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Campo Grande, Terça-feira, 16 de Outubro de 2018


07/07/2018 16:07

CBF oferece “padronização de seleções” para convencer Tite a ficar no cargo

Futuro presidente da entidade propôs trabalho de uniformização da filosofia desde as categorias de base para contar com treinador no Qatar, em 2022

Humberto Marques
Permanência de Tite é prioridade para o novo comando da CBF. (Foto: Arquivo)Permanência de Tite é prioridade para o novo comando da CBF. (Foto: Arquivo)

Com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo na sexta-feira (6), depois da derrota para a Bélgica nas quartas-de-final do torneio, as atenções da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) se voltaram para a possibilidade de renovação do contrato com o técnico Tite, que terminava no fim do torneio. Para seduzir o treinador, a ideia é dar a ele as rédeas de um plano amplo para revolucionar a gestão do futebol nacional, iniciado nas categorias de base, para identificar potenciais nomes para a seleção principal.

Conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a proposta integra conversa entre o técnico e Rogério Caboclo, futuro presidente da CBF que assumirá em 2019 e projeta um plano de médio e longo prazos para restabelecer a competitividade da seleção. Entre os objetivos, está o fim da dependência em relação a um só jogador.

O projeto também inclui coerência no trabalho de diferentes times de base, a partir dos 12 anos, garantindo um estilo de jogo ao Brasil. Não se trata de uma novidade no futebol, já que o Barcelona realiza isso, permitindo aos jogadores conhecer a filosofia de jogo seguida até o time principal desde cedo.

Incerto – Apesar de ouvir o projeto, Tite preferiu não dar uma resposta sobre a permanência ou não na seleção. Abatido com a eliminação, ele já foi convidado a ficar no cargo e preparar o time para 2022, no Qatar. Mesmo sob elogios pelo trabalho, o treinador prefere aguardar para dar uma resposta –também não há garantias em relação à continuidade de sua comissão técnica.As conversas contam com a participação de Gilmar Veloz, empresário do treinador.

Tite assumiu a seleção no segundo semestre de 2016, ainda na gestão de Marco Polo del Nero, banido do futebol pela Fifa (federação Internacional de Futebol). Sob sua batuta, a seleção deixou o sexto lugar nas eliminatórias para ser a primeira colocada.

Embora não dê a resposta oficial, durante entrevista após a eliminação em Kazan (Rússia), ele teria dado indícios de que deseja ficar –ao afirmar que o desenvolvimento de um trabalho por tempo maior pode ter melhores resultados, algo que já havia dito em outras ocasiões.



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