23/11/2018 17:28

Hospital pede e Marun vai tentar liberar R$ 5 milhões emergenciais

Recursos serão usados para quitar folha e 13º salário do HC Alfredo Abrão; liberação será definida no início de dezembro

Marta Ferreira e Humberto Marques
O ministro Carlos Marun, de terno, ao lado do presidente do Hospital de Câncer, Aldoir Teló. (Foto: Paulo Francis)O ministro Carlos Marun, de terno, ao lado do presidente do Hospital de Câncer, Aldoir Teló. (Foto: Paulo Francis)

Em reunião com a direção do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, o ministro Carlos Marun, que chefia a Casa Civil do governo Michel Temer, comprometeu-se na tarde desta sexta-feira (22) a fazer gestões em Brasília para conseguir a liberação de um valor estimado em R$ 5 milhões, que ajudará o HC a fechar as contas em dia.

Uma das despesas que a instituição pretende quitar com o valor solicitado é o décimo-terceiro dos funcionários. São 410 profissionais, 50 deles médicos. A folha mensal do hospital é de cerca de R$ 1,2 milhão, chegando a R$ 2,5 milhões em dezembro em virtude do abono. A intenção é tentar engatilhar, ainda, os vencimentos de janeiro nos repasses, com alguma sobra.

O diretor-presidente do hospital, Aldoir Teló, informou que o hospital está com as contas relativamente tranquilas, mas tem um pequeno deficit. O socorro do Governo Federal ajudaria a combater a situação.

Segundo ele, o hospital hoje tem custeio estimado em R$ 2,8 milhões e arrecada “um pouco menos” que isso.

No mês passado, chegou a haver problemas com o pagamento dos médicos, o que, segundo Teló, foi uma situação “pontual”.

Pedido – A reunião, realizada na administração do HC, contou com a presença do senador Pedro Chaves (PRB) e do secretário de Estado de Saúde, Carlos Coimbra, além de diretores do hospital e da Fundação Cármen Prudente, que administra a instituição.

Nela, Aldoir fez pedidos que ajudassem em projetos de longo prazo da unidade de saúde, como sua transformação em um Centro de Pesquisas e planejamentos para a conclusão de obras. Marun, porém, advertiu que o Governo Temer está no final, não havendo assim espaço para projetos complexos.

“Não é segredo que hoje vivemos uma dificuldade orçamentária, decorrente do fim do governo. O que podemos, porém, é trabalhar para coisas emergenciais nesses 40 dias de gestão”, destacou durante a reunião, citando a folha de funcionários e o décimo-terceiro.

Uma definição sobre a destinação dos recursos, incluindo o meio de o repasse ser efetivado –se de forma direta ou por meio de repasse indireto pelo governo estadual–, será tomada depois de 6 de dezembro, quando o Governo Temer fará uma reunião avaliando uma série de empenhos que, em virtude da complexidade das obras, devem ser cancelados. Os recursos devem ser usados em custeio de ações do governo, incluindo aí repasses para a Saúde, setor considerado “prioritário” por Marun.

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