06/01/2019 09:19

Caseiro morre afogado ao nadar na Cachoeira do Peixe

Minutos antes, o homem pediu para a família ter cuidado ao entrar no rio. O corpo foi resgatado neste sábado

Geisy Garnes
João Vieira descendo a cachoeira de rapel (Foto: Rapel CG MS)João Vieira descendo a cachoeira de rapel (Foto: Rapel CG MS)

Caseiro de 60 anos, identificado como João Vieira, morreu após se afogar na cachoeira do Rio do Peixe, no município de Rio Negro - a 144 quilômetros de Campo Grande. O caso aconteceu na tarde de sexta-feira, dia 4, mas o corpo só foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros na manhã de ontem.

Para a polícia, familiares de João contaram que ele estava visivelmente embriagado quando entrou no rio e que chegou a orientar os parentes a não entrarem em determinado ponto da cachoeira, porque estava muito fundo. Logo em seguida começou a se afogar.

Inicialmente a família acreditou que João estava brincando. Ao perceber que o homem realmente se afogava, o grupo tentou resgatá-lo, jogou cipós e varas de bambu para que ele segurasse, mas João foi levado pela correnteza até afundar. A Polícia Militar foi chamada e isolou o local.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Campo Grande também foram acionadas, mas por conta do horário só conseguiram ir até o rio na manhã de sábado (5). Após horas de buscas, os militares resgataram o corpo de João.

João era caseiro da propriedade em que a Cachoeira do Peixe é localizada e nas redes sociais foi lembrado com carinho pelos grupos especializados em trilhas, que praticam rapel na região.

“Hoje recebemos a triste notícia que Sr João infelizmente faleceu... este homem de um coração do tamanho do mundo foi um grande amigo e parceiro da Trilha Extrema na Cachoeira do Rio Peixe, como caseiro lá sempre nos deu suporte às nossas atividades no local”, publicou a página do Trilha Extrema.

Com uma foto de João descendo de rapel a cachoeira, a empresa A Rapel CG MS também fez uma homenagem ao caseiro. “Nossos sinceros sentimentos a toda a família! Descanse em paz Sr João... vamos sentir muito sua falta”. O caso é investigado como morte a esclarecer.

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