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22/12/2011 07:15

A literatura mais rica com o teatro de Paulo Corrêa de Oliveira

Grandezas da Literatura

A arte de representar é um dos instrumentos apropriados à redenção social. Cumprir papéis é a nossa obrigação de cada dia, em nome das funções humanas de solidariedade.

A busca do teatro é a mesma da literatura: expressar. Desde sempre, para nos fazermos entender tivemos que teatralizar. E escrever. Tudo é literatura, tudo é teatro. Tudo é compreensão; e viver é compreender. Expressar-se é essencial à vida. Então, escrever o expressado é vital para que novas expressões surjam e, portanto, novas compreensões: vida, enfim, sempre de novo.

Teatro e literatura são artes irmãs no campo material, são artes que se unificam no mundo imaterial. O dramaturgo escritor Paulo Corrêa de Oliveira é artífice incomum do teatro e da literatura.

Sua base é a região a que pertence Aquidauana-MS, cidade onde nasceu. Publicou na década de 1990 uma coletânea de textos teatrais de escritores do Estado, incluindo três construções de sua autoria, retratando desse modo a expressão teatral regional.

Paulo Corrêa de Oliveira ocupa a cadeira nº 15 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, anteriormente ocupada por Luís Sá Carvalho (em memória), patrono Pandiá Calógeras.

Diretor de Teatro. Também Arquiteto e professor universitário. Detém texto e direção das peças teatrais: A Retirada da Laguna Revivida; Os Sete Últimos Dias da História; Quem Ouvir – Favor Avisar, de Um Povo Heróico – o Brado Kadiuéu; Era uma vez... Xerez; Um Certo Capitão Silvino Jacques; Divina MS Comédia; Tempo de Taunay; Um Trem Para o Pantanal; Fronteiridade; Cara e Coragem; Dom Quixote - A peça; Terras Terena; O afeto que se encerra; Gran-Circo Centenário; Morte Kaiowá; Canivete 34-36; Mate e Vida Tereré; Cine Glória; e Alegria.

Desde a década de 80 as peças teatrais de Paulo Corrêa foram representadas por alunos do Centro de Educação Rural de Aquidauana, e também em Campo Grande e outras cidades de Mato Grosso do Sul, recebendo reconhecimento e aplausos de milhares de espectadores.

O nosso eminente professor escritor historiador Hildebrando Campestrini, cadeira 31 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, registrou o seguinte, nos anais da Casa, sobre o teatrólogo Paulo Cor- rêa de Oliveira: “A linguagem de suas obras é agradável, leve, trazendo um espetáculo elevado, envolvente; linguagem densa, harmoniosa na relação fala/personagem/ambiente”.

O vocábulo “Teatro” origina-se do grego “ver, enxergar”. Esse ver e enxergar do teatro significa muito mais que a interpretação comum. Aqui, o ver e enxergar constitui experiência total de atenção e percepção: viver, em síntese.

Graças à percepção, podemos saber que tudo evolui; e a escrita e a teatralização acompanham a evolução do mundo. Ainda com Campestrini: As obras de Paulo Corrêa “nascem da história e das tradições da terra sul-mato-grossense, através da recriação e universalização das personagens, dos conflitos e dos ideais”.

Vemos, assim, que o dramaturgo trabalha com o fenômeno da atenção nos ditos real e imaginário, para identificar e ajudar a construir uma verdade, a realidade da nossa existência.

Paulo Corrêa de Oliveira! Seu mundo de ilimitados sentimentos e ingentes reflexões é amigo do nosso esforço em nos situar e compreender a respeito de onde estamos e para onde vamos.

Isso é garantia de vida.

Muito obrigado.

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Conheci o Professor Paulo Correa em meados dos anos 80, quando "brinquei de fazer teatro. Realmente uma brasileiro mui digno e excelente profissional. Coloca muito amor, seriedade e comprometimento em tudo que faz. Como se diz nos meios militares: "digno ser ser elogiado por seus superiores e seguido por seus pares e subordinados". Deus o abençoe professor.
 
Fernando Silva em 22/12/2011 12:23:09
Sinto-me orgulhosa pois fui aluna do professor Paulo Correa, além de ser um excelente profissional é uma pessoa maravilhosa!

 
Maria Martins em 22/12/2011 07:58:42
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