20/05/2019 11:25

Polícia investiga se armas apreendidas foram usadas em execuções

Força-tarefa investiga quatro execuções ocorridas em Campo Grande nos últimos meses

Kerolyn Araújo e Clayton Neves
Delegado Fábio Peró, titular do Garras. (Foto: Clayton Neves)Delegado Fábio Peró, titular do Garras. (Foto: Clayton Neves)

As armas apreendidas na manhã de ontem (19) em uma residência no bairro Monte Líbano, em Campo Grande, passarão por perícia para apontar se foram utilizadas em algumas das execuções investigadas por uma força-tarefa formada pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado).

Titular do Garras, o delegado Fábio Peró explicou que algumas das armas apreendidas são dos mesmos calibres utilizados nas execuções que estão sendo investigadas pela força-tarefa. Por isso, elas serão periciadas.

''O que existe até agora é a coincidência dos calibres, mas só a perícia vai apontar se foram as mesmas armas ou não", disse.

Segundo o capitão Rocha, subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a suspeita é que o armamento apreendido ontem seja destinado aos crimes de roubos e homicídios.

Investigações - A força-tarefa foi criada no dia 5 de novembro do ano passado para investigar os assassinatos de Ilson Martins Figueiredo, Marcel Costa Hernandes Colombo e Orlando Silva Fernandes. Neste ano também entrou na lista o crime que vitimou Matheus Coutinho Xavier, executado a tiros de fuzil no dia 9 de abril.

Apreensão - Uma operação do Garras com apoio do Batalhão de Choque prendeu ontem (19) um guarda municipal de 42 anos e apreendeu fuzis, pistolas, carregadores e munições em uma casa no bairro Monte Líbano. Ao ser preso, o guarda se recusou a prestar esclarecimentos à polícia.

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