30/08/2019 19:17

Acaba sessão que teve até prisões e vereador escapa de cassação

Maioria votou pelo arquivamento das denúncias contra vereador acusado de favorecer empresa contratada pela prefeitura

Helio de Freitas, de Dourados
Junior Rodrigues sorri durante sessão em que escapou da cassação por quebra de decoro (Foto: Thiago Morais/Divulgação)Junior Rodrigues sorri durante sessão em que escapou da cassação por quebra de decoro (Foto: Thiago Morais/Divulgação)

A Câmara de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, decidiu há pouco arquivar o pedido de cassação do vereador Junior Rodrigues (PL). Após a prisão dos vereadores Pedro Pepa (DEM) e Pastor Cirilo (MDB), 17 vereadores permaneceram na sessão de julgamento, iniciada às 15h.

Junior Rodrigues foi citado em relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) como suspeito de ligação com uma lavanderia contratada pela prefeitura. O vereador é da base aliada da prefeita Délia Razuk (sem partido) e até o ano passado era o líder dela na Câmara.

O dono e funcionários da empresa trabalharam no gabinete de Junior Rodrigues. A defesa alega que o vereador é amigo há 27 anos do empresário, mas nega favorecimento à lavandeira.

O presidente da Câmara Alan Guedes (DEM) colocou em votação individual cada uma das cinco acusações contra Junior Rodrigues, feitas em maio pela advogada e ex-vereadora Virginia Magrini.

As denúncias de quebra de decoro por tráfico de influência, advocacia administrativa e exploração de prestígio receberam dez votos contrários e cinco votos favoráveis. As duas denúncias por atos de corrupção foram rejeitadas por unanimidade dos 15 vereadores presentes.

Junior Rodrigues ficou impedido de votar por ser o acusado e o vereador Juarez de Oliveira (MDB) se ausentou do plenário na hora da votação. Para a cassação seriam necessários dois terços dos 19 vereadores de Dourados – 13 votos.

Vereador de primeiro mandato, Junior Rodrigues é o quinto a enfrentar processo de cassação neste ano em Dourados e o quinto a ser absolvido. Os outros foram Pedro Pepa, Cirilo Ramão, Idenor Machado (PSBD) e Denize Portolann (PL).

Denise chegou a ser cassada por unanimidade em maio, mas a Justiça anulou a sessão e em novo julgamento, em junho, foi absolvida. Ela é primeira suplente. No dia 19 deste mês, o titular do mandato, Braz Melo (PSC), voltou a ocupar a vaga. Idenor continua afastado.

Plenário da Câmara de Dourados durante a sessão desta sexta-feira (Foto: Thiago Morais/Divulgação)Plenário da Câmara de Dourados durante a sessão desta sexta-feira (Foto: Thiago Morais/Divulgação)
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