12/12/2014 10:19

Mobilização conscientiza sobre combate ao trabalho infantil no Natal

Kleber Clajus
Pedestres receberam cataventos em campanha de conscientização nesta manhã na Praça Ary Coelho (Foto: Marcelo Calazans)Pedestres receberam cataventos em campanha de conscientização nesta manhã na Praça Ary Coelho (Foto: Marcelo Calazans)
Mônica explicou que Campo Grande tem alta incidência de trabalho infantil em feiras nos bairros (Foto: Marcelo Calazans)Mônica explicou que Campo Grande tem alta incidência de trabalho infantil em feiras nos bairros (Foto: Marcelo Calazans)

Ação de combate ao trabalho infantil mobilizou, nesta sexta-feira (12), cerca de 50 servidores da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) na Praça Ary Coelho, em Campo Grande. O objetivo foi conscientizar a necessidade de denúncia de casos de exploração de crianças e adolescentes, em especial no período do Natal, com a entrega de cataventos coloridos.

Mônica Sueli Nonato, diretora da proteção social especial do órgão, disse ser comum neste período do ano que pais sujeitem os filhos a vender doces e salgados, além de pedir dinheiro nas ruas. Por isso, a necessidade de se denunciar tais ocorrências pelo Disque 100. “A maior incidência é nas feiras e vamos monitorar, junto com conselho tutelar e delegacia regional do trabalho, essa questão”.

Em Campo Grande, a SAS acompanha 70 crianças e suas famílias pelo PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), além de ações preventivas ocorrerem em três unidades do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e 19 do Cras (Centro de Referência de Assistência Social).

Pela Constituição Federal, o ingresso no mercado de trabalho pode ter início aos 14 anos como jovem aprendiz. Já na faixa etária até os 18 anos pode-se ter a carteira de trabalho assinada, mas ficam proibidos turnos noturnos, perigosos ou insalubres.

Eliana Lúcia dos Reis, psicologa e técnica responsável pelo PETI na Capital, ainda se faz necessário mudar a conotação que todo tipo de trabalho enobrece, independente da idade, quando o desenvolvimento infanto-juvenil deve priorizar a educação e o ser criança.

A comerciante Roseli Oliveira Esquivel, 49 anos, concorda com isso por experiência própria. Ela ingressou no mundo do trabalho aos 18 anos por influência dos pais que priorizaram sua educação, sem esquecer de passar os valores presentes na prática produtiva. “Se o pai tem condição, precisa incentivar o estudo até o fim. Não sou contra o trabalho dos adolescentes, desde que ocorra dentro da legislação e impeça que fiquem na rua sujeitos a más influências”.

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