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25/05/2012 15:05

Amplavisão

Manoel Afonso

A DÚVIDA Quem seria mais profissional: os candidatos ou os eleitores de ‘pouca consciência política’? Pela análise dos resultados das últimas 150 eleições no país, essa alienação aparente acoberta, camufla uma postura esperta.

‘ESTRANHO’ o cidadão é pobre ou analfabeto, mas sabe das regras do futebol, do regulamento do campeonato; acompanha e analisa os personagens das novelas. Mas depois, se posta como alienado da vida política. Conveniência?

HOJE o volume de informações é grande. A mídia está no escritório do executivo e no aparelho celular durante o almoço de operários da obra. Impossível não associar as notícias/personagens ao seu dia a dia e ao seu bairro.

É ASSIM... O brasileiro vota a favor do governo se sua vida melhorou. Questões como ética, corrupção, separação entre o público e o privado não entram nessa conta. É o que diz o sociólogo Alberto C.Almeida autor de “A cabeça do eleitor’.

A CORRUPÇÃO perde na avaliação do eleitor para saúde, segurança custo de vida, educação e risco de desemprego. Se o Governo for bom, os eventuais escândalos de corrupção são desconsiderados. É assim que as coisas são. Ou não?

A VOLTA dos ‘mensaleiros’ a vida pública demonstra exatamente isso. Os eleitores tinham consciência da postura deles, mas a avaliaram como ‘normal’, insignificante comparando aos benefícios que tiveram pelas ações do Governo.

NO IMAGINÁRIO dessa massa eleitoral a corrupção é normal; está enfronhada no sistema. Mas, independentemente da sentença do ‘Mensalão’, esse eleitor continuará acreditando na existência de irregularidades e vantagens ilícitas.

O EPISÓDIO do senador Demóstenes reforça a tese: corrupção e política caminham paralelamente. A propósito, ouve-se por aí relatos ‘notáveis’ na liberação das emendas parlamentares do Planalto. No fundo, no fundo, é assim que funciona.

REALIDADE O eleitor ignora se um ‘atravessador’ lucrou com o projeto para beneficiá-lo de alguma forma, alterando o custo final da obra. Na sua ótica, o que vale é o benefício que atinge sua cidade ou bairro. Nada mais.

MESMICE O papo do Zé Dirceu de que ‘esse governo não rouba e não deixa roubar’ é pífio. Quantos ministros caíram? Mas eles foram punidos? Esse episódio da Delta tocando as obras do PAC. Mas só o Cachoeira na cadeia?

BLINDAGEM Basta juntar os pontos que envolvem esse escândalo para se concluir que há muita sujeira debaixo do tapete. A presença de Marcio T. Bastos é coincidência ou parte do plano? Cachoeira abre o bico e sobrevive?

‘ESQUISITO’ O Planalto tem ojeriza da imprensa que denuncia e investiga. A Veja, a ‘Folha’ , O Globo e o ‘Estadão’ tem sido mais atuantes do que todos os parlamentares da oposição. Daí que o PT insiste em ‘regulamentar a mídia’.

‘LEDO ENGANO’ Fora a aparência física, Lula continua o mesmo rancoroso, ‘dono da verdade’, avesso a humildade e destilando ódio contra os adversários. Não aprendeu nada com o episódio do câncer. Lembra o Ari Artuzzi.

‘SURREALISTA’ O MPF preocupando-se com ‘bobagens’ - o videoclipe do Kongo, (A. Pires e Neymar) Nada como viver num país sem problemas. Essa vontade de aparecer na mídia virou obsessão também na Justiça.

CONCLUSÃO Esqueceram a discrição na conduta funcional para ocupar espaços na mídia sob o pretexto de defender a sociedade. Acho: fizeram a leitura errada do teste vocacional; deveriam ser políticos ou jornalistas.

O QUADRO eleitoral é desfavorável aos opositores do Parque dos Poderes. Cada eleição é uma eleição, mas nem sempre é possível desassociá-las. No caso, o peso das prefeituras pode ser importante na sucessão estadual em 2014.

NO INTERIOR a oposição é favorita só em Corumbá. Em Dourados o quadro é indefinido; em Três Lagoas Guerreiro caiu na pesquisa do IPEMS. Nas demais, aliados do Governo se misturam nas composições das chapas locais.

LEMBRETE O peso dos prefeitos em 2014 dependerá do próprio desempenho deles. Os novos conseguirão agradar em menos de dois anos? Serão os vereadores cabos eleitorais com o mesmo prestígio aferido no pleito de 2012?

A LEITURA que faço da vereança interiorana é cética. Nem sempre o desempenho é proporcional à votação obtida. Em poucos meses pode cair a mascara; a decepção toma o lugar da expectativa otimista e o vereador perde a credibilidade.

CAPITAL Vander superará o desempenho de Teruel? Azambuja emplaca? Qual o seu time/discurso? Bernal tem grupo, estrutura e saúde física para aguentar a campanha? Bluma e Athayde ficarão com quem no eventual 2º turno?

DIFERENCIAL São 13 os edis apoiando oficialmente Giroto. Gente experiente, de voto e pertencente a segmentos diversos da comunidade. Aqui na capital isso tem um peso fundamental e tem ajudado a decidir as eleições.

DAGOBERTO Deve ocupar o lugar desejado por muitos. O cargo de vice da capital seria mais interessante do que de deputado estadual. Agrega muito e tem visibilidade excelente - sem ônus - para as eleições de 2014 como ele quer.

“Um dia acordei invocado e liguei para o Bush”. (Lula- 2008)



Quando se trata de política, de eleição, de candidatos, o eleitorado pobre costuma dizer que não tem nada a ver com isso, porém, é certo que entendem de futebol e suas regras. A esse comportamento, costumo classificar como a indolência do povo, não sabem eles que com éssa atitude estão alimentando e fortalecendo a corrupção. Eles não têm noção de que pagam impostos.
 
bene rodrigues costa em 27/05/2012 01:36:00
idem!
 
cesar reis em 26/05/2012 01:37:52
As vezes acho muito parecido os seus comentários com o Galvão Bueno narrando jogos de futebol, ou seja, torcendo para o time preferido dele, devia ser imparcial, sem lado.
 
Silas de Souza Lima em 25/05/2012 04:43:46
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