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Campo Grande, Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

17/03/2018 09:04

Em um mês, STF nega 2 habeas corpus a presos por golpe com 25 mil vítimas

Recentemente, os dois presos tiveram uma liberdade relâmpago, que durou menos de 24 horas

Aline dos Santos
Celso Eder foi preso no mês de novembro em operação da Polícia Federal. (Foto: Revista Also)Celso Eder foi preso no mês de novembro em operação da Polícia Federal. (Foto: Revista Also)

Dois pedidos de habeas corpus para os presos na operação Ouro de Ofir, acusados de liderar golpe com 25 mil vítimas, foram negados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no período de um mês.

A primeira negativa de prosseguimento de pedido de habeas corpus para os acusados Celso Eder Gonzaga de Araújo e Anderson Flores de Araújo foi em 15 de fevereiro de 2018, em decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes.

No último dia 13 de março, o pedido de liberdade foi negado em decisão do ministro Ricardo Lewandowski. Conforme os dois ministros, o pedidos de seguimento do habeas corpus foram indeferidos por risco de supressão de instância.

No mês passado, os dois presos tiveram uma liberdade relâmpago, que durou menos de 24 horas. Em 17 de fevereiro, durante o plantão, a desembargadora do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Tânia Garcia de Freitas Borges, concedeu o habeas corpus e definiu medidas cautelares diversas de prisão, como uso de tornozeleira eletrônica e comparecimento mensal à Justiça.

Eles, que estavam presos desde 21 de novembro, quando foram alvos de operação da PF (Polícia Federal), saíram do presídio no dia 19.

No mesmo dia, decisão do desembargador Luiz Claudio  Bonassini da Silva revogou a medida e determinou que a prisão preventiva seja mantida até pronunciamento final da 3ª Câmara Cível do TJ/MS. Celso e Anderson voltaram à prisão no dia 20 de fevereiro.

Primeiro, o processo tramitou na Justiça Federal, mas, no fim do ano passado, foi repassado à esfera estadual. Na sequência, o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) fez denúncia por estelionato e organização criminosa contra Celso, Anderson, Sidinei dos Anjos Peró e Ricardo Machado Neves. O pedido é de indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Golpe - A operação investiga organização criminosa que vende ilusão: a existência de uma suposta mina de ouro cujos valores, repatriados para o Brasil, são cedidos, vendidos ou até mesmo doados mediante pagamento.

Em geral, o investimento inicial era de mil reais para um resgate financeiro futuro de R$ 1 milhão. Mas há quem tenha investido R$ 500 mil.Ouro de Ofir, nome da operação, é baseado em uma cidade mitológica da qual seria proveniente um ouro de maior qualidade e beleza.



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