14/06/2016 21:40

Em reunião com ministro, senadores de MS pedem intervenção em área de conflito

A medida seria para evitar que novos conflitos aconteçam na região que está sob tensão

Michel Faustino
No Ministério da Justiça, Pedro Chaves, Simone Tebet e Waldemir Moka discutem conflitos em Caarapó. (Foto: Divulgação).No Ministério da Justiça, Pedro Chaves, Simone Tebet e Waldemir Moka discutem conflitos em Caarapó. (Foto: Divulgação).

Os três representantes de Mato Grosso do Sul no Senado Federal, se reuniram, na tarde desta terça-feira (14), com o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, para cobrar providências afim de estabilizar a situação na região da fazenda Yvu, próximo a aldeia Te’yikuê, em Caarapó, município a 283 quilômetros de Campo Grande. Uma pessoa morreu e pelo menos outras seis ficaram feridas durante o conflito envolvendo índios e fazendeiros ocorrido na manhã de hoje. A situação no local é tensa e existe risco eminente de novos conflitos.

O senador Pedro Chaves (PSC) reiterou ao ministro a necessidade de intervenção da União, para evitar que novos conflitos aconteçam. O parlamentar lembrou ainda, que é preciso chegar a um consenso quanto as demarcações de terras no Estado.

"Há um questionamento muito grande sobre as demarcações de terras – algumas feitas via portaria, outras por decreto -, que levam as comunidades indígenas a invadirem terras dos ruralistas, certificadas e comprovadas há mais de 100 anos. Nós fomos pedir a intervenção do ministro da Justiça no sentido de pacificar essa situação e, se necessário, enviar a Força Nacional", reiterou.

Para o Senador, a solução ideal seria desapropriar as terras dos ruralistas que estão sendo contestadas inclusive pelo Incra, remunerando os fazendeiros devolvendo-as às comunidades indígenas. "O importante é remunerar a terra nua e suas benfeitorias”, defendeu o senador.

O número de policiais militares, civis, federais e rodoviários federais cresce em Caarapó. Eles se mobilizaram no Batalhão da PM do município e aparentemente traçam um método de ação para conter o clima de conflito na região.

A fazenda Yvu, motivo do conflito, foi invadida por guaranis kaiowá no domingo. Os indígenas alegam ser donos da terra, que teria passado por processo de demarcação em 2015.

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