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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018


26/06/2018 08:39

Está difícil fazer sexo com russas, reclamam jovens brasileiros em Moscou

Deputada opositora de Putin recomendou para que as russas evitem relações com estrangeiros, especialmente não brancos

De Moscou, Paulo Nonato de Souza
Luís Otávio, de 22 anos, entre os quatro amigos, todos de Brasília e invíctos na Copa do Mundo na Rússia (Foto: Paulo Nonato de Souza)Luís Otávio, de 22 anos, entre os quatro amigos, todos de Brasília e "invíctos" na Copa do Mundo na Rússia (Foto: Paulo Nonato de Souza)

Antes de a Copa do Mundo na Rússia começar, em 14 de junho, uma deputada do KFPR, partido comunista russo, Tamara Pletnyova, recomendou que as mulheres russas evitassem sexo com estrangeiros, especialmente não brancos, para não precisar encarar o constrangimento de ter crianças alvos de preconceitos 9 meses depois.

Passadas quase duas semanas do jogo de abertura da Copa, a recomendação da parlamentar russa parece ter surgido efeito, segundo alguns brasileiros ouvidos pelo Campo Grande News nas ruas de Moscou.

“Então é isso! Mas que... (palavrão) é essa deputada hein. Por isso é que já estou aqui faz uma semana e só consegui dar dois beijinhos em uma menina, e mesmo assim tive que suar. Foi com muito custo (risos)”, disse Luís Otávio, de 22 anos, aparentemente de classe media alta, que veio a Rússia acompanhar os jogos da Seleção Brasileira com um grupo de quatro amigos, todos de Brasília.

O goiano Carlos Henrique de Freitas, 24 anos, está em sua segunda Copa do Mundo, mas conta que a primeira foi no Brasil, e pela primeira vez vive a experiência de acompanhar a competição no exterior.

“Caaara, não faz sentido você vir a uma Copa do Mundo e não pegar ninguém. Estou acompanhando o Brasil desde Rostov, passei por São Petersburgo, agora estou em Moscou, vou a todos os locais de concentração de torcidas, onde diziam ser moleza, mas até o momento estou na base da invencibilidade. Estou não, estamos (risos)”, apontando para os outros três amigos goianos.

Fernando de Paula Salomão, de 29 anos, veio de São Paulo, e desembarcou na Rússia dois dias antes do jogo da estreia do Brasil, contra a Suíça, realizado dia 17 deste mês, em Rostov on Don, e agora está em Moscou a espera do confronto diante da Sérvia. “Apenas dei alguns beijinhos, mas nada de finalizar. Tá difícil. Elas olham para a gente, sorriem, pedem para tirar fotos, mas não passa disso”, revelou Fernando.

Ele avalia que isso não é resultado da recomendação da parlamentar, e tem a ver com a postura das mulheres russas. “Não creio que elas estejam atendendo pedido de ninguém. Eu penso que é porque elas sabem que são bonitas, então apenas olham e não dão muito mole”, comentou.

A deputada Tamara Pletnyova aplaude a postura das mulheres russas que estão evitando sexo com estrangeiros na Copa do MundoA deputada Tamara Pletnyova aplaude a postura das mulheres russas que estão evitando sexo com estrangeiros na Copa do Mundo

No Parlamento Russo, o Congresso Nacional deles, Tamara Pletnyova é líder da Comissão das Famílias, Mulheres e Crianças, além de uma ferrenha opositora ao governo de Vladimir Putin. A proposta dela é evitar que se repita nesta Copa do Mundo o fenômeno batizado pelos russos de “Crianças das Olimpíadas”, quando Moscou sediou os Jogos Olímpicos de 1980.

Tamara Pletnyova prega o casamento de russas com russos, mas nega ser nacionalista. Sua preocupação ao fazer a recomendação, segundo ela, tem a ver com a discriminação sofrida pelas crianças nascidas do envolvimento entre mulheres russas com latinos, africanos e asiáticos após os Jogos Olímpicos, há 38 anos.

“A deputada não está sendo preconceituosa. Ela está propondo para que as meninas russas se casem por amor, que tenham relações com vínculos familiares, porque assim elas vão ter uma família estável, e não apenas fazer sexo pelo sexo. Foi o que eu entendi sobre a proposta dela”, disse Valerinia Matveev, de 19 anos.

Lea Leonova, de 21 anos, deu razão para a deputada ao falar sobre o assunto (Foto: Paulo Nonato de Souza)Lea Leonova, de 21 anos, deu razão para a deputada ao falar sobre o assunto (Foto: Paulo Nonato de Souza)

Ouvida pelo Campo Grande News na Praça Vermelha, reduto de turistas de várias partes do mundo, a russa Lea Leonova, de 21 anos, deu razão para a deputada ao falar sobre o assunto, mas prefere acreditar que as mulheres russas sejam inteligentes e não precisam fazer o que é certo apenas pela recomendação da parlamentar.

“A verdade é que não podemos pensar em ter filhos sem pai, fruto de relações casuais, mas com certeza algumas meninas com expectativa de ter famílias com estrangeiros vão ter relações com eles, e não apenas pelo sexo”, afirmou ela.

POR DENTRO DA COPA – Com o enviado especial Paulo Nonato de Souza, o Campo Grande News estará nos passos da Seleção Brasileira e de todos os acontecimentos que vão envolver o Mundial da Rússia. Veja esta e outras notícias no Canal Copa 2018.



a dePUTADA tamara pletnyova esculhambando os latino americanos....................nao existe racismo e sim esculhambação cultural
 
Marcos Vinicius em 28/06/2018 18:52:47
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