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Campo Grande, Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019

22/08/2019 08:00

Cabeleireira que matou vendedor em briga de rua é condenada a sete anos

Promotor de Justiça Moisés Casaroto e o assistente de acusação Nivaldo da Costa Moreira pediu a condenação de Joice por homicídio

Viviane Oliveira
Joice após julgamento realizado nesta quarta-feira (21) (Foto: Fábio Campos / JP News) Joice após julgamento realizado nesta quarta-feira (21) (Foto: Fábio Campos / JP News)

A cabeleireira Joice Espíndola da Silva, 35 anos, presa desde maio do ano passado por matar o comerciante Camilo de Freitas durante uma discussão, foi condenada a 7 anos de prisão em regime semiaberto e será monitorada por tornozeleira eletrônica. O julgamento foi realizado ontem (21) na 1ª Vara Criminal do Fórum de Três Lagoas, distante 338 quilômetros de Campo Grande.

O promotor de Justiça Moisés Casaroto e o assistente de acusação Nivaldo da Costa Moreira pediu a condenação de Joice por homicídio e por corrupção de menores. Por sua vez, a defesa da ré, sustentando a tese de legítima defesa própria a de terceiros, pediu pela absolvição e, subsidiariamente, pela condenação por homicídio culposo ou pelo afastamento da qualificadora.

Composto por seis mulheres e um homem, o conselho de sentença reunido em sala secreta, por maioria dos votos declarados reconheceu a materialidade, a letalidade e a autoria, e não absolveu a acusada, afastando a qualificadora e a condenado pelo crime. O julgamento foi presidido pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos. 

O crime aconteceu no dia 20 de maio do ano passado, no cruzamento das ruas Josino da Cunha Viana com a João Carrato, no Bairro Bom Jesus da Laça. Em depoimento Joice afirmou que ela e o filho viram Camilo e a esposa brigando dentro do carro e tentaram defender a mulher. Os dois se desentenderam com o vendedor, que segundo Joice, ofendeu sua família. Durante a confusão, ela acabou esfaqueando a vítima.

Joice fugiu depois do crime e foi presa três dias depois. Oito meses após o crime, o juiz decidiu mandar a cabeleireira para júri popular. Além do homicídio, a cabeleireira ainda respondia por corrupção de menor, pois segundo a denúncia feita pelo Ministério Público o filho dela de 16 anos segurou a vítima pela cintura enquanto a mãe a esfaqueava.

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