jornalista não foi encontrado no endereço informado à justiça. Ele está preso desde setembro de 2010.



O Tio do Rogerinho Aldemir Pedra Neto, foi condenado a que? Pois o ato dele tbm foi inconsequente em começar uma briga de transito, ainda com 2 crianças no carro. Esse monstro desse jornalista ja foi condenado mas esse Aldemir nao deixa de ser assassino nessa história.
 
Israel Gomes Monteiro de Sousa em 30/11/2011 01:41:59
esse jornalista tem que mofar na cadeia pra aprender ter respeito ao ser humano, seja ele branco, preto, pobre ou rico quem ele pensa que é o dono do mundo.... mas um inocente morreu por causa de babacas, imagina se tivesse acontecido com alguém de sua familia... será que ele estaria na praia grande kkkkkk.
 
luciana nogueira em 29/11/2011 12:53:30
Por causa de dois ignorantes,um inocente foi ferido e um mais inocente morreu sem entender porque atiraram nele,se for brigar por buzindas CG vai virar campo de guerra,porque sempre tem um impaciente atraz, que vai tirar o pai da forca ou o ricardão do armário.que jornalista e esse que tem arma sem registro e não sabe atirar e menos ainda se controlar.será que sua conciencia está tranquila?
 
Roselina da Silva em 29/11/2011 12:11:14
O tio do menino é tão ou mais culpadp, onde ele está?
 
Julio Martini em 29/11/2011 06:26:35
Justiça será feita! Uma vida se perdeu! Pura ignorancia e falta de paciencia e amor ao proximo!
Outra coisa: Caramba, colocaram fotos aparecendo jurados...isso é perigoso e proibido!
 
Emerson Roque em 29/11/2011 03:12:40
Se a moda pega!!!!! quem quer dar susto não atira 4 vezes, quem não tem intenção de matar não anda com armas, depois que disseram que o inferno é aqui na terra, o temor do depois da morte acabou, que Deus faça a justiça na morte desse inocente.
 
silvia dos santos pereira em 29/11/2011 02:21:48
Esse jornalista não passa de um covarde, com certeza se não tivesse armado não teria levado a discussão adiante, em consequência de sua irresponsabilidade um inocente morreu,agora vem com meias verdades para não pagar pelo seu crime. Ele pode até escapar da justiça dos homens, mas da de Deus com certeza não vai.
 
Adriana Moura de Arruda em 29/11/2011 02:07:08
Uma ignorância tamanha dividida entre duas pessoas que tiveram atitudes selvagens.
Mas só uma é que está sendo julgada formalmente. Quanto a outra, que os fatos sirvam para PELO MENOS ver se adota um comportamento mais consequente.

Se houvesse civilidade, amor ao próximo e compreensão (das duas partes), esse julgamento não precisaria estar acontecendo e Rogerinho estaria aqui.
 
Madalena Sortioli em 29/11/2011 01:19:28
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