08/04/2019 13:04

Corpo de garota morta pelo namorado é sepultado 8 dias após crime

Enterro aconteceu no município onde o pai adotivo da vítima mora atualmente; Jheniffer foi asfixiada até a morte

Liniker Ribeiro
Jheniffer Cáceres de Oliveira, vítima (Foto: reprodução/Facebook)Jheniffer Cáceres de Oliveira, vítima (Foto: reprodução/Facebook)

Foi enterrado na manhã de domingo (7) o corpo da adolescente Jheniffer Cáceres de Oliveira, de 17 anos, asfixiada até a morte pelo namorado, na madrugada do dia 30 de janeiro. O crime aconteceu em Sidrolândia – a 71 quilômetros da Capital – porém o sepultamento foi realizado em Dois Irmãos do Buriti, onde o pai adotivo da vítima mora atualmente.

Rosalino de Oliveira Ramos, de 39 anos, relata que adotou a menina logo no primeiro ano de vida e aguardava a liberação do corpo pelo Imol (Instituto Medicina e Odontologia Legal), o que aconteceu no fim de semana após a realização de exames. O enterro aconteceu seis dias depois de a adolescente ser encontrada morta.

O pai adotivo afirmou ainda que criou Jheniffer após se separar da mãe biológica da adolescente que, segundo ele, seria usuária de drogas e nunca mais foi encontrada. A adolescente morava há um ano e quatro meses com o namorado, Paulo Eduardo dos Santos, de 18 anos, que confessou ter assassinado a companheira. Para a polícia, o jovem disse que não havia conhecido nenhum parente da garota.

Caso - O crime aconteceu na quitinete onde o casal vivia em Sidrolândia. Paulo foi preso em flagrante e autuado por homicídio qualificado por feminicídio e ocultação de cadáver. O rapaz passou por audiência de custódia na terça-feira (2) e teve a prisão convertida em preventiva pelo juiz.

Na delegacia, o rapaz contou que matou a namorada por legitima defesa. A versão não convenceu a polícia, segundo a delegada-adjunta Thaís Duarte Miranda. Paulo relatou em depoimento que, na noite de sexta-feira (29), os dois foram para um bar. Lá, discutiram e Jheniffer decidiu ir para outro estabelecimento. Paulo foi atrás e quando chegou a encontrou conversando com outro homem. Os dois discutiram novamente e foram embora. A briga continuou na quitinete onde o casal vivia.

Ele contou à polícia que a vítima o agrediu com um cabo de vassoura e depois com uma faca. Paulo, então, a dominou e a tentou estrangular com as mãos e na sequência usou um carregador de celular para esganá-la. Como o fio arrebentou, o rapaz pegou uma coleira de cachorro que estava no chão e apertou o pescoço da adolescente até a morte.

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