16/08/2012 10:05

Pesquisa aponta falta de vagas e preço caro para estacionar

Aline dos Santos

Para maioria dos entrevistados, que corresponde a 37,7%, não há vagas suficientes

Usuário reclama do custo para estacionar nas vagas do parquímetro. (Foto: Minamar Júnior)Usuário reclama do custo para estacionar nas vagas do parquímetro. (Foto: Minamar Júnior)

Falta de vagas e preço caro. Conforme pesquisa da Fecomércio este é o cenário encontrado na hora de estacionar veículos no Centro de Campo Grande. O levantamento ouviu 400 pessoas, entre os dias 2 e 7 de julho, no quadrilátero composto pelas ruas Calógeras, 26 de agosto, José Antônio e avenida Mato Grosso.

Para maioria dos entrevistados, que corresponde a 37,7%, não há vagas suficientes. Em relação aos 2,3 mil parquímetros, 48,6% avaliam que eles não ajudam a aliviar o congestionamento e 52,3% consideram o serviço caro. A hora custa R$ 1,50. Da mesma forma, quase 90% consideram caro o preço da hora dos estacionamentos privados.

O levantamento do Instituto de Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul localizou 62 estacionamentos particulares na região central da Capital, com oferta de 2,8 mil vagas. A média de vagas está próxima de 30 e o maior número registrado foi de 150 vagas. O preço médio cobrado da hora é de R$ 3, com o mínimo de R$ 1 e o máximo de R$ 5. O valor do adicional da hora estacionada é de R$2,50 em média.

A pesquisa mostra que a determinação da escolha de estacionamento privado recai em 30% pela sua proximidade aonde o usuário irá, 23% para a rapidez em estacionar, 17% na segurança para o veículo e 15% na comodidade em localizar vaga.

A oferta de vagas na área central diminuiu com a retirada das vagas no canteiro central da avenida Afonso Pena. O presidente do Sistema Fecomércio MS, Edison Ferreira de Araújo, destaca que há necessidade de aumentar a fiscalização sobre os parquímetros e torná-los de fato rotativos, com no máximo duas horas de estacionamento por veículo.

Revitalização retirou vagas em canteiro da Afonso Pena. (Foto: Arquivo)Revitalização retirou vagas em canteiro da Afonso Pena. (Foto: Arquivo)

Estacionamentos em lojas – Quase 56% das lojas possuem estacionamentos próprios para os seus clientes. Dessas, 50% possuem calçadas rebaixadas para em média 6 veículos, mais de 34% oferecem estacionamento em locais próximos ou adjacentes às lojas.

Ofertando um total de 1.595 vagas para os seus clientes ou usuários dos seus serviços. Outras 15% adotam convênio com o estacionamento privado, gratuito ou pago com desconto.

Como eu vou – Segundo a pesquisa, a maioria das pessoas que vai ao Centro desloca-se de transporte coletivo (49%) ou de veículo próprio (36%). Mais de 8% vão ao centro de carona, 4,5% a pé e 1% de bicicleta.

Independentemente do meio de transporte, 77% avaliam o trânsito como ruim, 66% afirmam que a sinalização e os semáforos são ruins, 46% reclamam da falta de segurança e 51% afirmam que, de uma forma geral, o comércio e os serviços oferecidos no centro são bons.

Dos 400 entrevistados, 54,3% foram do sexo feminino e 45,7% do sexo masculino. A faixa etária predominante foi de 26 a 30 anos. A maioria dos entrevistados tem renda familiar até R$ 1,3 mil (57,4%), com ensino médio completo (47,8%).

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