09/10/2019 15:50

MS tem média de 118 notificações de dengue por dia, aponta boletim

Em Campo Grande são 16.284 notificações da doença, quase metade do total. Em Três Lagoas foram mais 3.509 casos

Gabriel Neris
Água parada em pote de sorvete é criadouro ideal para o mosquito Aedes aegypti (Foto: Arquivo)Água parada em pote de sorvete é criadouro ideal para o mosquito Aedes aegypti (Foto: Arquivo)

O número de vítimas por dengue em Mato Grosso do Sul se manteve estável, mas as notificações apresentaram alta de 1,39%, totalizando 33.205 casos ao longo do ano, média de 118 a cada dia, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) divulgado nesta quarta-feira (9).

Em Campo Grande são 16.284 notificações da doença, quase metade do total. Em Três Lagoas foram mais 3.509 casos.

Agora, com o retorno do período chuvoso, aumenta a preocupação das autoridades com o número de casos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

A doença fez 27 vítimas ao longo de 2019. Campo Grande e Dourados registraram cada oito casos. A última morte foi de uma idosa, de 78 anos, moradora do município do interior. Em Três Lagoas são três mortes e Coxim mais duas. Maracaju, Ponta Porã, Corumbá, Costa Rica, Amambai e Miranda têm uma morte cada.

Dos 79 municípios, 75 apresentam alta incidência, ou seja, acima de 300 casos por 100 mil habitantes. Somente Aquidauana, Anastácio, Inocência, Juti e Paranhos estão na lista de municípios com média incidência da doença, registrando de 100 a 300 casos por 100 mil habitantes.

A principal forma para combater a proliferação das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chinkungya, é evitando a proliferação do mosquito, efetuando a limpeza das calhas, caixas d’água e piscinas.

Os potes de água dos animais de estimação, pratos que ficam em baixo de vasos de plantas, banheiros que não são frequentemente utilizados e até brinquedos espalhados pelo quintal também precisam de atenção, já que os ovos do mosquito permanecem no recipiente por até seis meses mesmo sem água, esperando o momento exato para eclodirem.

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