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09/11/2011 07:15

A glória dos humildes na poesia melodiosa de Germano Barros

Grandezas da Literatura

Quando algum poeta compositor dá a entender a toda gente que a alma canta, certamente está falando da rotina apaixonada de uma interioridade que transborda em sentimentos por toda parte e com toda arte.

Germano Barros cantou poesia. Soldado, médico e poeta; defendeu, sarou e acariciou a nossa vida. Simplicidade do coração, a invencível arma. Em todo fazer, a alma.

Germano Barros de Souza nasceu a 12 de janeiro de 1918 em Corrente – Piauí e Faleceu a 14 de junho de 1986, em Campo Grande. Membro fundador da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras foi o primeiro titular da cadeira oito, patrono Itúrbides Bolívar de Almeida Serra. Coronel-médico, diretor do Hospital Geral de Campo Grande (Exército, 1969-1975). Seu nome é dado a um dos auditórios do Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, a um centro de saúde e a uma Rua na Capital de Mato Grosso do Sul. Condecorado com o grau de Cavaleiro na Ordem do Mérito Militar (1974). Recebeu o título de Cidadão Campo-Grandense em 1975.

Poeta escritor participou de grande número de iniciativas literárias, como antologias e concursos relacionados à arte poética, sempre com destaque. Residiu em Campo Grande desde 1950. Sua obra é esparsa em revistas e jornais. Na palavra de José Couto Pontes (Suplemento Literário do Correio do Estado, 1973): “(...) Germano Barros de Souza, tabajara do sítio Barra do Brejo, município de Gilbuéis, PI, hoje matogrossensizado até a medula”; um lirismo simples, tímido e sem afetações de rebuscamentos inúteis.

Médico humanitário, também se fez seresteiro romântico para alimentar e extravasar sentimentos. Narra o escritor Otávio Gonçalves Gomes (no livro A Poesia de Mato Grosso do Sul, 1983), que o poeta Germano conviveu em Recife, quando estudante (pobre), junto aos poetas da sua geração, entre eles Ariano Suassuna.

Um simples rico de síntese. Em “Ave-Maria”, lançado na “Antologia de Sonetos Piauienses”, edição do Senado Federal, 1973, o autor nostálgico recorda “minha mãe rezando” e escuta, no entardecer, “o sino a badalar plangente na capelinha do meu coração”. Este o supra-sumo de genuíno amor dos sinceros. Talvez aí, nessa fragrância de humildade pura que permeia os textos, o motivo do festejar de grandes autores humanistas diante da obra generosamente terna, madura e de consistente raiz, do expoente Germano.

Ele cantou “As tardes de Campo Grande”. Amor em versos cantantes: “Vejo folhas tremulando /Ao sopro leve do vento, /E as nuvens rubras dançando /No palco do firmamento”.

Homem de família, como o é todo aquele que sabe a que vem e a que se destina a humanidade em sua marcha ao infinito das virtudes. Então amou e buscou a mãe e o pai, a avó e o avô, a esposa, os filhos, os irmãos, os parentes, a humanidade irmã. E por eles viveu e por isso viverá para sempre, nos corações.

Germano! Em “Conselhos paternos” você diz ao seu filho: “Se a sorte é boa, serás cortejado /e se é má, ficarás quase sozinho...”. — Um ditado diz: “Ri, e o mundo rirá contigo; chora, e chorarás sozinho”. De nossa parte lhe somos solidários ao chorar o seu choro pelas razões da ternura familiar, e rimos o seu riso junto com as crianças, cuja pureza a sua poesia nos traz e relembra.

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