19/03/2019 11:54

Após aluno entrar armado em 2018, Colégio faz treinamento antiterrorismo

A preocupação se dá após os “últimos ocorridos no Colégio” e o massacre de Suzano.

Mirian Machado
Funcionários durante treinamento de evacuação no último domingo (Foto: Divulgação)Funcionários durante treinamento de evacuação no último domingo (Foto: Divulgação)

Funcionários e alunos do CAJE (Colégio Adventista Jardim dos Estados) em Campo Grande passam por treinamento de evacuação antiterrotismo no último domingo. A preocupação se dá após os “últimos ocorridos no Colégio”, informa a direção. Em outubro do ano passado, um aluno de 9 anos entrou com arma em sala e atirou na própria coxa.  A medida também ocorre após o atentado em Suzano (SP) semana passada, com 10 mortes.

O primeiro treinamento envolveu cerca de 90 funcionários. Ao todo, serão quatro etapas: duas com a equipe e duas com alunos. A próxima etapa está prevista para ocorrer ainda nesta semana.

Conforme informou o CAJE, a iniciativa do colégio com ajuda do coronel do Corpo de Bombeiro da reserva Sidnei Ribeiro da Cruz e visa treinar alunos e funcionários para situações de pânico, incêndio e de terrorismo.

De acordo com o bombeiro responsável pelo programa, que é perito em explosões e incêndios, funcionários recebem as orientações primeiro, pois nas situações em que se faz necessário por em prática o treinamento, são eles que devem orientar e conduzir os alunos.

No vídeo feito durante a simulação, com poucos segundos, é possível ver alguns funcionários, entre eles professores, porteiro, funcionários do setor de limpeza, andando todos juntos no corredor do colégio em direção à saída.

Como explicou o coronel, para o treinamento é feito um plano de evacuação. Para todo tipo há uma rota de fuga combinada. “Neste caso do vídeo eles saíram em fila indiana segurando um ao outro sem se desprender. É importante lembrar que eles devem sair rápido, mas sem correr”, explica indicando que todos devem se encontrar no ponto de encontro do lado externo.

Já em casos de terrorismo, o treinamento deve ocorrer ainda esta semana, com procedimentos mais complexos. Mas Sidney antecipa as orientações. Se alguém escutar algo como tiros, por exemplo, e estiver no corredor, deve retornar à sala de aula e trancá-la. Dentro da sala é necessário se afastar da porta e colocar os móveis mais pesados para bloquear o acesso. “Em Suzano, o garoto matou as pessoas no corredor da escola. Então, estão mais seguros dentro da sala, com a dificuldade em abrir até lá já deu tempo das forças policiais chegarem”, explica..

“Como não sabemos o dia e hora que isso pode acontecer, se houver vítimas será justamente por esse fator surpresa, mas não serão dez como ocorreu lá”, afirma.

Para o treinamento de atentado o grau de dificuldade será maior, à noite e com sinais sonoros como bombinhas para simular tiros.

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