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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

01/07/2010 10:45

PM preso na Ali Babá presta depoimento nesta 5ª feira

Redação

Preso na operação Ali Babá, o policial militar Vitor Vilmo Chimenes vai prestar depoimento hoje, às 15h, na Auditoria Militar, em Campo Grande. O juiz substituto Albino Coimbra Neto também determinou que hoje fossem ouvidas as testemunhas.

O policial militar foi preso no dia 26 de maio, acusado de participar de uma quadrilha liderada pelo então policial civil Mahmod da Silva Degaiche, conhecido como "Mamute", que foi demitido no dia 23 de junho.

O grupo ainda era formado pelos policiais civis Delson Silva Silveira e Cleber Sebastião da Silva Magalhães, o pintor Juarez Pereira da Silva e o comerciante Felipe Moreira Barreto.

O MPE (Ministério Público Estadual) denunciou Vitor Vilmo Chimenes por três crimes previstos no Código Penal Militar: violação de domicílio, peculato e concussão.

Conforme a denúncia, o policial militar, que atuava na Companhia de Guarda e Escolta, participava de uma quadrilha organizada em meados de 2009. Além de receber as ordens de Degaiche, apontado como líder do grupo, ele era encarregado de vender os objetos obtidos nos crimes.

De acordo com a denúncia, Vitor, Degaiche, Cleber e Juarez foram a um sitio em 13 de fevereiro deste ano, em Terenos, e entraram na casa de um homem de 61 anos sem ordem judicial.

Eles saíram do local com diversas mercadorias, como roupas perfumes e calçados, que foram revendido por cerca de R$ 1,5 mil, apreenderam uma Saveiro, revendida por R$ 1.500, e um Fiesta, que, posteriormente, foi apreendido com o policial militar.

O grupo também é acusado de cobrar propina. No local, foi encontrado um revólver calibre 22 sem condições de uso. O dono da casa foi algemado e colocado dentro do Pálio em que os quatro homens chegaram ao sitio. No trajeto para Campo Grande, o grupo dizia que o homem seria "escrachado" como preso no programa Picarelli e ficaria na prisão por cinco anos. Na ação, Degaiche se passava por delegado e era chamado pelos demais de "doutor".

Para ser liberada, a vítima pagou R$ 400 em dinheiro e R$ 2 mil em cheque. O homem também deveria pagar R$ 10 mil posteriormente. Ele foi deixado na estrada. O caso foi denunciado ao Garras e repassado à Corregedoria da Polícia Civil.

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